Um triumpho
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Tivemos de presenciar uma scena imponente e tocante, no julgamento da causa em que era réu o nosso amigo sr. Manoel da Matta Janeiro. A concurrencia do grande numero dos principaes cidadãos d’esta cidade, a presença do Ex.ᵐᵒ Governador Civil e a attitude de todo o auditorio davam áquelle acto uma bem sensivel prova de quanto interesse merecia a todos o réu, cuja innocencia e virtudes publicas e domesticas já eram de ha muito conhecidas. As testemunhas d’acusação foram aquellas que melhor abonaram o procedimento do sr. Matta Janeiro, e o Illm.º sr. Delegado, comquanto obrigado pelo mister do seu cargo a pugnar pela rigorosa execução da lei, foi aquelle mesmo que ali deu franco e leal testemunho da honradez do réu. S. senhoria houve-se com toda a imparcialidade, e foi conciso e fluente na sua pequena oração. Ao illustre advogado—o sr. Barradas—não foi preciso pôr em acção os muitos recursos de sua oratoria, pois que a causa já estava vencida. O veredictum do jury foi unanime em não dar por provado o facto allegado contra o sr. Matta, e o Ex.ᵐᵒ Juiz, absolvendo-o até das custas do processo, coroaram o triumpho que ali recebia d’aquelle qualificado corpo. O nosso amigo foi acompanhado por um grande numero de pessoas até sua caza.
É etnquecimento ou proposito?!
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No n.º 15 d’este jornal foi noticiada a existencia de uma desgraçada idiota que divaga por esta cidade dia e noite, apresentando-se em miserável estado, e muitas vezes mostrando as carnes; comendo de dia o quer que é d’immundo lançado de differentes janellas; de noite deitando-se ás portas das ruas, quasi sempre na dos mercadores ou aonde o somno a surprehende; e, alem de tudo isto, servindo de pasto á malvadez luxuriosa. Repetimos as nossas instancias para que seja removido da cidade este espectaculo altamente indecente e immoral. A auctoridade competente cumpre dar as providencias necessarias para que esta infeliz seja recolhida ao hospital de Rilhafolles, para onde foi mandada uma outra, que a nosso ver não soffria tanto como esta, porque tinha familia onde se recolhia, e não divagava pelas ruas como um animal sem dono.
Prisões
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O sr. capitão Mendonça, administrador do concelho de Moura, capturou ultimamente os seguintes criminosos: Romão Gomes, do sitio da Chaminé da freguezia do Sobral, pronunciado por insultos feitos ao rvd.º parocho de Santo Aleixo; Antonio Castelhano, da freguezia da Povoa, pronunciado por crime de furto; José S. Tiago, da freguezia de Safara, pronunciado por ferimentos feitos a Bento Sabatta; e Manoel Lobo, da freguezia do Sobral, pronunciado pelo crime de estupro. N’esta diligencia foi acompanhado pelo furriel Feirias e quatro soldados de cavallaria 5 dos que ali se acham estacionados. Abstemo-nos de tecer elogios a este magistrado pelo desempenho dos importantes serviços que tem prestado áquelle concelho e a todo este districto, porque as partes officiaes que temos publicado n’este jornal significam mais que tudo o seu bom e proveitoso serviço, e a satisfação que do mesmo tem tido Sua Magestade El-Rei. Bom seria que se fizesse marchar para aquella villa o destacamento de caçadores 8 que ultimamente d’alli regressou para esta cidade, que nos consta se torna necessario para auxiliar o serviço da policia.
Profissão
Educacção e instruçãoReligiãoConcursos e provisões
Hoje, pelas onze horas da manhã, na egreja da Trindade, Sua Alteza o Senhor Duque de Beja professou na Ordem Terceira da SS. Trindade. A este acto religioso, alem de S. M. e o Senhor Duque do Porto, assistiram a meza muitos irmãos e grande concurso de povo. Os andores d’esta Ordem estavam expostos no templo. (Luz do Porto de 11 de novembro.)
Brado aos Portuguezes
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Opúsculo patriotico contra as idéas de união de Portugal á Hespanha. Esta obra, que foi annunciada no n.º 34 d’este jornal e que deve ser lida por todos os Portuguezes amantes da sua Patria, vende-se em Lisboa na Typographia Universal, rua dos Calafates n.º 110, e na rua Augusta na loja do Sr. Bordallo, preço 300 réis. Tambem se vende n’esta cidade na loja do Sr. Antonio Maurício de Vargas.