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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 520
27 notícias

Calçada

Geral

A da rua dos Aferidores deverá hoje ficar concluida. Não sabemos que rua será depois a primeira a calçar-se, mas se fossemos camarista votaríamos pela do Mestr e Manoel porque está intransitavel e em seguida pela de Cisterna. Tambem para aquella rua é de toda a urgencia um canteiro porque o que tem não satisfaz e irà admira isto em vista da collocação que modernamente se deu aos candieiros da praça.

Música

Cultura e espectáculoEconomia e comércioExércitoAgriculturaFeiras

A do regimento 17 de infanteria tocou no domingo e na quinta feira no Campo de Oliva, desde o meio dia ate ás duas horas da tarde.

Covam

Município e administracção localReligiãoTransportes e comunicaçõesarremataçõesEstradasEstradas e calçadasFestas religiosasObras de infraestruturaObras municipais

Começaram a abrir-se as covas para plantação de amoreiras que a camara vae fazer em frente do passo entre a estrada de Santa Victoria e respectivo ramal, e nos differentes lanços de estradas municipaes que se acham concluidas.

Theatro

Cultura e espectáculoTeatro

No domingo, a sociedade União dramatica deu-nos o espectaculo que annunciámos. Foi uma boa noite a de domingo tanto para o publico como para os curiosos—para os curiosos, porque foram applaudidos, e para o publico, porque passou algumas horas agradavelmente.

Commissão

Algarve · Portugal Geral

A de sabios portuguezes que vae para o Algarve observar o eclipse passou, no sabbado, por esta cidade.

Chegada

Município e administracção localPolítica e administracção do EstadoChegadasDebates políticos

O ex.mo sr. visconde da Boa Vista que tinha, em um dos dias da semana finda, partido para a capital, chegou no domingo a esta cidade.

Concurso

Educacção e instruçãoNomeações
Beja · Portugal

Mandou-se abrir concurso pelo ministerio da justiça para o provimento de um officio de escrivão e tabellião no julgado de Ferreira, comarca de Beja.

Azeitona

Economia e comércioAgricultura

Tem fundido bem este anno. Uma moedora (72 alqueires) que em outros annos produz entre 14 e 16 alqueires de azeite, tem produzido este anno entre 18 e 20.

Atropelamento

Acidentes e sinistrosMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localSociedade e vida quotidianaAtropelamentosEstradas e calçadasPobres e esmolas

No domingo, na rua da Capelinha estava um marroquino vendendo a uma mulher alguns objectos, e tinha deposto no chão a caixa em que os conduz. N'este tempo, um carreiro, que nos dizem ser Joaquim de Bernardino, repimpado no seu carro, varava as mulas pela rua Ancha acima, e não dando tempo a que o marroquino se desviasse, apesar d'este lh'o pedir, atropellou o pobre homem, que ficou com um pé esmagado, e muitos objectos quebrados. O abuso dos carreiros, montados nos carros, correm pelas ruas da cidade, é intoleravel e torna-se muito perigoso para os viandantes. Diz-se que o sr. administrador do concelho procede, mas quasi que se nos não dava de apostar como o carreiro não soffre cousa alguma. Nem a mulla comminada na postura ao menos.

Ferimento

Acidentes e sinistrosEconomia e comércioFeiras

Na quinta feira pelas nove e meia horas da noite, foi ferido na cabeça com uma paulada que lhe dera um tal Francisco Miguel, alfaiate, uma mulher chamada Leopoldina.

Proclamas

Geral

No dia 8 de dezembro proclamaram-se nas freguezias da cidade: Francisco Manoel Figueira, com Antonia Francisca, viuvos. Eduardo do Calmo, com Veronilha dos Anjos, solteiros. João Ramos, com Maria Barbara, solteiros. José Macia Engoiva, com Joaquina Tereza, solteiros. João Macei, com Maria José, solteiros. Sebastião Rodrigues, viuvo, com Maria Henriqueta, solteira. Marcial Antonio Lança, com Francisca Augusta, solteiros.

Subsidio

Meteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localReligiãoTransportes e comunicaçõesarremataçõesCaminho de ferroEstacçõesEstradasEstradas e calçadasNeveObras de infraestrutura
Baleizão · Portugal Câmara Municipal · Caminho de ferro

O governo concedeu o subsidio de 1:200$000 reis á camara municipal d'esta cidade para o lanço da estrada de Baleizão comprehendido entre a estação do caminho de ferro e Nossa Senhora das Neves.

Festividade

ReligiãoCulto e cerimóniasFestas religiosas

Hoje no convento da Conceição festejou-se a Padroeira do Reino. Houve missa vocal e instrumental orando de manhã o sr. padre Alexandre Ramos Cid e de tarde o sr. padre Feyo Serra. O triumpho estava ricamente decorado.

Estrada

Economia e comércioTransportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestruturaPontes
Alcácer · Beja · Torrão · Portugal

Foi mandado construir o lanço da estrada real n.° 73 de Alcácer a Beja, entre a ponte de Algalé e a Villa do Torrão, no comprimento de 11:710 metros. O orçamento desta obra é de 11:922$227 reis.

Theatro

Cultura e espectáculoTeatro
Beja · Lisboa · Portugal

A sociedade Thalia começou os ensaios do drama em 5 actos—«Os Trapeitos de Lisboa», das comedias—«O Taboleiro em Beja», «As vantagens do caminho Larrapil.» O drama está representando-se actualmente em Lisboa com grandes applausos e é um dos bons dramas, devido á pena do sr. Leite Bastos.

Theatro

Cultura e espectáculoEducacção e instruçãoEscolasTeatro
Porto · Portugal

Em beneficio de D. Isabel Argente, dá no domingo, no theatrazinho do sr. Sousa Porto, uma recita, a sociedade Escolastica. O espectaculo consta do seguinte: «Victimas do sr. Estevam» drama em 3 actos; entreato «Um quarto com duas camas» e a poesia intitulada «Oração».

Ao sr. vereador do pelouro da arborisação

Economia e comércioReligiãoFestas religiosasObras religiosas

Pelo que vimos do orçamento está incluida a verba necessaria para completar a obra que ha a fazer na praça de Jacintho Freire e na rua de Santa Catharina. Parecia-nos de toda a conveniencia que desde já, na praça e rua, fossem plantadas as arvores.

Infanteria

ExércitoTransportes e comunicaçõesDiligências
Algarve · Portugal

No dia 6 sahiu uma diligencia de infanteria 17 a fim de conduzir 40 pares de botins para a força do mesmo regimento que se acha em operações na serra do Algarve.

Tours, 8

Acidentes e sinistrosExércitoTransportes e comunicaçõesAcidentes ferroviáriosCaminho de ferroIncêndiosMovimentos de tropasNomeaçõesTelégrafo
Telégrafo

Uma communicação official annuncia que na noite de 3 de dezembro o general Aurelles expuz a necessidade de evacuar Orleans e operar a retirada sobre a margem esquerda do Loire. O governo se opinava pela resistencia, mas visto Aurelles affirmar que a retirada era necessaria e que as tropas não poderiam resistir, o governo auctorisou-o para fazer o que julgasse mais conveniente. Na noute de 4 Aurelles telegraphou, dizendo ter mudado de opinião e estar resolvido a organisar a resistencia em Orleans, para onde o ministro da guerra partiu ás 11 e meia d’essa mesma noute. Mas o comboio que o conduzia foi detido ás 4 e meia da tarde, junto da afdria de la Chapelle, pelo fogo da cavallaria prussiana, e Gambetta voltou a Tours ás 3 horas da madrugada, e ahi encontrou um despacho do general Pallieres, datado do meia noute de 5, annunciando que o inimigo pedia a evacuação de Orleans sob pena de bombardear a cidade. Pallieres acceitou a evacuação em nome de Aurelles. As baterias foram encravadas, a polvora e o material destruidos. Os prussianos occuparam Orleans domingo á meia noute. Varios despachos dos chefes dos corpus do exercito annunciavam que a retirada se effectuou em boa ordem, mas que não ha noticias de Aurelles, o qual não expediu communicação alguma ao governo.

Londres 7

Acidentes e sinistrosExércitoJustiça e ordem públicaCrimesQuartéis
Londres · Reino Unido Exterior / internacional

O principe Frederico Carlos participou no quartel general que em Orleans foram tomadas 77 peças, algumas metralhadoras, 10:000 prisioneiros não feridos e 4 conheiras armadas; acrescenta que os francezes foram inteiramente derrotados. O general Paladine annunciou que o seu exercito effectuou a retirada intacta e em boa ordem. Gambetta diz que o exercito occupa uma posição excellente, com material de guerra intacto, e que se está preparando para novo combate.

Os prussianos em Nemours

Acidentes e sinistrosEconomia e comércioEducacção e instruçãoEstatísticasExércitoMunicípio e administracção localSociedade e vida quotidianaTransportes e comunicaçõesBanda militarCaminho de ferroCemitériosEstacçõesExamesFalecimentosFeirasIncêndiosIndústriaMercados e feirasMovimentos de tropasObras de infraestruturaSessões da câmara
Câmara Municipal · Caminho de ferro · Correspondência

Domingo de tarde, e quando nada fazia prever a sua chegada, cerca de 37 ulanos a passo, com carabinas, entraram na cidade, insultando os habitantes; [ilegível] as lojas. Depois de um exame da situação, o destacamento inimigo installou-se no hotel S. Pedro, defronte da estação do caminho de ferro, isto é, fóra da cidade. Á hora e meia da madrugada approximadamente, sentiu-se uma viva fuzilaria; os guardas moveis que se achavam em Chateâu-Landon, avisados do que se passava, tinham vindo cercar a hospedaria. Os ulanos surprehendidos por este ataque imprevisto, resistiram no entretanto, mas foram obrigados a render-se ao cabo de meia hora, depois de terem perdido seis dos seus; do nosso lado havia tres feridos. A captura foi operada ao grito de viva a republica! Deviamos temer represalias: não se fizeram esperar. No dia seguinte, pelas 11 horas da manhã, 34 cavalliros inimigos penetraram na cidade, de sabre em punho; ordenaram á municipalidade que aprontasse para o dia seguinte 5:000 sacas de alojamentos, 60:000 kilogrammas de aveia, e 12:000 kilogrammas do pão; annunciavam além d’isso a passagem de 30:000 homens. Um forte destacamento cercou com effeito, terça feira de manhã, a cidade por fórma tal, que um enterro que ia para o cemiterio teve de voltar para o largo. Procederam então ás requisições e depois de ter satisfeito tanto quanto pôde ser á sua avidez, dirigiram-se para a estação do caminho de ferro, logar do combate da ante-vespera, e deitaram fogo a tudo o que n’este inez bairro. No momento em que escrevo esta carta isto é, 30 horas depois do acontecimento, ainda lavra o incendio. O armazem das merceadorias, as fabricas, as casas habitadas, as propriedades isoladas, tudo são chammas. Roubaram, saquearam tudo; as perdas são immensas, ir-reparaveis. Os bandidos deixavam petroleo inflammado por todos os lados: é assim que respeitam o direito das gentes, é d’este modo que lhes mandaram fazer a guerra. Eis os vencedores de uma cidade onde não ha uma arrai para a defensão, porque se tivessemos tido armas, mais de uma mulher até se teria defendido. «Depois de terem realisado estes altos feitos, entraram brutalmente nas poucas casas que momentaneamente tinham poupado, e beberam e comeram, acompanhados por uma banda marcial composta de seis clarins e seis tambores. Depois de terem a barriga bem recheada, foram os mil e duzentos a mil e quinhentos heroes, desfilar por diante do quadro sinistro. E, quando os habitantes se precipitavam atraz d’elles para apagar o incendio, voltavam elles a correr, esmurravam-n’os brutalmente, e mostravam-lhes seis peças que dominavam a cidade, e que estavam promptas diziam elles para fazer a sua obrigação. Tudo o que não foi queimado n’este infeliz bairro foi destruido. Ainda isto não é tudo: levaram o maire de Nemours e o de S. Pedro, e dois vereadores da camara municipal, exigiram 10 mil francos (9 contos de reis) de resgate por cada um d’elles. Foi preciso tambem desenterrar os seus mortos do combate do domingo, e transportal-os a Sarchant... Hoje estamos tranquillos, mas receiamos tornar a vêl-os.

ExércitoJustiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisSociedade e vida quotidianaCostumes e hábitosJulgamentos
Europa · França Exterior / internacional

Como todas as imprensas de Strasburgo estão naturalmente em poder dos prussianos, circula na cidade o seguinte protesto manuscripto: «Caros concidadãos:—A nossa boa cidade de Strasburgo oppoz ao nosso invasor uma resistencia material e moral verdadeiramente digna de elogio. Os prussianos julgaram que nos podiam render com alguns dias de bombardeamento e engfiaram-se redondamente. A mãe-patria declara que tinhamos cumprido o nosso dever, a historia já ratificou este juizo, e a fama publica em todo o universo, o vivificante exemplo da grande defeza de Strasburgo. Não é por vã gloria que avivemos estas recordações, não temos tempo para olhar para o passado e ainda estamos em lucta. Vêde! a França, a nobre França, combate por nós! Alsacianos, ella não nos abandona, não a deixemos só na batalha. Até aqui Strasburgo fez o seu dever, que o passado nos inspire para o presente e para o futuro! Desgraçadamente, a resistencia pela força já não nos é possivel; o que pode fazer o homem esmagado debaixo do joelho do forte, debaixo do punhal que o ameaça?... Com o braço, nada, decerto; mas o seu espirito, força indomavel, é livre! O que pode subjugar o nosso pensamento? O que pode abalar as veleidades do nosso coração? Oh! Para traz, vós todos que tendes por costume arrancar a creança dos braços da mãe! Para traz! a Alsacia está ligada á França, a mãe combate pelo filho, o filho combaterá pela mãe. Sim, caros concidadãos, restâmos a resistencia moral, continuemol-a com energia sempre nova, Mostremos a estes lobos cervaes cobertos com pelles de cordeiros, que conhecemos os seus artificios: affirmemos em toda a parte, sempre por todos os meios legitimos, os grandes e os pequenos, affirmemos a nossa união á França: sim, somos francezes, e aconteça o que acontecer ficaremos francezes! Digamos-lhe isto sem temer e em todos os tons; já o sabem de certo, pois que lh’o mostrámos: mas é preciso repetil-o, repetil-o sempre, proval-o com factos, sobretudo, a fim de que a Europa inteira ouça a nossa voz, uma voz constante e firme, que se faça eco em todos os ouvidos, e que domine todos os ruidos. Sim, somos francezes! E ficaremos francezes! Deus proteja a França! Roga-se que copiem e espalhem este papel é o unico meio que temos de nos combinarmos.

Combates antes das batalhas do Loire—Patay, 26 de novembro

Acidentes e sinistrosExércitoJustiça e ordem públicaCapturasMovimentos de tropas
Interpretacção incerta

N’uma série de pequenos combates, na frente de todo o exercito, os francezes parece terem obtido successivas vantagens. A mais importante foi a luta de Yéures, em frente de Breu, onde os voluntarios de Chatelian e os franco-atiradores de Tours, com um grande destacamento de artilheria de marinha, desalojaram de suas fortes posições os prussianos que com sua artilheria faziam consideraveis estragos. Os prussianos retiraram em debandada, deixando tres peças ao inimigo, e sendo perseguidos pela cavallaria franceza a longa distancia. Em Artenay os francezes tomaram duas peças, mas é tal o estado dos caminhos que foi preciso dez cavallos para as arrastar. Todos os dias se têem feito prisioneiros do exercito de Frederico Carlos, que está já tarado com o exercito francez em toda a linha. No combate de Neuville fizeram-se 200 prisioneiros, entre os quaes 17 officiaes. Em Sainte Agle 600 bavaroes surprehenderam um corpo de moveis, que retirou. Dois mancebos Giak, moldavo, de 18 annos e Maury, francez, de 19, quizeram reconduzil-os ao combate, e não o conseguindo entraram sósinhos nas fileiras inimigas, onde por mais de 20 minutos lutaram heroicamente, voltando d’ahi com pequenos ferimentos. Sabemos que a estas horas alguns corpos prussianos, apesar dos seus maravilhosos trappas, ignoram o logar em que se acham e estão muito assustados por estas longas noutes, estes densas nevoas e estes lami-[ilegível]

Porto · África · França · Portugal Exterior / internacional · Geral · Islâmico

O transporte «O Jura» levou das costas de Africa para a França a primeira porção de cavallaria arabe, formada na provincia de Argelia com os voluntarios das grandes tribus do deserto. Cada provincia deve fornecer um contingente. Não tarda que Toulon veja desembarcar no seu porto uma magnifica divisão de cavallaria composta dos mais intrepidos guerreiros da raça arabe.

Phalsburgo

Exército

Na pequena e heroica cidade de Phalsburgo não ficou uma parede em pé, os habitantes moram nas casernatas com a guarnição e não querem ouvir fallar de se render, apesar da guarnição não ser composta senão de restos de tropas reunidas de Woerth e Ricchoffen, formando um conjuncto bastante heterogeneo. Tropa de linha cavallaria, zuavos, turcos, caçadores, artilheria ha de tudo em Phalsburgo, junta-se a isto a guarda mobil e a guarda nacional, que fazem o seu dever como as outras tropas, e le eïs uma justa idea da guarnição d’esta fortaleza, que ainda se defende e ainda se defenderá por muito tempos.

Os officiaes francezes e Bassaine

Acidentes e sinistrosExércitoJustiça e ordem públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaCrimesIncêndios
Correspondência · Interpretacção incerta

Alguns jornaes francezes publicam uma carta de Colonia, na qual se dá conta da situação dos prisioneiros francezes residentes n’aquella cidade, a maior parte precedentes de Metz. Parece que os officiaes francezes prisioneiros em Colonia estão em extremo irritados contra Bassaine. Dizem que desde o dia 26 de agosto se Bassaine tivesse querido, teria podido sair de Metz e romper as linhas prussianas. Todos os officiaes estão conformes n’este ponto, a artilheria achava se em perfeito estado, os soldados todos validos e cheios de ardor! Accusam tambem Bassaine de haver enganado constantemente o exercito, fazendo-lhe crer varias invenções, taes como que os guardas nacionaes e guardas moveis iam marchar a soccorrer Metz e que havia recebido esta noticia do governo nacional, e por isso pedia que tivessem paciencia, porque collocaria o inimigo entre dois fogos com o exercito de Parisinha em soccorro dos sitiados. Outras accusações é haver feito saídas continuas e sempre com pequeno numero de forças, sacrificando as-im 42 mil homens. Ás vezes, dizem os officiaes, perdia dez homens por uma palheira, que deixava ao inimigo. Tambem accusam Bassaine de ter enganado o exercito a respeito das provisões, no momento em que disse que já não havia viveres. Então, era muito tarde para uma sortida, não havia mais que sete baterias e os 65 mil homens que restavam, não podiam esperar bom exito sem artilheria. Assim é, diz a carta, que não ha um official que não proteste contra Bassaine.

Mercados francezes

Economia e comércioExército
Berlim · Alemanha · França Exterior / internacional · Interpretacção incerta

Parece fora de toda a duvida que nos principaes mercados monetarios da Allemanha ha certo panico, por não se presurir ou certo qual o resultado da guerra que se prolonga mais do que a principio o haviam julgado os allemães. Na bolsa de Lyon que é a unica que actualmente em França recebe ordens dos mercados estrangeiros, chegaram da Francfort, do Hamburgo e mesmo de Berlim ordens para se venderem quantidades importantes de todos os valores que tinham em carteira os banqueiros e especuladores allemães, e especialmente de caminhos de ferro austriacos e de dollares norte-americanos.