Procuradores á Junta geral
Arqueologia e patrimónioReligiãoDescobertas e achados
Beja—Manoel Eleutherio de Castro Ribeiro e Mariano Joaquim de Sousa Feio. Aljustrel—Padre José Ignacio de Mira. Almodovar—Manoel Gomes Palma. Alvito—Dr. Augusto Abreu Ferreira Machado. Cuba e Vidigueira—Fernando Antonio Possas da Malta. Ferreira—Dr. Rafael da Cunha Barradas. Moura e Barrancos—Martinho José Raposo. Castro Verde—José Carlos Moreira Bragança. Mertola—Antonio Manoel de Vargas. Odemira—Manoel da Malta Janeiro. Ourique—Matheus Lobo de Brito Godins. Serpa—Dr. Parreira.
Proposta
Economia e comércioEducacção e instrução
«Proponho a creação d’uma cadeira de grammatica latina e de latinidade na villa d’Almodovar no districto de Beja, e que se addicione a verba necessária ao respectivo orçamento.—Fortunato Frederico de Mello.» O sr. Fortunato é incansável pelo melhoramento do circulo que representa. A sua pretenção é justíssima e o governo deve attendêl-a, se não quizer merecer mais uma justa censura.
Theatro
Cultura e espectáculoTeatro
Na noute de 14 do corrente, tivemos o gosto de ouvir e admirar no theatro os irmãos Munnés. O espectáculo que pozeram em scena agradou bastante, e os actores foram muito applaudidos, sendo chamados algumas vezes ao proscenio. No domingo dão-nos novo espectáculo e estamos certos que o publico concorrerá, porque elle nunca deixa de animar e admirar quem como os artistas Munnés se tornam dignos disso.
Novo Juiz
Justiça e ordem públicaSociedade e vida quotidianaCostumes e hábitosCrimes
Tomou posse o novo juiz de direito desta comarca no dia 9 do corrente. Temos de s. s.ª as melhores informações; inteireza de costumes, probidade, e rectidão são os dotes que lhe são inherentes, e por tanto a falta do sempre lembrado juiz desta comarca o sr. Germano Leite, será talvez completamente prehenchida por s. s.ª o sr. Brito. Assim o esperamos.
Chegada
Município e administracção localTransportes e comunicaçõesChegadasCorreio
Chegou na tarde do dia 8 do corrente o sr. Antonio César Guerreiro Leite Farinha e Menna, administrador do correio central desta cidade.
Tribunal de contas
Justiça e ordem públicaTransportes e comunicaçõesCorreioJulgamentos
Por accordam de 6 de novembro ultimo, publicado no Diario do Governo de 7 do corrente mez, foi julgado quite para com a fazenda publica pela sua gerencia desde 1 de julho de 1862 até 30 de junho de 1863, o director do correio de Odemira Antonio Fernandes de Castro.
Accusamos a remessa
Economia e comércioComércio localIndústria
Pelo ministério das obras publicas, commercio e industria foi-nos enviada a «Relação nominal por ministérios dos empregados do estado e seus respectivos vencimentos» e pelo da fazenda o «Orçamento geral e propostas de lei de receita e despesa do estado para o exercício de 1864 a 1865». Agradecemos.
Bibliotheca das damas
Cultura e espectáculo
Publicou-se o n.º 18 da terceira serie contendo o tomo X da Judia Errante, obra em continuação ao Judeu Errante de Eugênio Sue.
Archivo Jurídico
Política e administracção do EstadoTransportes e comunicaçõesDecretos e portariasNavegacção
Publicou-se o numero 32 contendo a legislação sobre legados pios, decreto de 8 de julho de 1863 regulando a idade para a matricula dos mestres ou arraes dos barcos de pesca, e portarias prohibindo que nos navios mercantis sejam matriculados indivíduos de menos de 14 a 21 annos etc. etc. etc.
Cadeiras a concurso
Educacção e instruçãoInstrução pública
Acha-se a concurso perante o commissario dos estudos, neste districto, a cadeira de instrucção primaria (1.º grau) da freguezia de Panoias.
Boa lição para amas e criadas
Acidentes e sinistrosJustiça e ordem públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaFalecimentosFurtos e roubosHomicídios
Na noite de 13 de fevereiro passado na casa de D. Pedro Mallaina, um dos mais ricos proprietários da cidade de Bellorado, província de Burgos, houve a seguinte desgraça. A mulher de D. Pedro, D. Mathilde, estava no seu quarto, e ali assentada ao pé do seu brazeiro. No mesmo aposento estava um joven de 12 annos, que exercia as funções de criado de quarto. Ouvindo barulho na escada, D. Mathilde levantou-se e abriu a porta para saber o que era, viu diante de si um indivíduo com uma grande faca na mão, e os vestidos cheios de sangue. «Que quereis, disse D. Mathilde, vindes matar-me?» «Silencio! respondeu o desconhecido, se daes um grito, dous dos meus companheiros estão lá em baixo promptos a ajudar-me.» Entrado no aposento o desconhecido, poisou a faca sobre uma mesa; apoderando-se do rapazinho começou a amarrar-lhe os pés e as mãos. Depois, pegando de novo na arma fatal, disse a D. Mathilde: «Agora dae-me mil duros.» «Não os tenho,—respondeu ella—porém procurae e tomae tudo o que vos convier, mas deixae-me a vida.» O assassino apoderou-se de cerca de oito mil reales e immediatamente depois começou uma luta terrível entre elle e a desgraçada senhora. D. Mathilde recebeu quatro facadas, e, querendo impedir que o assassino lhe cravasse a faca na região do coração ou na barriga, recebeu horríveis feridas nos braços e nas mãos, ficando-lhe os dedos litteralmente cortados. Felizmente a attenção dos visinhos foi despertada pelos gritos da victima, e armando-se todos com paus, facas e espingardas de caça, invadiram a casa, depois que um d’elles conseguiu arrombar a porta da entrada. Na cavalariça, foi encontrada a criada degolada e no meio de um lago de sangue. O miserável assassino premeditava ha muito o seu crime, de que o roubo era o único movel, e tratou de cortejar a criada, que acabou por lhe conceder uma entrevista. É por este meio que, aproveitando-se da ausência do dono da casa, conseguiu introduzir-se n’ella. D. Mathilde morreu na manhã seguinte dos ferimentos graves que recebeu. O assassino é filho de um sapateiro de Bellorado e gosava de boa reputação.