Bi non è vero è bene trovato
Exército
Os agentes eleitoraes do candidato ministerial n’esta cidade, não achando meio de vencer o odio que este povo tem ao actual governo, pelos escandalos e prepotencias que tem commettido, dizem agora, para lhe demonstrar que a guerra que se faz ao sr. Marianno Joaquim é toda pessoal, que o mesmo sr., logo que se abra o parlamento, votará contra o governo!! Não nos admiramos porque o sr. Marianno já foi setembrista, cabralista, regenerador, historico e póde talvez estar agora em branco para ámanhã tomar a côr que melhor se preste á sua grandeza! Era mais um salto, o que não deve causar espanto porque os c[egos] dão-os sempre.
Redoma de baionetas
ExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoGoverno civilMovimentos de tropasPartidas
No sabbado passado, marchou á toda a pressa uma força de 36 praças do regimento 17, para a villa da Cuba para guardarem o sr. administrador do concelho Manoel das Dores Rosado, que se esperava ali n’aquelle dia. S. s.ª tem tanta consciencia dos bons serviços que prestou n’aquella villa, que apesar da redoma de baionetas, que o sr. governador civil lhe mandou, nem mesmo assim se atreve a retomar o logar que, contra todas as conveniencias sociaes, o sr. duque de Loulé quer que exerça!
Que tres almas!!!
Economia e comércioMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoContrabandoGoverno civil
Fallamos de tres deputados da opposição, do Algarve, que se venderam como qualquer genero, mesmo de contrabando. O sr. Ramalho Ortigão, deputado por Loulé, vendeu-se pelo logar de thesoureiro pagador de Faro. O sr. Sebastião Coelho, deputado por Faro, vendeu-se pelo logar de governador civil da mesma cidade. O sr. Cetorico Drago, deputado pelo circulo do Guadiana, vendeu-se pelo logar de administrador do concelho de Castromarim. E sabem para quê? Para consentir que seu irmão mais velho esfaqueasse os eleitores que o elevaram ao parlamento, para poder apanhar o miserável osso que está roendo! Meditem bem os eleitores, sobre as qualidades dos indivíduos em que o governo quer que votem e livrem-se sempre de Dragos e Ortigões.
Isso é costume de todos
ReligiãoSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaCostumes e hábitos
Era uma senhora de distincção repreendendo o filho, do seu acanhamento diante das visitas e lhe recommendava que cumprimentasse a todos. — E o que lhes hei de eu dizer? Perguntar-lhes pela saude das mulheres e dos filhos que esse é o costume de todos. O menino decorou bem a lição, e como succedesse que a primeira visita que veio, fosse o parocho da freguezia, chegou-se o pequeno a elle e perguntou-lhe pela saude da mulher e dos filhos. Este cumprimento confundiu um pouco a gravidade do parocho, o qual todavia replicou. — Que dizes meu menino? Pois os padres tem mulheres e filhos? O pequeno atrapalhado pela replica, accrescentou promptamente: — Isso é costume de todos, que assim m’o disse a mamã!
Mandamentos do proprietário
Arqueologia e patrimónioRuínas e monumentos
Diga meu menino quantos são os mandamentos da lei de Deus! — Dez. — Muito bem: diga-os lá. — Olhe a fallar a verdade, não me lembra bem, mas se quer posso-lhe dizer os do proprietário; é a razão favorita do papá. — Pois diga; sempre quero ouvir. Primeiro: amar o dinheiro sobre todas as cousas, e ao proximo como a nós mesmos, excepto aos inquilinos. Segundo: não jurar diminuir a renda das casas, ainda que se vá para as profundezas dos infernos. Terceiro: guardar as festas, isto é, as subidas dos alugueis. Quarto: honrar como bom filho o interesse e ambição. Quinto: não matar com o trabalho nem a pedreiros, nem a carpinteiros. Sexto: guardar com amor o dinheiro. Setimo: não furtar, mas augmentar a renda o mais possível. Oitavo: não levantar as casas senão até ás nuvens. Nono: não desejar a propriedade alheia, quando estiver arruinada. Decimo: não cobiçar as cousas alheias, sem contar os bens dos inquilinos que pelo arrendamento ficam sendo proprios. Estes dez mandamentos encerram-se em dois, que vem a ser: amar e servir o ídolo dinheiro e querer aos haveres alheios como aos proprios. (Gazeta de Portugal)
Fenomeno singular
Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localTransportes e comunicaçõesAbastecimento de águaAgriculturaColheitasFeirasMercados e feirasObras de infraestruturaObras municipaisTelégrafoVentos fortes
Conta a Otoon que na terça feira 12 entre as 1 e 3 horas da tarde, appareceu a pouca distancia de Chalons um phenomeno meteorologico dos mais curiosos. Alguns cultivadores, trabalhando nos terrenos do concelho d’Omeu, viram uma nuvem de forma de um cone invertido, cuja base se perdia no espaço, e de que o cume extraordinariamente delgado parecia tocar o sólo. — Repara, disse um dos cultivadores para outro, ali está um bom regador. Julgava, com effeito, que era uma tromba que descia para n’aquelle logar. Qual não foi porém a sua admiração, quando viram que a nuvem que estava suspensa sobre o lago Gandroux lhe tinha absorvido toda a agua, deixando-o inteiramente secco?! A nuvem, ou antes a columna nebulosa de côr arroxeada e negra, continuava no seu caminho, arrebatando, como redemoinho de vento, as colheitas que achou na passagem, atterando e obrigando a fugir todas as pessoas que andavam pelos campos. Julga-se que viera de Alleriot, passara sobre Oslon, Lans, Spervans, e se dissipara depois de ter percorrido pouco mais ou menos 8 kilometros. Passando sobre os fios telegraphicos da linha de Lans-de-Saunier, deixou n’elles palha de trigo. Esta columna foi vista de Chalons e das circumvizinhanças. Ainda hoje dá margem a muitos prognosticos. Este facto, ainda que raro, não é nem extraordinario nem maravilhoso. Não é a primeira vez que as trombas produzem eguaes resultados.
Preços por que correm os generos em Beja
Economia e comércioPreçosAgriculturaPreços e mercados
Trigo, alqueire, 520 a 530 reis; Cevada branca, 240 a 230; Farinha, 580 a 600; Sal, 120; Feijão, 920 a 930; Aguardente, almude, 2$900 a 3$000; Vinho, 1$200; Azeite, 4$600 a 4$650; Vinagre, 900 a 1$000.
Musica
Cultura e espectáculoExércitoBanda militarParadas e cerimóniasQuartéisTeatro
Tocou na noite de domingo passado, na parada do quartel, a excellente banda do regimento 17, e no adro da Conceição a philharmonica artistica; as peças desempenhadas agradaram. A concorrencia em ambos os locaes foi grande. No domingo toca novamente a excellente banda do 17 e o programma é o seguinte: 1.ª parte — Scena e quartetto e final do 4.º acto da opera Vesperas Sicilianas; Aria de trompa da opera Clara de Rosenberg. 2.ª parte — Introducção e aria de baixo do 2.º acto Marco Visconti; Final do 2.º acto opera Trovador. 3.ª parte — Mazurka Oh! que brisa! por D. José Navarro; Quadrilha de valsa da opera Rigoletto; Schotz.
Caminho de ferro para o Guadiana
Transportes e comunicaçõesCaminho de ferro
Chegaram a esta cidade os engenheiros inglezes da companhia dos caminhos de ferro de sueste e andam em estudos da linha para o Guadiana.
Commercio de Coimbra
Cultura e espectáculoEconomia e comércioComércio localLivros e publicações
Recebemos o 1.º numero deste jornal que se publica na Covilhã. Desejamos-lhe longa e prospera vida.