Aniversário Regio
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Foi festejado, n’esta cidade, na noite de 16, o annivsrsario de S. M. El-Rei, o Sr. D. Pedro V. A musica de caçadores n.° g tocou a alvorada executando escolhidas peças de musica, eá noite foi illuminado o quartel, e a musica tocou até á meia noite.
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Que escandalo !—Teve lugar, no dia 1 í. do corrente pela manhã, no talho d esta cidade, um facto excessivamente escândalos, ou antes um crime, um attentado contra a saude dos habitantes d’esta cidade, que devq ser corrigido, com todo o rigor que as leis lhe impõe, para que um exemplo ensine aos especuladores da algibeira do povo, que se não zomba impunemente com elle—Eis o facto : O fiel co aetual arrematante introdusio no talho, occultamente, e com alguma esperteza, uma porção de carne de carneiro, cm começo de pulrefacção, e tinha-a occulta debaixo de uma pouca de roupa, preparando-se para a vender ao povo. O fiscal da Camara, empregado zellòzo e honrado, deu na maroteira, e avisando o Sr Presidente da Camara, este mandou participar o facto à auctoridade administrativa, e de saude, as quaes comparecendo immediatamente no talho, fizeram lavrar auto de apprehensão e de exame, e mandaram enterrar a carne. O auctor directo d’este criminoso procedimento é, como dissemos o fiel do arrematante, Luiz de Portugal, mas o sr. arrematante não pode Afixar de ter uma grande responsabilidade n’cste facto, porque, se os seus criados não tem a honradez ca probidade necessária para exercer o lugar que lhes destinou, despeça-os. È necessário que o sr. Machado saiba que este jornal é uma sentinella dos interesses do povo, e que será asperamente severo para com quem não lhe respeitar os seus direitos. N’uma quadra doentia, comoaquella em que nos achámos, na capital do districto, em um talho publico, pertender vender-se carne podre !— é muito arrojo ! Os autos de exame e investigação hão-de ser remettidos ao Ministério Publico e elle ensinará o auctor d’este crima a scr mais cauteloso em factos de tal naturesa.
«Que horas são?!—Ha seis dias que o povo de Beja está sem relogio ! A cada passo os trabalhadores, e opperarios, se dirigem ás pessoas a quem vêem com relogio d'algibeira a perguntar-lhes—que horas são? — Pedimos, a quem competir, que trate de mandar concertar o aetual relojo de modo tal, que possa servir, ou e talvez seja melhor, comprar um novo. Causa o maior transtorno á gente da cidade esta falta : mas ao grande transtorno ainda se junta mais um motivo para se olhar com attenção para esta falta, c esse motivo é — ser uma vergonha que a cidade de Beja não tenha um relogio!