Expediente
Por falta d’espaço não podem ir neste n.º algumas das correspondências que temos em nosso poder.
Por falta d’espaço não podem ir neste n.º algumas das correspondências que temos em nosso poder.
No domingo 1.º do corrente sahiu da igreja do Salvador em procissão, a venerável imagem do sr. dos Passos, recolhendo depois à igreja do Pé da Cruz. Acompanhavam a imagem as irmandades de N. S. do Pé da Cruz, Dores, e Ajuda, e fechava o préstito uma força do regimento 17. Ao recolher a procissão orou o revd.º padre Manoel Henrique de Menezes Feio, que segundo nos dizem, satisfez completamente.
Dizem-nos de Barrancos que, na madrugada de 23 do mez passado, fora encontrado na rua da Preguiçosa, assassinado com trez facadas no pescoço, José Alves. A authoridade instaurou logo o competente auto, e tem procedido enérgica e activamente em descobrir o author ou authores de semelhante attentado.
O sr. dr. Manoel Ladisláu Bentes, que era delegado na comarca da Cuba, foi despachado juiz de direito para a comarca d’Almodovar.
Foi nomeado juiz de direito da comarca da Cuba, o bacharel José Maria Rodrigues de Carvalho, que exercia o lugar de procurador régio na comarca de Barcellos.
Os que se vão vender pelas avaliações que se julgam muito baixas, feitas em 1844, e que estão em bruto, podem considerar-se no valor de 170 contos de reis, e os lapidados em 50 contos, total 220 contos. Existem ainda outros diamantes no real thesouro, constituindo o património da coroa, cujo valor é calculado em mais de 300 contos.
As noticias de Italia dizem que apparece por toda a parte d’aquelle paiz um considerável numero de retratos de Garibaldi com a celebre bota que foi furada pela bala no combate de Aspromonte. Alguns inglezes não só disputaram a bala dando por ella grossa quantia; mas também a bota. O duque de Devonshire offereceu por ella uma quantia exaggerada, porém não a póde obter. Diz-se que foi adjudicada á Sociedade operária de Milão.
A respeito da insurreição da Polonia lê-se no Börsenhalle, de Hamburg, os seguintes paragraphos: «Se a Rússia não consegue só e promptamente soffocar a insurreição, com as suas próprias forças, o tratado concluído entre a Prússia e a Rússia, poderia converter-se em uma questão europeia de primeira ordem. Hoje já é assumpto para uma mui animada troca de notas entre as grandes potências. A attitude da Áustria n’esta questão ainda não é bastante conhecida; comtudo não se occulta a impressão desfavorável que causou a convenção russo-prussiana e essa demonstração em certas eventualidades poderá manifestar-se por meio de factos. Segundo uma communicação emanada de origem verdadeira, existe já entre as côrtes de Vienna e de Londres uma identidade de ideias e de projectos quanto ao tratado de Varsóvia. Ambos os gabinetes parece que estão de accordo quanto áquelle tratado, menos no que diz respeito aos perigos que ameaçam a parte da Polonia do que às grandes preocupações da questão do Oriente. Não devem estar muito inquietos em S. Petersburgo pela sublevação polaca, quando se jactam de poder dominal-a dentro em pouco; mas trata-se do concurso armado da Prússia para conter a Polonia, no momento em que fôr preciso estar desembaraçada para certas eventualidades que possam occorrer no Oriente.»
Madrid, 1 de março, ás 11 horas e 35 minutos da manhã. Berlin, 27 de fevereiro. A opposição na camara dos deputados apresentou uma proposta contra a convenção russo-prussiana. Esta proposta foi adoptada por 246 votos contra 57.
Madrid, 1 de março.—Ainda não está formado o ministério hespanhol.
Madrid, 3.—A Gazeta publica hoje os decretos nomeando o marquez de Miraflores, presidente do conselho e ministro dos estrangeiros; Sierra, ministro da fazenda; marquez de Havana, ministro da guerra; Waamonde, ministro do reino. O resto do ministério completar-se-ha esta noute.
Madrid.—A Gazeta de hoje publica os decretos nomeando Monares ministro da justiça; Mata y Aios, ministro da marinha; Moreno, ministro das obras publicas.
Varsóvia, 3.—A insurreição polaca cada vez se aggrava mais.