Arquivo
O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 281
30 notícias

Revista da semana

Acidentes e sinistrosCultura e espectáculoEconomia e comércioExércitoMunicípio e administracção localReligiãoSociedade e vida quotidianaAbastecimento de águaAcidentes de trabalhoCasamentosComércio localCostumes e hábitosEstradas e calçadasFestas religiosasFontes e chafarizesImpostos e finançasLivros e publicaçõesMovimentos de tropasNomeaçõesNomeações eclesiásticasObras municipaisObras religiosasQuedasSessões da câmara
Loulé · Roma · Espanha · Itália · Portugal Câmara Municipal · Exterior / internacional · Igreja · Interpretacção incerta

Pedio a sua demissão, de ministro das obras publicas e estrangeiros, o sr. conde de Castro. As ignóbeis influencias que o dominavam, e a opposição que se levantou contra o contracto Debrousse, unicamente apadrinhado por um escroc, apressaram-lhe a sua queda. A sahida do sr. conde trouxe serias complicações para os seus amigos collegas. As combinações levaram alguns dias e parece que chegou a assentar-se o seguinte ministério: Duque de Loulé, presidente do conselho sem pasta. João Chrysostomo, ministro da guerra. Anselmo Braamcamp, ministro do reino e estrangeiros. Augusto Barjona, ministro da justiça. Andrade Corvo, ministro das obras publicas. Fontes, ministro da fazenda. Mendes Leal, ministro da marinha. Esta lista porem não vingou. O sr. duque de Loulé, apesar de muito instado, negou-se a fazer parte da nova administração e a recusa de sua ex.ª deu em resultado não quererem tambem aceitar partilha no poder os srs. Mendes Leal, Braamcamp e João Chrysostomo. N’estas circumstancias, o gabinete que não queria morrer, tratou de ir procurar elementos de vida a outra parte, e no dia 10 appareceu, com geral surpresa, reorganisado o ministério da maneira seguinte: Presidente do conselho de ministros, sem pasta—Joaquim Antonio d’Aguiar. Ministro do reino—João Baptista da Silva Ferião de Carvalho Martens. Ministro da fazenda e interinamente da guerra—Antonio Maria de Fontes Pereira de Mello. Ministro da justiça—Augusto Cesar Barjona de Freitas. Ministro das obras publicas, interino, com a pasta dos estrangeiros—José Maria do Casal Ribeiro. Ministro da marinha—Visconde da Praia Grande de Macau. É inegável que os srs. Casal Ribeiro e Martens Ferrão são dois cavalheiros muito intelligentes, muito honrados e geralmente respeitados e bemquistos mas desejavamos não os ver no ministério. Talvez isto provenha de havermos sido dos primeiros que contribuiram para a fusão, e de a haverem elles combatido com todas as suas forças. Ha quem diga que, com a entrada destes dous estadistas para o ministério, ficou resolvido o problema politico, mas a nós parece-nos o contrario porque a recomposição, seja dito com verdade, foi feita contra todas as indicações. Dizemos isto porque sempre temos tido por costume, sejam quaes forem as consequências, emittir a nossa opinião. Esse hybrido amalgama que ahi está não se justifica. Não digam que foi a falta de homens intelligentes na fusão que o aconselhou porque não é assim. No nosso partido ha por exemplo o sr. Rodrigues Sampaio, cavalheiro competente para a pasta do reino, temos tambem o sr. Andrade Corvo para a das obras publicas, o sr. [ilegível] Leme para a da guerra, e muitos outros que achamos escusado enumerar. Porque se lhes não deu então partilha no poder? Sentimos como fusionistas o errado passo que acaba de dar-se, mas nem por isso somos contra o gabinete. Aguardaremos os actos dos novos conselheiros da coroa e serão elles que hão de guiar o nosso proceder. Contra a representação que a camara municipal da Guarda dirigio á casa electiva, contra o casamento civil, appareceu agora um protesto assignado pelo seu digno presidente e por um outro vereador, de cuja ausência se aproveitaram os catholicões para arranjar aquella boa e santa obra! O caso da Guarda faz-nos lembrar um identico que se deu, ha tempos, na camara desta cidade por occasião da nomeação de um continuo. Cá e lá más fadas ha. No Diario não encontramos cousa que mereça extractar-se. Deu-nos o tratado celebrado entre Portugal e Hespanha, duas listas, uma de despachos e outra de mercês, e a ordenança para a armada. Diz-se que a companhia dos caminhos de ferro do sul e sueste fallio em consequencia de não achar quem lhe tomasse as acções. Que dirão agora os impugnadores do contracto de 14 de outubro? Ainda teimarão em que ella tirava um juro de 50 por cento? São capazes d’isso. O contracto Debrousse, segundo informações que lemos, se o governo o apresentar á discussão, será regeitado pelas cortes. Fazem o que devem porque transacção mais desgraçada ha muito que não apparece. A prova real da sua ruindade está no silencio que a imprensa mercantil tem guardado. Nem uma só voz se levantou ainda a defendel-a e até a Gazeta, apesar de levar rasca na assadura, está muda. Diz-se que a opposição está organisada e que o sr. Coelho do Amaral é o seu chefe. As cortes foram prorogadas até ao dia 26 do corrente mez. O projecto de lei de imprensa foi approvado, na camara electiva, com as emendas e alterações propostas pela dos pares. A camara dos pares continua no dulce far niente. A dos deputados boceja e espreguiça-se e a custo lá vae approvando alguns projectosinhos de interesse secundario. Tambem se acha já approvado o orçamento do ministerio da guerra e o 1.º, 2.º e 3.º capitulo do da marinha. Está em discussão o 4.º. Hontem não trabalhou a camara por ser dia sanctificado. Para hoje estavam dados os projectos de lei n.ºs 67, 68, 69 e 77, mas como se espera que o ministério se apresente, é quasi certo não se occupar d’elles. O Bem publico replicou como costuma. É mais um favor que juntaremos aos outros de que lhe somos devedores. Já contavamos com elle mesmo porque não continuar a insultar-nos, seria faltar ao que deve a si e á seita a que pertence. Agradecidos pois e mil vezes. Escravo de Roma, lendo a consciencia e a penna hypothecada a algum outro que ella lhe atira, do muito que rouba aos fieis ad majorem Dei gloriam, o Bem publico não gostou que fallasemos da grande velhacaria do m de gratiam e irritou-se. Se havia de tomar limonadas para refrescar, sahio á rua em mangas de camisa, carregou-se de pedras atirou-nos algumas, e o resto empregou-o contra as vidraças da casa do sr. A. Herculano. Perdoamos-lhe a garotada, porque para castigo basta-lhe a acção que praticou, mas sentimos que por nossa causa fosse incomodado o Tácito portuguez. Diz o Torniquete catholico que lhe não cabe o epitheto de falsificador, porque no que escreveu de nós, foi exactissimo. Porem, para ver se pode safar-se da rede em que o apanhámos, continua a dizer que duvidar e reconhecer são synonimos e para provar isso exclama todo babôso: «O Bejense não deve ter esquecido a qualificação que dava ao Portuguez, quando se batia com elle durante o ministério Lobo d’Avila; e n’essa qualificação acha-se que o duvidamos tem o valor de reconhecemos.» Mantemos pois o que dissemos, que é da mais escrupulosa exactidão. O maior favor que podêmos fazer ao Bem publico é suppor que não sabe a sua lingua. Conta-se que n’outros tempos havia um sargento que dizia pões em vez de pães (...) O Bem publico é como o tal camaradinha. Disse que duvidar e reconhecer eram synonimos, corrigimol-o por isso, mas o bruto a nada se moveu, e persiste na asneira. Ora que cabeçudo! (...) Não é Rousseau, mas, se bem nos parece, Chateaubriand, quem considera o casamento um contracto civil que a egreja sanctifica. (...) Para que não haja duvida bom será ouvilo. No capitulo VIII do IV livro do contract social, escreveu elle: «Ceux qui distinguent l’intolérance civile et l’intolérance théologique se trompent...»

O inquisidor Palmeiro Pinto levou nas ventas

Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoEconomia e comércioTransportes e comunicaçõesDescobertas e achadosLivros e publicaçõesTelégrafo
Lisboa · Roma · Itália · Portugal Exterior / internacional · Telégrafo

O interdicto que sua ex.ª (...) tinha posto ao novo livro de Ernest Renan, intitulado Les apôtres, foi levantado pelo governo a quem o livreiro recorreu da inqualificável ordem do sr. director, in nomine, da alfandega grande de Lisboa. Pelo ministerio respectivo ordenou-se que os livros fossem immediatamente despachados os quaes, com grande magna da reacção, se acham já á venda no armazem do sr. Silva. Louvamos o governo pela sua resolução e pedimos-lhe que, para não se darem novamente d’aquellas vergonhas na alfandega, demitta o sr. Palmeiro Pinto e o mande, na primeira occasião, de presente ao papa. Estamos certos que o rei de Roma o ha de receber bem e dar-lhe até a sua benção se é que lh’a não mandou já pelo telegrapho.

Saude publica (Continuação do discurso do sr. J. P. A. Nogueira)

Economia e comércioExércitoMunicípio e administracção localPreçosReligiãoSaúde e higiene públicaTransportes e comunicaçõesAbastecimento de águaCaminho de ferroEstacçõesFestas religiosasImpostos e finançasObras de infraestruturaObras religiosasPreços e mercados
Florença · Lisboa · Áustria · Itália · Portugal · Prússia Correspondência · Exterior / internacional

Quanto á capital é forçoso tambem que eu diga a esta camara grandes verdades. Lisboa (...) é hoje das mais insalubres. (...) O systema de canalisação de despejo fórma um pantano sobre que assenta a cidade (...) as praias immundas do Tejo (...) falta de agua para os usos domesticos (...) Os elevados preços de renda das casas e de alimentação (...) A media diaria do consumo de pão do operario em Lisboa é inferior a 500 grammas (...) A media annual da carne de vacca consumida em Lisboa por cada habitante é de 21 kilogrammas e 70 grammas (...) A media annual das carnes verdes consumida por cada habitante é de 32 kilogrammas e 39 grammas (...) A população de Portugal está estacionaria e a de Lisboa diminue (...) (Continua). Lisboa 6 de maio (Correspondencia particular)—O sr. conde de Castro, ministro das obras publicas, pedio a sua demissão. Este facto consternou sobremaneiras a Gazeta de Portugal (...) A opposição acordou agora (...) A noticia que tem corrido da Austria ter declarado guerra á Prussia tem causado grande impressão (...) O general Prim acha-se ainda em Florença (...) Na loteria extraordinaria da santa casa da misericordia (...) sahio-lhe o prêmio grande de 30:000$000 reis. (...) Foram prorogadas as cortes até 26 do corrente. (...) A camara electiva tem continuado conversando sobre o orçamento (...) G.

Correspondencias (Cuba 7 de maio de 1866)

Cuba · Portugal Correspondência · Geral

Sr. redactor.—Se eu signifiquei a v. o meu sentimento pela tal ou qual cumplicidade da redacção na publicação da local alludida, é porque suppuz que essa cumplicidade existia (...) Á vista porem da declaração de v. creio ter-me enganado (...) removo á illustrada redacção os protestos da minha muita consideração. Se lhe approuver publicar isto, ser-lhe-ha summamente agradecido. De v. etc. João Xavier de Carvalho.

Correspondencias (Cuba 9 de maio de 1866)

Cuba · Portugal Correspondência · Geral

Sr. redactor.—Duas palavras em resposta ao sr. Carvalho, ou antes com mais certeza ao frigideira por excellencia (...) Zacharias.

Duas palavras ao mestre José Maria da Silva—de Sincães. Coimbra 29 de abril de 1866

Cultura e espectáculoEconomia e comércioComércio localLivros e publicações
Coimbra · Portugal Correspondência

Percorrendo as columnas do Jornal do Commercio (...) deparamos com meia dusia de sandices intituladas—Resposta á Correspondencia C. P. de Coimbra (...) (defesa do uso de “artista”, referência a S. Crispim, aristocracia, conselho final: «Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?!») Ao seu serviço (...) Collaço Paes.

Collaço Paes. Beja 3 de maio de 1866

Cultura e espectáculoTeatro
Beja · Portugal

Sr. redactor.—Lendo a folha do Sul de Portugal de 28 d’abril deparei com uma pallinodia d’um tal J. J. das Dores Marques (...) (defesa do theatrosinho dos rapazes; crítica ao “cogomello”; termina assinando) Amigo da verdade.

NOTICIARIO—Festividade

ReligiãoCulto e cerimóniasFestas religiosas

Fez-se hontem no convento das religiosas de Nossa Senhora da Conceição a festa da Ascensão. O templo achava-se luxuosamente decorado e o throno, onde o Sacramento se achava exposto, bem illuminado. A missa foi vocal e por orgão.

NOTICIARIO—Theatro

Cultura e espectáculoEconomia e comércioFeirasTeatro
Paris · França Exterior / internacional

Proporcionou-nos no domingo uma agradavel noite a companhia hespanhola dramatica dirigida pelo sr. Mela. O espectáculo que poz em scena compor-se do drama em 3 actos Jorge el armador (?) e da comedia por um retrato. (...) Na terça feira houve recita outra vez: El Pilluela de Paris e uma outra (...) Na quinta feira sahio á scena o drama Treinta años de la vida de un jugador e a comedia Un tigre de brigada (...) Domingo ha espectáculo: Diana de S. Homan, Louca por amor, e a comedia Maruja.

NOTICIARIO—Felizmente

Geral · Islâmico

Acha-se felizmente livre de perigo o nosso amigo o sr. Antonio Joaquim de Carvalho. Damos por isso os nossos parabéns a sua ex.ma familia.

NOTICIARIO—Audiências geraes

Justiça e ordem públicaJulgamentosPrisões

Finalizaram as audiências geraes nesta comarca no dia 7 do corrente mez; foram julgados 14 reos; 10 ficaram absolvidos, e 4 condemnados, 2 a tres annos de prisão, um a dous annos e o quarto a um anno. Trez destes foram defendidos pelo habil e distincto advogado o sr. dr. Rafael da Cunha Barradas, e um pelo digno escrivão de direito sr. Luiz Antonio Martins Brandão que, segundo ouvimos a pessoas competentes, andou excellently.

NOTICIARIO—Ratoneiro

Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localFurtos e roubosPrisões

Hontem de tarde foi preso, por um official da administração do concelho d’esta cidade, um ratoneiro que havia aberto com gazua a porta d’um quarto da habitação d’um indivíduo d’esta cidade e d’elle furtara alguns objectos. Não é este o primeiro roubo que fez o tal meliante pois já tem estado por vezes na cadeia.

NOTICIARIO—Abalo de terra

Economia e comércioFeiras

Na quinta feira, pela volta das quatro horas e tres quartos da tarde, sentiu-se, n’esta cidade, um pequeno abalo de terra.

NOTICIARIO—Trovoada

Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisFeirasTrovoadas

Na noute de terça feira houve uma grande trovoada. Não nos consta que fizesse estragos.

NOTICIARIO—Commissão

Economia e comércioExércitoFeirasQuartéis
Vila Nova

Na quarta feira partiram para Villa Nova de Milfontes tres officiaes do regimento 17 d’infanteria que vão inventariar alguns objectos da fazenda militar, que se acham no quartel d’aquella villa.

NOTICIARIO—Concerto

Cultura e espectáculoEconomia e comércioConcertosFeirasTeatro

Na quarta feira á noute, teve lugar, nas salas da philarmonica bejense, um concerto de piano dado pelo sr. Sardinha. As peças que executou agradaram muito.

NOTICIARIO—Concurso

Educacção e instruçãoReligiãoConcursos e provisõesNomeaçõesNomeações eclesiásticas
Cambas · Portugal Igreja

Pelo ministerio da justiça mandou-se abrir concurso documental, para o provimento da parochial egreja de Sant’Anna de Cambas, n’esta diocese.

NOTICIARIO—Companhia gymnastica

Geral

Trabalhou pela segunda vez, no castello, a companhia gymnastica portugueza. Os trabalhos que executou mereceram applauso.

A’s mulheres choram quando e quanto querem

Arqueologia e patrimónioSociedade e vida quotidianaEpigrafiaFalecimentos
Algarve · Portugal

Sem offensa aos delicados sentimentos (...) N’uma villa do Algarve fallecera um indivíduo (...) Uma comadre (...) foi procurar a consternada viuva, munida (...) da respectiva affilhada, advertindo previamente a esta que não chorasse senão quando a ouvisse pronunciar um sentido—ai sr.ª comadre! (...) a mãe tendo quasi subido a immensa escadaria (...) tenteia mal um degrau e cila ahi vai (...) explicando que a pequena chorava pelo seu querido padrinho (...) avisado o saco! Advertimos, porem, que a mãe (...) moida pelo reboque (...) foi-lhe muito facil e natural chorar realmente (...) Ora digam lá que não é verdadeira a epigraphe que apresenta a noticia...

Errata

Geral

No nosso numero de hoje, pagina 2, linha 1.ª onde se lê essilót, leia-se et sitôt; e na mesma pagina linha 41.ª onde se lê este modo de argumento leia-se este modo de argumentar.

Preços por que correm os generos em Beja

Economia e comércioPreçosAgriculturaPreços e mercados
Beja · Portugal

Trigo alqueire 580 reis; Milho 480; Centeio 440; Cevada branca 480; Feijão 900; Chicharo 400; Fava 500; Grão de bico 850; Batatas 480; Azeite almude 3:600; Vinho 1:200.

EXTERIOR—Paris, 4 de maio

Paris · Áustria · França · Itália Exterior / internacional · Geral

O sr. Rouher declarou no corpo legislativo entre prolongados applausos que nas circumstancias presentes o governo resumira em tres pontos a sua política pacifica, neutralidade, completa lealdade e inteira liberdade de acção. Se a Italia atacar a Austria, já a França lhe assegurou muitas vezes que no governo italiano caberia toda a responsabilidade d’esse acto.

EXTERIOR—Paris, 4 de maio

Meteorologia e fenómenos naturaisTransportes e comunicaçõesTelégrafo
Paris · Áustria · França · Itália Exterior / internacional · Telégrafo

Algum tempo depois do seu discurso declarou o sr. La Marmora lhe enviára um telegramma declarando que a Italia não pensava em atacar a Austria.

EXTERIOR—Paris, 5

Transportes e comunicaçõesTelégrafo
Florença · Paris · França · Itália · Prússia Exterior / internacional · Telégrafo

Um telegramma de Florença assevera que a Prússia ordenou a mobilisação de cento e cincoenta mil homens.

EXTERIOR—Paris, 5

Exército
Paris · França · Prússia · Saxónia Exterior / internacional

Corre o boato de que a Prússia concentra tropas sobre as fronteiras de Saxonia.

EXTERIOR—Trieste, 6

Veneza · Áustria · Itália Exterior / internacional · Geral

A Austria formou um acampamento de quinze mil homens em frente do forte de Pola (villa ao sueste de Veneza) e fortificou as costas da Dalmacia.

EXTERIOR—Florença, 6

Acidentes e sinistrosIncêndios
Florença · Porto · Itália · Portugal Exterior / internacional

Incendiou-se a fragata austriaca «Novara» no porto de Pula.

EXTERIOR—Paris, 8 de maio

Paris · França Exterior / internacional · Geral

O imperador Napoleão respondendo ao maire de Auxerre, disse-lhe que deixava em testamento (?) os tratados de 1815.

EXTERIOR—Berlim, 7

Acidentes e sinistrosJustiça e ordem públicaHomicídiosPrisões
Berlim · Alemanha Exterior / internacional

Esta noite um indivíduo bem trajado disparou quatro tiros de pistola contra o sr. Bismark, que não foi ferido; o homicida foi logo preso.

EXTERIOR—Florença, 7

ExércitoPolítica e administracção do EstadoDecretos e portarias
Florença · Itália Exterior / internacional

Acaba de ser publicado um decreto, mobilisando 50 batalhões da guarda nacional.