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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 278
37 notícias
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Braga · Elvas · Lisboa · França · Índia · Portugal Caminho de ferro · Correspondência · Exterior / internacional · Governo Civil · Igreja · Interpretacção incerta · Relatório · Telégrafo

Revista da semana A maneira insólita como o sr. vis conde de Cbancelleiros se dirigio aos mi nistros, na camara alta, por motivo de não terem vindo da secretaria das obras publicas uns documentos, deu matéria pa ra os novelleiros dissertarem á vontade. O Portuguez que anda a sonhar com o poder, provavelmente porque ainda ba na familia quem precise acommoilar-se, apregoou a morte do gabinete. Os cor respondentes das folhas de província, ad versas á situação, exportaram pelo lelegrapho a alegre nova de que o ministério pedira a demissão, e, jornacs houve que enguliram apêla, ea qtiizeram fazer en golir lambem aos assignantes, dando-lha um supplemento. Perderam o dinheiro do papel e da impressão. Os ministros continuam firmes, e nem ha motivo para que o não estejam. O miar de um gaito nunca fez tremer pessoa alguma. Um dos mais illoslrados membros da commissão de legislação, que honra o fo ro e abrilhanta a universidade, o sr. dr. José Dias Ferreira, apresentou segundo diz o correspondente de Lisboa para o Campeão das provindas, uma proposta a respeito do casamento civil. A doutri na expendida pelo nobre deputado é mui acceitavel e fazemos votos para que triumph e na camara. A diante se encontra a proposta a que alludimos. O Portuguez, para ver se indispõe o exercito com o governo, espalhou que tem havido repetidas conferencias entre o sr. Fontes e visconde da Praia Grande para concertarem os meios de se lançar uma decima aos officiaes. Esta noticia não tem fundamento. É uma calumnia do Portuguez e nada mais. Veio no Diario, alem do relatorio do sr. Ernesto de Faria acerca das maltas do reino, e do regulamento para os exames de pilotagem da escola naval, duas cartas de lei, uma authorisando o poder executivo a ratificar a convenção postal com a França, e a outra concedendo á municipalidade de Elvas o uso fructo de certas propriedades, com o fim de estabelecer nas mesmas uma hospedaria militar. Alem do que fica mencionado deu-nos mais a citada folha diversos decretos de nomeações d’empregados, um outro mandando abrir um credito supplementar de 73:126$635 rs. pelo ministerio das obras publicas para despezas com os correios, e a relação dos individuos a quem, pelo ministerio da justiça, foi concedida licença para estarem ausentes dos seus cargos. Foi reduzido a cinzas o paço archiepiscopal de Braga. N’este edificio achava-se estabelecido o governo civil, a administração do concelho, a repartição de fazenda e a estação telegraphica que foi onde o fogo se manifestou, mas com tal violencia que apenas houve tempo para salvar o cofre central, que tinha perto de 36 contos de reis, e alguns papeis da repartição de fazenda e administração. Na camara alta foram discutidos e approvados os projectos de lei n.º 35 e 37. O primeiro isempta de direitos de mercê e de sello as encommendações e provimentos temporarios de parochias nas ilhas adjacentes, e o segundo deroga as authorisações concedidas ao governo para emittir inscripções. Esteve interrompida a discussão do orçamento, na casa electiva, por causa da convenção Balestrini que foi approvada por 72 votos contra 49. A votação foi nominal, e entre os deputados que approvaram a convenção figuram os srs. Jacintho Augusto Sant’Anna e Vasconcellos e Carlos Bento da Silva. É bom que consignemos ao menos estes nomes para vergonha do Portuguez. Na sessão de segunda feira continuou a discussão do parecer sobre o contracto Baylen á Laethen que foi approvado na generalidade. Passando-se á especialidade foi o artigo 1.º approvado com os additamentos dos srs. Leandro da Costa, Pequito, Bivar, e com a primeira parte da proposta do sr. Seixas. Sobre o artigo 2.º moveu-se alguma discussão, sendo depois approvado com o additamento do sr. Seixas e Augusto Falcão. Os restantes artigos foram approvados sem discussão. Na terça feira começou novamente a discussão do orçamento do ministerio do reino, no capitulo instrucção publica, concluindo o seu discurso o sr. José Luciano. Seguiu-se o sr. Pereira Dias e as ex.ª o sr. ministro do reino, constituindo-se depois a camara em sessão secreta para se darem certas explicações que haviam sido pedidas ao governo pelo sr. José de Moraes. Na sessão seguinte, na primeira parte da ordem do dia, foi votado na generalidade o projecto que altera o systema tributario da India. Na segunda continuou a discussão do capitulo 4.º do ministerio do reino, e a camara depois de haver escutado a palavra eloquente do sr. Dias Ferreira, approvou o capitulo como estava, resolvendo que as propostas que se haviam apresentado fossem remettidas á commissão de fazenda para dar o seu parecer sobre ellas. Hontem foram approvados varios projectos de interesse secundario. Hoje continua a discussão do orçamento. Corre em Lisboa que se tracta da resurreição do contracto de Debrousse, pondo-se de parte o caminho de ferro de Cintra e fazendo-se a concessão das docas e terrenos marginaes do Tejo. Não accreditamos tal boato porque ainda temos alguma confiança na intelligencia e toda na probidade dos actuaes ministros. O sr. Salvador Pinto da França, ministro da guerra, foi viaticado na segunda feira. As cortes foram prorogadas até ao dia 8 de maio. A instrucção publica tem attrahido a attenção d’alguns membros da camara popular, mas parece-nos que tira tudo in statu quo. O sr. Corvo entre varias cousas lembrou ao governo que desse aos lyceus outra forma. Não combinamos n’esta parte com o illustre deputado. Queremos os lyceus como estão mas que tenham eguaes garantias, muito embora se não augmenle o pessoal. Depois de haver o exame de madureza não ha rasão de ser para as distincções que faz o regulamento de 1864. São absurdas e altamente iniquas. É fado nosso que obra bôa nunca vê a luz do dia. Semelhante regulamento monopolizou a instrucção em certos e determinados pontos do paiz. Acarretou despezas ao thesouro, e nada mais. Dêem pois a todos os lyceus eguaes garantias, e com o devido rigor sejam feitos os exames de madureza, que os escandalos acabarão, se acaso os ha, porque todos os professores, já para sua dignidade e decoro dos lyceus a que pertencem, serão mais rigorosos nos exames de seus alumnos. Todo o paiz está pronunciado contra a divisão dos lyceus em primeira e segunda classe e tem razão. Não se está fazendo nos lyceus de segunda o serviço escolar com a mesma regularidade que nos de primeira, onde ha o dobro de pessoal? Não custam ao estado os lyceus de primeira classe o dobro dos de segunda? Não tem alguns professores dos lyceus de segunda classe tantas ou mais habilitações que os de primeira? Quais dos professores dos lyceus de primeira são obrigados a satisfazer a dois concursos aliás difficeis, como introducção e mathematica, logica e rhetorica, geographia e rhetorica, francez e inglez? Nenhum. Logo os lyceus de segunda classe não merecem tal desconsideração e muito menos depois de estabelecido o exame de madureza. Finalmenle a questão resume-se a pouco: egual garantia a todos os lyceus, sem augmento de pessoal, para não sobrecarregar o thesouro. Assim já fica a instrucção secundaria muito regular, e a nossa legislação com menos uma iniquidade ou antes um absurdo.

Subiu um brado contra os lyceus de 2.ª classe

Acidentes e sinistrosEducacção e instruçãoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoDecretos e portariasEscolasIncêndiosPartidas
Beja · Leiria · Portugal Interpretacção incerta

contra os ly ceu£ <le ®/ classe Sempre é bem certo que basta uma pequena fagulha para que se ateie um grande incendio. A injusta e absurda divisão dos lyceus do reino em classes que o decreto de 10 de abril de 1860 estabeleceu, e contra que poucos reclamaram depois da sua promulgação, parece estar a finda. A iniciativa d’este negocio evidentemente partiu dos estudantes do lyceu nacional d’esta cidade, e a elles cabe a principal gloria. A sua representação apoiada no parlamento pelo sr. Fortunato de Mello e na imprensa por muitas folhas periodicas, despertou aos estudantes de Leiria a idéa de representarem tambem ás côrtes contra as divisões dos lyceus em 1.ª e 2.ª classe, e ás camaras municipaes da Regua e de Vianna do Castello fazerem aos corpos legisladores igual pedido. No Vianense encontramos a representação da camara da Regua que vamos transcrever. A camara de Beja e as mais do districto era conveniente que representassem tambem não só por que o negocio de que se tracta é de grande interesse para os povos que representam, senão lambem por ser d’aqui que se soltou o primeiro brado conlra a divisão dos lyceus e que tão bom acolhimento teve no paiz. (Segue a representação da camara da Regua e projecto de lei, Peso da Regua, 15 de março de 1866.)

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Beja · Braga · Lisboa · Porto · Espanha · Portugal Correspondência · Exterior / internacional · Governo Civil · Igreja · Interpretacção incerta · Relatório

Lisboa a 18 de abril (Correspondencia particular) Economias c instrucçào publica são as palavras que mais se tem pronunciado esta semana na camara dos deputados, mas nem se fazem economias nem se reforma a instrucção; fica tudo em palavras. Já não é transferido o sr. Pacheco Pereira. Assim mo afirmou pesssoa que julgo authorisada. Tenham paciench vam-no soffrendo, até que a providencia o remova para onde nào faça mal. 0 sr. Teixeira de VosconccUws redactor político da Gaz^a, ufhançou, sob a sua palavra de boara, a capacidade e intelligencia do governador civil de Beja, ao ministro do reino; pelo relatorío, dk<e el-lo, se conhece o se uso com m um do sr. Pacheco!! Se isto as dm foi, está conhecido que o krd gosta de se divertir com o sr. Borges, pois não se lembra que o pobre homem tem um horror ao reLdorio que pas-m melhor quando o não vê. Bem sabe elle os encontrões que os dados estatísticos por ali dão, e as inexactiducs que a cada passo saltam aos olhos dos leitores, pois segundo o que um meu amigo d’uma freguezia desse districto me contou, só com respeito aös parochos, ha no tal relatorio inexaclidão bravia. A Gazeia de Portugal diminuiu agora de formato, porque de interesse já não tem que diminuir. Falla-se em prorogação das córtes. Lá se vão mais uns poucos de contos. 0 sr. A. Herculano acha-se de todo restabelecido, da enfermidade que ha pouco o accommetteu. Ainda bem porque teremos a satisfação de o vêr dar a ultima demão nos ultramontanos, sobre o casamento civil. Em Montevidéu houve um duelo á pistola, a 13 passos de distancia, entre o redactor da Tribuna e um capitão, mandando aquelle, este para os anjinhos, e a justiça aquelle e os padrinhos para a cadeia. Bem haja ella. Que a imperatriz dos francezes já não usa crinoline, e que sua magestade a rainha D. Maria Pia, appareceu também sem elia no baile do paço e que a rainha Victoria está em guerra aberta com tal invenção. Se todas as senhoras seguirem estes exemplos, farão uma boa coisa. O esmoler-mor do imperador dos francezes foi mordido por um cão damnado. O’Donnell ainda não está tranquillo, pois escreveram á Correspondência de Hespanha dizendo-lhe, que ha quem tente levantar bandos de guerrilhas em diversas províncias de Hespanha, e compram alguns regimentos. Foram enforcados em Collosa de Ensarria, Hespanha, dois indivíduos por crime de assassinato. A junta geral da bulia da cruzada nota de menos justificada a grande despeza; a junta lhe pareça que juntando aquella quantia ao dinheiro de S. Pedro produza melhores resultados! No dia 16 decorrente, em que teve lugar o incendio do governo civil de Braga, completaram-se 20 annos da tentativa do povo, que invadiu a cidade, para queimar as papeletas. Fatal coincidência! No mez de março findo o rendimento do tabaco despachado nas alfandegas de Lisboa e Porto produziu 167:358$432; em egual epocha de 1865 foi de 331:232$163 reis. Sua magestade el-rei mandou louvar o commissario dos estudos no districto do Porto, por ter convidado todos os professores e indivíduos pertencentes ao corpo docente para assistirem ao funeral do sr. conde de Ferreira, que deixou um legado para a construcção e mobilia de 120 casas para escolas de instrucção primaria. Á sr.ª condessa do Casal segundo nos dizem, vae decretar-se uma pensão annual de 650$000 reis. No dia 17 teve lugar no casino lisbonense um bem dirigido baile de subscripção a favor da associação consoladora dos afflictos; o baile começou ás 10 horas da noite e terminou ás 3 da manhã. A loteria cuja extracção havia de ter lugar no dia 11 do corrente e que depois foi transferida para o dia 19, acaba de ser novamente transferida para o dia 5 de maio. É natural que ainda não fique por aqui! G.

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Algarve · Bragança · Faro · Leiria · Lisboa · Loulé · Olhão · Silves · Tavira · Portugal Correspondência · Governo Civil · Interpretacção incerta · Relatório

Faro 18 de abril (Correspondencia particular) Curre hoje em todos os círculos, que o governador civil vem a 26; uns dizem por terra com o deputado Neutel em direcção a Silves, outros que só vem no dia 1 de maio no vapor da carreira. Diz-se que o secretario geral de Faro, ainda em Aveiro, procura não vir a Faro, e que pediu mais dous mezes de licença. Dizem mais que o governador civil é despachado para Lisboa, com tanto que elle se tenha posto á disposição da nação, para continuar em commissão em qualquer governo civil. Que a situação resolveu que continuasse no Algarve. Que o governador civil tivera larga conferencia com o ministro do reino, e propuzera administrador para o concelho de Loulé um militar reformado que já foi administrador do concelho de Cartaxo. Se o proposto acceitar afiançam que é homem serio, enérgico, tacto, imparcial e justo, que se ha de conservar independente no meio das duas parcialidades de Loulé, e é de esperar que faça bom governo. É isto o que dizem duas cartas que vimos de Lisboa de cavalheiros do Algarve. Segundo parece tracta-se de uma escolha de juiz de direito para Loulé, e ainda se afiança será despachado o dr. Rangel de Quadros, e a ser certo, é este um magistrado muito digno. O governador civil depois da conferencia que teve em Lisboa com os deputados Bivares, Neutel e João Antonio de Sousa, á qual assistiu o sr. Antonio Rodrigues Sampaio, escreveu a todos aquelles cavalheiros noticiando-lhes que vinha já ao districto. Dizem já que o governador chegando a Faro manda logo retirar a força armada que se acha na villa de Loulé, tal qual queria o seu antecessor. Não se verifica pois a noticia que cá caiu de que o governador procurava transferir-se para já; até afiançam que elle não acceitava a transferencia que lhe fora offerecida, exha-... para Leiria ou Bragança. Segundo me consta o governador civil apresentou um relatorio, para a Revolução de Setembro, no qual pede no conselho de saude nomeação definitiva de todos os guardas móres de saude; reclama inspecção sanitaria á villa de Olhão e varias outras povoações do districto; pede inspecções e providencias para as praias de Olhão, Faro e rio de Tavira e tracta dos cemiterios em geral e em especial dos das ordens religiosas em Faro, do de Tavira e do da Conceição do mesmo concelho; falla em pretos no Algarve, cadies, na administração em geral e em especial do estado do districto. [ilegível]

Foi intimativa a diligencia

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesDiligências

Pur uma denuncia, consto i au digno administrador substituto dede concelho, o sr. Moraes Curufe, que se achava cm C^cvcfe q Fadista, que esta pronunciado no cnme de mnba e assadnalo con tra Manoel Vaquinha. Lunfledutamenta mu s 1 deu as sum ordéus para que tuise capturado o criminoso» EHectaon-se a dil ^ncia m^ foi infructifera. O Fadista de que rasava a não se assegura se acha em Giz^vd o tu<> Se verificou. Foi posto em liberdade.

Desordem

Economia e comércioJustiça e ordem públicaBebedeiras e desordensFeiras

Na quarta feira honre um# desordem erdre os trahalMdóres da linha ferrea do Guadiana, nu sitio do Vasco Lluivo. Os desordeiros foram despedidos.

Procuradores á junta geral

Arqueologia e patrimónioDescobertas e achados
Barrancos · Bragança · Castro Verde · Moura · Ourique · Serpa · Portugal

On- sta-uos que foram eleitos procuradores á junta geral, alem dos que já demos conhecimento os srs dr. Machado, por Afeita. Anlmiio J^quim Brn- tes. por Serpa, Autonio Mmod de Vargas, por Mrrtula, dr. Fortunato de Mello. por Ferreira, Bernardo AnbmioFu^ s <h M dta, por Almodo- var. José Ignacío ue Mha, por AljuHrel, M#- theus Loho de Brito Godí s, por Ourique. Jo-é Carlos Moreira Bragança, por Castro Verde, João ri* Almeida. por Moura e Barrancos.

Theatro em Beja

Cultura e espectáculoTeatro
Beja · Portugal Interpretacção incerta

Fomos no domingo ao theatro. Parecerá á primeira vista um gracejo. Pois não é. Meia dusia de rapazes de 12 an-nos, se tanta, arranjam um theatrosinho no hos-pital, casa destinada ao futuro e grande theatro bejense, e levaram á scena a comedia Amor de cegos que desempenharam muita bem, attenta a sua edade e conhecimentos. Folgamos de registrar um entretenimento, que é muito louvável em creanças, por se occuparem n’um passatempo tão proveitoso. Por aqui se vê a tendencia que esta gente tem para se instruir, e a fé que nos fez um theatro.

Voz do Algarve*

Economia e comércioReligiãoComércio localIndústria
Algarve · Faro · Portugal

Com este titulo vae brevemente ver, em Faro, a luz publica uma folha politica, industrial, commercial, noticiosa e litteraria, de que é redactor principal o nosso antigo collaborador o sr. padre José Maria Reis.

Demissões

Economia e comércio
Aldeia Nova · Portugal

foram demittidos do lugar de guarda a pé de 2.ª classe do districto d’alfandega de Aldeia Nova, de que desistio, o sr. Lino José Castilho, e do lugar de aspirante da mesma alfandega, por se recusar ao desempenho do serviço da sua competencia, o sr. Manoel Vieira de Sousa.

Mala appareceu

Serpa · Portugal Geral · Interpretacção incerta

A mala de Serpa que o conductor diz ter perdido ao tanque dos Cavallos, a mala não appareceu.

Cadeiras a concurso

Educacção e instrução
Baleizão · Ervidel · Sobral · Portugal

Acham-se a concurso, entre outras cadeiras de ensino primario, as de Baleizão, Sobral e Ervidel, n’este districto.

Aulas

Educacção e instrução
Almodôvar · Odemira · Vidigueira · Portugal

Está a concurso de 60 dias a contar do dia 18 do corrente mez, as cadeiras de ensino primario para o sexo feminino de Almodovar, Odemira e Vidigueira, n’este districto.

Contribuições

Geral

Eis as contribuições que cabem a este districto no anno de 1866: predial 64:807$000 reis; pessoal 2.351$880 reis.

Tribunal de contas

Justiça e ordem públicaTransportes e comunicaçõesCorreioJulgamentos
Alvito · Portugal

Por accordão deste tribunal, proferido em setembro de 1865, foi julgado quite para com a fazenda publica o director do correio d’Alvito, o sr. Gudhilho.

Accusamos a remessa

Sociedade e vida quotidianaBeneficência
Ourique · Portugal Relatório

Recebemos o Compendio dos principios elementares de arte poetica, versificação, estilo etc., do dr. F. A. Ourique da Vasconcellos. Tambem recebemos do Rio de Janeiro o relatorio apresentado aos socios da Caixa de soccorros de D. Pedro V, pelo seu presidente o sr. Araújo. Agradecemos.

Ahida a commenda ou antes a encommendação do sr. governador civil do Beja!

Política e administracção do EstadoSociedade e vida quotidianaGoverno civilPobres e esmolas
Beja · Portugal Governo Civil

Ignoramos as bulias, com que s. ex.ª foi nomeado commendador, porem dizem por ahi, que são honrosas, mas ironicamente, já se vê. Aqui as declaramos, conforme ouvimos, para o publico as avaliar devidamente, não obstante tratar-se de pobre homem. Ei-las: Achava-se em grande apuro a Gazeta de Portugal, e s. ex.ª não querendo que o seu merecido laboratorio deixasse de ver a luz do dia, arranjou-lhe bastantes assignaturas, já pelos administradores dos concelhos deste districto, já pelos seus correligionarios, e attentas estas serviras o sr. Teixeira de Vasconcellos, redactor da mesma, fez, segundo dizem, inserir, no meio da enxurrada de condecorações, o nome do governador civil deste districto, a ver se assim passava despercebidamente. Se assim é, de certo Caligula, cujo exemplo v. citou, teve mais fundamento para nomear consul o seu cavallo, do que o sr. ministro do reino para condecorar o sr. governador civil de Beja. Que importantes serviços tem feito s. ex.ª a este districto? Que medidas de vantagem tem apresentado? Que bom tacto e boa disposição tem mostrado no desempenho de suas attribuições? Nenhum. Logo a commenda da Conceição, uma das mais distinctas, ficou de todo desprestigiada, e até suppomos que de hoje para o futuro só a pretenderão entidades como s. ex.ª o sr. José Borges Pacheco Pereira, por antonomasia o papa dos... [ilegível] X. F.

Valiosos manuscriptos

Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoEconomia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisSociedade e vida quotidianaComércio localFalecimentosLivros e publicaçõesRuínas e monumentos
Índia Exterior / internacional · Interpretacção incerta

A sr.ª condessa de S. Lourenço refere o Jornal do Commercio tracta de vender a importante collecção de manuscriptos que foram de seu fallecido marido, para as partilhas da herança do mesmo sr. conde. Parece que o governo pensa em adquirir esses manuscriptos, e faz bem. A collecção consta de tres volumes nos quaes estão reunidos todos os manuscriptos, e d’elles se fez um catalogo, mui bem elaborado por pessoa sabedora das coisas historicas. Consta a collecção d’um grande numero de documentos autographos e d’algumas copias, tidas como authenticas. A maior parte d’esses documentos são cartas de D. João de Castro, ou a elle dirigidas, e bastantes annotadas por esse insigne varão, um dos mais illustres portuguezes de que resa a historia. Também alli estão cartas de D. João de Mascarenhas, o famoso defensor de Diu, de Manuel de Sousa de Sepulveda, e de Martim Affonso de Sousa, um dos primeiros governadores da India, de Pedro d’Alcaçova Couceiro, secretario d’Estado d’El-rei D. João III, e dos differentes potentados da India a D. João de Castro. Egualmente contem os documentos originaes das cortes celebradas em Torres Novas, a 9 de novembro de 1438, em tempo d’El-rei D. Affonso V. Esta collecção é particularmente importante para a historia da India, e para a biographia de D. João de Castro. Estes monumentos historicos é que não podem sahir do paiz e o governo deve adquiril-os previamente avaliados por pessoa competente.

Preços por que correm os generos em Beja

Economia e comércioPreçosAgriculturaPreços e mercados
Beja · Portugal

Trigo (alqueire) 560 reis; milho 480; centeio 400; cevada branca 540; feijão 900; chicharo 400; fava 300; grão de bico 850; batatas 440; azeite (almude) 3:600; vinho 1:200.

EXTERIOR

Exército
Berlim · Alemanha · Áustria Exterior / internacional

Berlim, 12 de abril—A opinião publi ca na Alemanha é contraria â guerra, A aristocracia e os governos são favoráveis A Áustria, os povos estão pelas ideias prussianas.

EXTERIOR—Paris 13 de abril

Paris · França · Itália · Saxónia Exterior / internacional · Geral

Houve terror pânico oa Bolsa por causa dos boatos que correram de grandes armamentos na França e na Italia. A Baviera, Saxonia, Weimar e Baden approvam n proposta de reforma federal.

EXTERIOR—Berlim, 13

Berlim · Alemanha · Prússia Exterior / internacional · Geral

A Prússia ainda não respondeu á nota austríaca de 9 de abril corrente.

EXTERIOR

Nova Iorque · Estados Unidos Exterior / internacional · Geral

New-York, 4 de abril—Na sua proclamação o presidente Johnson declarou estar completamente acabado o período de insurreição.

EXTERIOR—New-York

Economia e comércioAgricultura
Nova Iorque · Estados Unidos Exterior / internacional

A divida publica no 1? de abril era de 2:827 milhões de dullars. O algodão estava a 39, 40.

EXTERIOR

Berlim · Alemanha Exterior / internacional · Geral

Berlim, 14,—Correm boatos de mudança ministerial

EXTERIOR

Viena · Áustria Exterior / internacional · Geral

Vienna, 14,—Affirma-se que os povos da Romania offerecem a corôa dos Principados ao príncipe Carlos de Hohenzollern, que está resolvido a acceital-a.

EXTERIOR—Bruxellas H

Áustria · Prússia Exterior / internacional · Geral

A «Independência» falla em negociações confideuciaes entre a Áustria e a Prússia, para o desarmamento reciproco.

EXTERIOR—Londres, 16

Londres · Reino Unido Exterior / internacional · Geral

Tem diminuído consideravelmente a epizootia.

EXTERIOR—Bucharest, 14

Política e administracção do EstadoEleições

O plebiscito para a eleição do príncipe Carlos Hohenzollern já principiou, e terminará dentro em seis dias.

EXTERIOR—S. Petersburgo, 10

Justiça e ordem públicaPrisões

Um desconhecido disparou uma pistola contra o imperador, mas errou o tiro; o criminoso foi preso.

EXTERIOR—Berlim, 16

Berlim · Alemanha · Áustria · Prússia Exterior / internacional · Geral

O «Monitor prussiano» desmente a existencia de nova nota enviada pela Áustria. A Prússia respondeu hontem á nota de 7 de abril.

EXTERIOR—Paris 17

Paris · França Exterior / internacional · Geral

O sr. Bussiere foi reeleito por 19,600 votos contra Eduardo Laboulay que só leve 9,900.

EXTERIOR—Bucharest, 15

Acidentes e sinistros
Rússia Exterior / internacional

Houve em Jassi um conflicto em que a Rússia teve 14 mortos e 15 feridos. O plebiscito para Hohenzollern ser nomeado príncipe da Romania prosegue com solicitude em toda a Romania.

EXTERIOR—Jassi, 15

Acidentes e sinistrosJustiça e ordem públicaPrisões

O arcebispo que commandava os insurgentes na revolta foi ferido e preso.

EXTERIOR

ExércitoReformas
Berlim · Paris · Alemanha · Áustria · França · Prússia Exterior / internacional

Paris, 17—Muitos estados allemães estão de accordo para pedirem a solução da questão dos ducados antes da reforma federal. Berlim, 17.—A Prússia recusou o pedido feito pela Áustria de mobilisar o seu exercito.

EXTERIOR—Londres, 17

Município e administracção local
Londres · Itália · Prússia · Reino Unido Exterior / internacional

Mr. Láyard respondendo a Mr. Beaumont na camara dos communs disse que não havia razão para crer na conclusão de um tratado entre a Prússia e a Italia.

EXTERIOR—New-York, 7

Nova Iorque · Estados Unidos Exterior / internacional · Geral

O senado approvou por 33 votos contra 7 o bill acerca do direito civil, a despeito do veto do presidente.