BEJA 19 DE OUTUBRO
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Revista da semana — Estivemos quasi a deixar em branco esta secção da nossa folha. Ha muito que se está em pasmaceira mas como n’estes ultimos dias ameaçou. Os jornaes não se occuparam de cousa que valesse a pena. Para variar fallaram de Tancos. Os novelleiros tiveram sueto, e o Diario pouco trouxe de que nos aproveitássemos para este trabalho. Pelo ministério da justiça deu-nos uma extensa lista de despachos, pelo do reino outra de mercês, pelo da guerra a ordem do exercito n.° 39, que nada contem de notável, pelo da marinha relações dos mancebos isemptos do serviço da armada, e pelo dos estrangeiros a convenção celebrada em Genebra acerca de hospitaes e feridos em tempo de guerra. O sr. Martens Ferrão, com as suas instrucções sobre a inspecção ás escolas d’ensino primário, é que abrilhantou as paginas da folha official. É importantissimo na verdade o documento que o nobre secretario d’estado dos negocios do reino acaba de firmar e sentimos que a falta de espaço nos obrigue a não publicar, n’este numero pelo menos, a primeira parte. No seguinte porém daremos conhecimento aos nossos leitores do documento a que alludimos. E alem d’isto, de uma portaria do sr. Fontes sobre o modo de processar as contas da responsabilidade dos thesoureiros das alfândegas, do decreto approvando o contracto provisorio da navegação para os portos de África, Açores e Algarve, e de uma portaria, do ministerio das obras publicas nomeando, para estudarem as aguas mineraes do reino, os srs. Thomaz de Carvalho, Agostinho Vicente Lourenço e João Baptista Schiappa, nada mais trouxe o Diario. Esteve levemente indisposta a sr.ª D. Maria Pia. Por tal motivo a recepção em grande galla, que devia realisar-se no dia do seu anniversario natalício, no paço da Ajuda, não poude ter lugar. Comtudo muitas pessoas foram cumprimentar o sr. D. Luiz. Hoje inaugura-se no Porto a estatua do sr. D. Pedro IV. Assistem a esta festa, el-rei, o sr. presidente do conselho, alguns srs. ministros, muitos voluntários da rainha, etc. etc. O príncipe real assentou praça no regimento de lanceiros de Victor Manoel. Só ha poucos dias se deu offlcialmente noticia de estar demittido do lugar de administrador central do correio desta cidade o sr. Alexandre Pinto da Fonseca Vaz, e, assim mesmo o decreto que o esbulhou do seu emprego não appareceu na integra. Do ministério das obras publicas limitaram-se a dizer, a tal respeito, na secção dos despachos, o seguinte: «Agosto 22 Decreto tods miUindu a Alexandre Pinto da Fonseca Vaz do lugar de administrador central do correio de Beja, para que havia sido nomeado por decreto de 23 de fevereiro de 1865.» Diz-se, pelo ministerio das obras publicas, que em 22 de agosto se expediu um decreto demittindo o sr. Vaz do lugar que occupava na administração central do correio de Beja mas como, talvez por medo que esse decreto delatasse a justiça com que foi mandado lavrar, se subtraiu á publicidade, vamos nós tornal-o conhecido. E do theor seguinte: «Ministerio das obras publicas commercio e industria—repartição central. Terceira secção. Não convindo ao serviço publico que Alexandre Pinto da Fonseca Vaz continue a exercer o emprego de administrador central do correio de Beja, para que havia sido nomeado por decreto de vinte e trez de fevereiro de mil oito centos e sessenta e cinco. Hei por bem conformando-me com a proposta que a seu respeito fez subir á minha real presença, o conselheiro director geral dos correios e postas do reino demittil-o do sobredito emprego de administrador central do correio de Beja. O ministro e secretario d’estado dos negocios das obras publicas commercio e industria, assim o tenho entendido e faça executar. Paço em vinte e dois d’agosto de mil oito centos e sessenta e seis. Rei. João d’Andrade Corvo.» O Jornal de Lisboa, o Braz Tisana, a Crença, o Pantologo etc., etc., trataram bem o negocio da demissão do sr. Vaz, mas nenhum discorreu sobre o assumpto com mais felicidade que o nosso illustrado collega do Jornal do Porto. Eis como elle se exprime: «Julgamos tanto, sempre que vemos no Diário quaesquer portarias do governo em louvor de auctoridades e empregados pelo cabal desempenho das suas obrigações e deveres quanto sentimos as suspensões, caindo mais as demissões e exonerações por conveniência de serviço sem outra explicação que prove a necessidade dellas, e justifique o procedimento do governo. Se o governo para louvar julga necessario a declaração dos motivos porque louva, a fim de que o louvor seja devidamente apreciado, e se torne assim mais valioso pela consideração que possa merecer, e não menos como remuneração e incentivo; igualmente necessario julgamos, que quando se dão razões pelas quaes a auctoridade ou empregado não convem, se publiquem tambem essas razões nas portarias ou decretos da exoneração ou demissão. Empregar para tal fim a formula—por conveniência de serviço—indica de algum modo modo falta de motivos justificados ou conveniências muito outras, que não as do serviço publico, porque, diga-se, a verdade, não é razão que se possa acceitar, mas talvez antes a negação de toda a razão, ou um pretexto com que se pretende encobrir sob a capa da justiça o arbítrio, ou a vingança. [...]» São estes os verdadeiros princípios e é esta a verdadeira doutrina constitucional. Se o sr. Corvo os tivesse em vista não se prestava a ser instrumento da vingança de uns e da ambição de outros, e o sr. Vaz, se elles assistissem á causa da sua suspensão e demissão, com certeza ainda estava á frente da administração central do correio desta cidade.
CORRESPONDÊNCIAS
Economia e comércioPreçosReligiãoTransportes e comunicaçõesComércio localDiligênciasFestas religiosasNavegacçãoObras de infraestruturaObras religiosasPreços e mercados
Villa Real de Santo Antonio 17 de outubro de 1866 — Sr. redactor.—Estou a banhos em Villa Real de Santo Antonio, e daqui fui já dár o meu passeio recreativo a Tavira, Olhão, e Faro,—nessas diligencias que regularmente giram entre estas bellas povoações, por preços commodios, e a bom rigorosamente marcadas. Poderá haver tão boa visita, e mesmo melhores transportes; mas tão bons as mãos um paiz onde tudo mora a agua, malgudando o progresso, e sem melhoramentos. Villa Real prospera em bellos e avultados predios, de dez annos a esta parte construidos. O seu commercio tambem se anima com a pesca das sardinhas; a frequencia annual dos banhos; a navegação e pilotagem da mina de S. Domingos; aMuda a mão d’obra de Mertola, e a pesca da sardinha dão vida e animação á terra que deve o ser ao todo. Para uns tudo vida; para outros despreso e morte. Triste cousa! Mas a morte lenta e moral é peor que a physica e radical?—Que o digam os philosophos, que o declarem os padecentes que o proclamem finalmente os que sabem raciocinar.—Para Villa Real rasgou-se o véo que sustava o seu desenvolvimento:—para Mertola é que não ramu assim a Aurora dos nossos tempos. Minha infeliz terra adoptiva, estavas reservada para alvo das tyrannias; para a guilhotina do século 19! [...] (Continúa).
Theatro
Cultura e espectáculoConcertosFestas civis e popularesTeatro
Teve lugar no domingo, no theatro provisorio desta cidade, a primeira soirée musical em que tomaram parte o sr. Emmamiel Filibert e as sr.as Bianca Beltocchio e Enricheta Lancelli. Compunha-se de seis peças o programma, e do seu desempenho diremos que as arias do Attila e Ernani, foram cantadas pelo sr. Filibert com bastante mimo pelo que foi justamente applaudi(do), sendo chamado fóra e repetindo, a pedido, o alegrò da do Ernani. Onde porem o sr. Filibert mostrou bem o seu talento musical foi na aria de Figaro, do Barbeiro de Sevilha. Andou superior a todo o elogio; o publico enth(usi)asmou-se e phreneticos applausos foram prodigalisados ao insigne reproduetor do original pensamento do maestro Rossini. Não disse pois senão a verdade o nosso collega da Folha do Sul quando escreveu «que Rossini de tão difficil contentamento, a respeito da maior parte dos artistas ficaria completamente satisfeito, ouvindo este insigne reproduetor do seu original pensamento». A sr.ª Bellocchio tambem agradou. Algumas das peças cantou-as bem, e na cavatina da opera Oberto de S. Bonifacio nada deixou a desejar. A sua voz (contralto) é de agradavel timbre e igual em toda a escala. Canta com methodo e bastante mimo. Na cavatina e duo do 2.º acto, do Barbeiro não desgostamos de a ouvir, e no duo da mesma opera, que cantou com o sr. Filibert, desempenhando este o papel de Figaro e aquella o de Rosina, andou bem pelo que foi muito applaudido a leve taim chamada fóra. Nestes applausos tambem teve quinhão, e não pequeno o sr. Filibert. A sr.ª Lancelli afigura-se-nos que fez quanto esteve no seu alcance para agradar, mas foi infeliz. Na cavatina da opera Dous Foscari, por vezes, falharam-lhe notas; mas no grande duetto da Norma (tiple e contralto) que desempenhou com a sr.ª Bellocchio, não andou de todo mal. Hoje teve lugar a segunda soirée. Foi outra noute de festa. O sr. Filibert andou, como era de esperar, excellentemente. Apenas appareceu em scena, foi saudado com uma estrondosa salva de palmas e mil doutros colheu no final da aria do Trovatore e da romanza de Maria de Rohan. A sr.ª Lancelli reabilitou-se. Cantou bem a cavatina de tiple do 2.º acto do Trovatore pelo que muitos applausos lhe foram prodigalisados. Onde porém o enthusiasmo redobrou foi no final do Waltz do 3.º acto cantado pela sr.ª Bellocchio. A traducctora do bello pensamento do maestro Arditi andou perfeitamente. Não fez senão justiça o publico festejando-a. Repetiu-se tambem o duo da Norma e a cavatina do Barbeiro. O seu desempenho foi como da vez primeira—magistral. Depois de amanha é a terceira soirée. As peças que vão á scena são as seguintes: Aria da opera do maestro Verdi—Culta Millert pelo sr. Filibert. Cavatina da opera do maestro Verdi—Oberto de S. Bonifacio, pela sr.ª Bellocchio. Cavatina da opera do maestro Verdi—Dous Foscari, pela sr.ª Lancelli. Aria da opera Verdi—Ernani, pelo sr. Filibert. M/Dacia Waltz brilhante do maestro Arditi, pela sr.ª Bellocchio. Aria da jocosa opera do maestro Mam—La Prova d’un opera seria, pelo sr. Filibert. Juanita la Perla d’Aragon, canção hespanhola, pela sr.ª Bellocchio.
Grande galla
ExércitoSociedade e vida quotidianaBanda militarCostumes e hábitosParadas e cerimóniasQuartéis
O dia 16 de corrente, em que completou 19 annos sua magestade a sr.ª D. Maria Pia, festejou-se n’esta cidade na forma do costume. Repicaram os sinos e illuminaram-se os edifícios publicos e alguns particulares. A banda do regimento 17 d’infanteria, tocou á alvorada na praça publica e á noute na parada do quartel. Foi feita de grande galla a guarnição e nas repartições publicas houve feriado.
Para o theatro
Acidentes e sinistrosArqueologia e patrimónioCultura e espectáculoEstatísticasReligiãoAcidentes de trabalhoArquitectura históricaDescobertas e achadosDestruição de patrimónioEpigrafiaIncêndiosObras religiosasTeatro
Está por assim dizer demolido o hospicio e não tardará muito que no mesmo local se não erga um formoso edifício destinado para theatro. Situado entre as ruas da Conceição e Thomaz Vieira, media o hospício 43 metros de comprimento e 41 de largura. Pela rua da Conceição estava a entrada que conduzia a um claustro de abobada sustentada por arcarias gothicas de tijolo. Pelo quarto arco se entrava para um espaçoso quintal cercado de alegretes e amnônis e tendo no meio uma boa cisterna. Em frente do arco estava a 2.ª porta de entrada a qual dava para um espaçoso palco, á direita do qual ficavam as despensas e casinhas, á esquerda a escada para o pavimento superior, e em frente a sacristia e o refeitório. Entre as portas havia um beijo lavatório de cantaria. O andar superior compunha-se, alem de uma espaçosa sala vaga, com porta para uma varazida descoberta, de mais seis salas com alcova e de um extenso corredor, no fundo do qual estava uma porta para a cerca da egreja de S. Antonio. Dois quadros, em tela, um de S. João Baptista e outro do Ecce homo ornavam as paredes do corredor. Tambem no refeitório havia em madeira, um quadro da ceia. A egreja teve uma só nave e a capella-mór era adornada por um arco gothico de cantaria primorosamente trabalhado. O oculo da fachada principal era bello e o portado, no estylo manuelino, soberbo. Era entre o oculo e o portado que se achava, esta lapide, a inscripção seguinte: «ESTA OBRA SE FEZ A.DA COMOMHDE 3.A.H.A.M.P.M D.1 GESU E ME LVBONO SEV.PTRJ.ANNIO.S.P. O M.R.P.F. MAXOEL DESEMO. ANNO 1496.» Eis resumidamente descripto o edifício o qual foi antigamente segundo nos diz o padre Luiz Cardozo a paginas 127 do segundo tomo do seu Dicc. Geog. «vigairana onde residiam os religiosos franciscanos que administravam os sacramentos ás freiras e lhes cobravam as rendas.» Ha ainda uma circumstancia que mencionaremos. Quando os liberaes entraram no dia 9 de julho de 1833 n’esta cidade foi das janellas do edifício de que fallámos d’onde se lhes fez vivíssimo fogo. Fez-o cessar uma companhia de francezes. Escusado será dizer que os bacamartes foram disparados pelos seis frades que então ahi residiam.
Inspectores
Educacção e instruçãoPolítica e administracção do EstadoDecretos e portariasEscolasNomeaçõesProfessoresRepartições públicas
Por portaria de 12 do corrente foram nomeados inspectores extraordinários das escolas primarias d’este districto os srs: Commissários dos estudos, José Evangelista Franco de Sá, chefe da repartição de pesos e medidas, e Manoel Lopes de Almeida e Cunha, professor d’ensino mutuo n’esta cidade.
Exercício
Economia e comércioExércitoTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroEstacçõesFeirasTreinos e manobras
Na segunda feira teve exercício o regimento 17, aqui estacionado.
Despacho
Educacção e instruçãoMeteorologia e fenómenos naturaisReligiãoConcursos e provisõesFestas religiosasNomeações eclesiásticasSecas
O presbytero Miguel Antonio da Fonseca e Sousa, paroch o collado na egreja do Divino Espirito Santo de Villa Secca da diocese de Lamego, foi apresentado, precedendo concurso documental, na parochial egreja de S. Bento de Aldeia Nova, n’esta diocese.
Alferes
ExércitoTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroEstacçõesNomeações
Pela ultima ordem do exercito foi promovido a alferes do batalhão de caçadores n.° 3, o primeiro sargento do regimento 17, aqui estacionado, o sr. Leopoldo Frederico Infante Fernándex.
Marinha
Arqueologia e patrimónioExércitoDescobertas e achados
Tambem pelo ministerio da marinha foi despachado alferes para a provincia de Timor o sargento primeiro do mesmo regimento o sr. Manoel Joaquim da Silva Machado.
Tancos
Economia e comércioExércitoReligiãoAgriculturaCulto e cerimóniasTreinos e manobras
No dia 11 houve uma missa campal no Campo de manobra, a que assistio sua magestade d’el-rei. Foi um acto imponente. O altar estava n’um ponto elevado e ao pé do sacerdote ministrante estavam quatro capellães de differentes corpos. Em seguida achava-se collocada a tropa em força superior a sette mil homens. A artilheria estava separada da infanteria e esta da cavallaria. Na occasião de levantar a Deus, a artilheria deu uma salva de vinte e um tiros. No fim a tropa passou em continência diante de sua magestade. Assistiram uns 13:000 paisanos.
Tribunal de contas
Justiça e ordem públicaJulgamentos
Por accordão d’este tribunal foi julgado quite para com a fazenda publica na qualidade de magistrado superior d’este districto, pela sua gerencia, desde 1 de julho de 1861 até 30 de junho de 1865, o sr. José Borges Pacheco Pereira.
A Europa da paz
Estatísticas
Em algumas livrarias de Berlim, ao lado dos mappas da Prússia engrandecida e da Allemanha mutilada vê-se um que tem em allemão e em francez o titulo de—A Europa da paz. Vê-se n’elle a França augmentada com uma boa parte da Bélgica, incluindo Bruxellas, e o resto d’esta nação aggregado á Hollanda. A Dinamarca, a Suécia, a Noruega e a Finlândia formam um só Estado: a antiga Confederação germanica, com as provindas allemãs da Áustria e tendo por capital Berlim, constituem tambem outro Estado, Vienna passa a ser capital de provincia. A Italia e a Suissa ficam intactos, e forma-se um novo império d’Áustria com as provindas não allemãs do actual, mas com os principados danubianos, a Servia a Bulgaria, a Bosnia, e emfim todas as possessões turcas do Danubio, e Constantinopla. A Grécia aggrega-se a Albania, a Macedonia e a ilha de Candia. É notável que n’este mappa que se conceda nada á Rússia, e pelo contrario se lhe tire a Finlândia. O auctor do mappa prende-lhe da Polonia.
Mina de ouro
A provincia de Oural (Rússia) contem quatro minas auríferas pertencentes ao estado. São as de Ekaterinburgo, Bogostovsk, de Zhloutrki e de Gorublagodaf. A mais antiga é a de Ekaterinburgo, aberta em 1754. Desde esta epocha até 1864, tiraram d’ella 1974 póds 21 libras e 27 zólolniks de ouro (32000 kilogrammas). A de Bogosfovsk, explorada em 1823, produziu 1121 póds e 14 libras (25280 kilogrammas). A de Gorohhgdgt, aberta em 1823, deu 186 póds, 30 libras e 6 zolotniks (500000 kilogrammas). A mais recente de todas, é a de Zhloutrki, foi a mais fecunda de todas. Aberta em 1823, já deu 2905 póds 19 libras e 61 zolotniks (31980 kilogrammas). As explorações totaes na provincia de Oural, principiaram em 1823. A somma dos seus productos, desde esta epocha até 1864, eleva-se a 6347 póds, 2 libras, e 59 zolotniks ou 103880 kilogrammas. A quantidade de ouro obtida nas provincias de Oural, desde as primeiras explorações, chega a 13546 póds ou 199000 kilogrammas.
Economia e comércioPreçosAgriculturaPreços e mercados
Preços por que correm os generos em Beja: Trigo alqueire 520 reis; Milho 400; Centeio 400; Cevada branca 350; Feijão 900; Chicharo 400; Fava 400; Grão de bico 700; Batatas 300; Azeite almude 3:600; Vinho 1:300.
S. Petersburgo, 9
Diz o «Invalido Russo» que a política austríaca na Galicia póde suscitar difficuldades entre os vizinhos e arriscar a paz geral da Europa.
Athenas, 10
ReligiãoCulto e cerimónias
Por um aviso de Candia parece que a missão de Mustapha foi bem succedida e espera-se o proximo aplanamento das dificuldades.
Verona, 8
Acidentes e sinistrosExército
Houve escaramuças entre os insurgentes e os militares, das quaes resultou de ambos os lados um morto e alguns feridos. O estado de sitio foi em seguida proclamado.
Paris, 12
Acidentes e sinistrosExplosões
Dizem as noticias do Haiti que no arsenal de Porto Príncipe houve uma explosão no dia 18 de setembro, que causou consideráveis perdas. Ficaram destruídas 200 casas.
Florença, 14
ExércitoJustiça e ordem públicaCrimes
Em consequência do pedido do general Revel os prisioneiros politicos do Venetto foram postos em liberdade. Reina em Veneza completa tranquillidade.
Paris, 13
Cultura e espectáculoTransportes e comunicaçõesConferênciasTelégrafo
Um telegramma de Canea (Candia) participa que cinco chefes da insurreição iam pedir uma suspenção de hostilidades. A conferencia terá lugar em presença dos cônsules de França, Inglaterra e Rússia.
New-York, 10
Política e administracção do EstadoEleições
Os radicaes ficaram vencedores nas eleições da Pensylvania.
Exército
O Chilli resolveu continuar a guerra contra a Hespanha.
Constantinopla, 13
Assegura-se que os candiotas acceitam a amnistia.
Verona, 16
Exército
As tropas italianas deram a sua entrada solemne n’esta cidade sendo muito enthusiastícamente recebidas.
Berlin, 17
É inexaclo que se enviasse ao gabinete de Hava um ultimatum, porque ainda continuam amigavelmente as negociações a respeito do Luxemburgo.
Vienoa 17
Foram convocadas todas as dietas do império, á excepção da de Hungria.
Paris, 18
Transportes e comunicaçõesTelégrafo
Já funcciona a linha telegraphica que liga a Rússia com a Persia.