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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 438
22 notícias
Economia e comércioExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisPolítica e administracção do EstadoSociedade e vida quotidianaAgriculturaConflitos locaisCostumes e hábitosDebates políticosEleições
Algarve · Lagos · Silves · Tavira · Brasil · Portugal Correspondência · Exterior / internacional · Interpretacção incerta

Algarve, 19 de maio (do nosso correspondente)—O prometido é devido. Demorei-me para lhe poder dizer alguma coisa de Silves. As alterações feitas na lei eleitoral, e apresentadas a ultima hora, fizeram também por cá sentir os seus effeitos que, por incompetente, não diremos se bons se máos. Este ardil torpe, a que o governo não teve duvida em recuirer, dá a medida da confiança, que lhe merece a popularidade que se arroga. Sem embargo das circumstancias de momento destruírem elementos poderosos, frustrarem calculos bem combinados, e invalidarem grande somma de trabalhos, a oposição aqui entendeu não abandonar a urna, preferindo ficar vencida na luta, a fugir do campo sem combate. Louvamos-lhe o proceder, porque, ainda quando não colhesse este resultado, que lhe será satisfatório, e tivesse soffrido uma derrota como a do circulo de Lagos, ainda assim mostrava desejos de não deixar correr as cousas a sabor dos homens da governação. D’esta maneira não poderá ao menos o governo blasonar-se de possuir no Algarve toda a popularidade, nem os algarvios poderão em tempo algum tornar responsáveis pelos males, que porventura venham ao paiz dos actos deste governo, os homens que hoje lhe são adversos. Achamos isto bem mais leal, do que o que n’outras partes fizeram abandonando a urna, como protesto solemne contra o que entendiam abuso de authoridade do governo, e que, cremos, deixava de ser se podessem organizar os seus trabalhos de forma que fosse certa a victoria. Mas não vem para aqui o discutir esta questão, nem os mingoados recursos, de que dispomos, comportam tarefa, que nos é tão superior. Estranho completamente á politica, o que bem accusarão os erros em que a cada passo cahimos, e isento portanto de influencias de parcialidades, commettemos os factos taes como se dão, e segundo o que se nos afigura razoavel, sem curarmos de agradar ou desagradar estes ou aquelles. Lutando com a incerteza, baseando-se em suposições mais ou menos realizáveis, a opposição não tinha bases seguras sobre que assentar as suas fortificações; alentada, porem, por nobre coragem, não afrouxou no seu lidar, nem ainda quando vio por terra os planos, de que esperava os resultados mais favoraveis. Emquanto n’este campo se levantavam tropeços e difficuldades e soffriam revezes; no contrario havia a facil organisação dos trabalhos pela ramificação dos agentes perfeitamente instruidos sobre a direcção, que lhes deviam dar; parece, comtudo, que o governo achou embaraços em indigitar nomes, que fossem sympathicos ou pelo menos conhecidos na provincia, o que não podia deixar de influir em seu prejuizo. Encontrou-os finalmente, e, a nosso ver, com excepção do sr. Alves d’Araujo, nome nunca ouvido d’aqui e só recommendavel por algumas dezenas de contos que trouxe do Brazil, os competentes senão os unicos para guerrear os candidatos da opposição. É innegavel a preponderância do sr. barão de Zêzere em Tavira, por onde já tem tido eleito deputado; e temos ouvido a gente conhecedora, e de todas as côres politicas, que, se s. ex.ª tem vindo a Tavira, a victoria lhe era certa, o que não discorda da pequena maioria, que o seu adversario alcançou. O sr. Cortez tambem pelo logar, que desempenhou na ultima legislatura, deixou muita gente agradada. Pouco acostumados a verem nas camaras representantes, que fizessem certo o dito de serem os algarvios muito falladores, não podiam negar a s. ex.ª toda a gratidão. Por Lagos, depois de repellidos alguns nomes, foi indigitado o do sr. Vallada, cavalheiro que goza aqui merecida consideração, e que reune as qualidades precisas para bem representar o circulo por onde foi eleito. S. ex.ª não desconhece as necessidades mais instantes da provincia, e certamente forcejará por corresponder á confiança dos seus constituintes, alguns dos quaes não duvidaram proval-a calcando as suas opiniões politicas, e desatendendo as prescripções do partido a que se acham ligados. Na segunda eleição, que houve em Silves, redobrou o governo esforços empenhando-se pela candidatura do sr. Alves d’Araujo; alcançou a coadjuvação d’uma familia d’ali, que tem incontestavel influencia, mas apezar d’isso, do dinheiro espalhado, dos largos promettimentos e da sympathia, que liga o clero a s. ex.ª, não logrou o seu intento. O sr. Sebastião Coelho obteve uma maioria de 285 votos. Isto, porem, não vale uma derrota, nem o sr. Alves d’Araujo deve desanimar com tão pouco. Aurum vicit omnia; ora quem possue muito dinheiro, e se acha nas boas graças do alto e baixo clero póde ir longe, e se uns, como os de Silves, entendem que o seu representante digno não póde ser aquelle, cuja capacidade lhe vem d’uma borra, outros haverá que pensem de forma differente. Ha mais circulos no paiz, ainda hão de haver mais eleições, não perca pois s. ex.ª as esperanças porque ainda tem muito por onde se estenda. Talvez os eleitores de Silves desattendessem as qualidades, com que a fama recommendava s. ex.ª, pela retirada de Lagos. Pareceu-lhes traste em segunda mão, e não gostaram de tratar negocios com ferros-velhos. Para sermos imparciaes diremos que a opposição empregou também ali o dinheiro, e tudo que pôde angariar votos. De parte a parte não esqueceram as gentilezas do costume. Não incorrerá em erro mui grave quem affirmar, que o governo não venceria a eleição no Algarve, ou antes não faria vingar uma só candidatura, senão fora a reconhecida influencia do chefe do districto, e mais ainda a maneira porque a opposição distribuio os seus trabalhos. Parece ter sido inconveniente a idéa de apresentar 2 candidatos pelos 4 circulos da provincia. Quem muito abraça pouca aperta, este dito antigo, cuja verdade a experiencia todos os dias confirma, não devia ser desposado nesta occasião. Obrando assim, afigura-se-nos seria mais facil obter maioria, por não se acharem as attenções tão divididas. E ainda por não dar logar a um outro motivo, que, segundo nos informam, muito concorreu, especialmente em Lagos, para o triumpho do governo. Foi este o de attribuirem a candidatura do sr. Sebastião Coelho, e Lobo d’Avila pelos circulos do districto a considerações de conveniencias puramente pessoaes, o que fez arrefecer o enthusiasmo d’uns e desviar outros das fileiras da opposição para as do ministerio, dando uma differença mui sensivel. O desejo de guerrear o governo ajuntou elementos dispersos, e trouxe ao accordo individuos, a quem rivalidades e desaffeições tiveram sempre extremados. A forma, porem, de lhe mover a guerra aventou-lhes suspeitas e desconfianças, que levaram alguns antes a apoiar o governo, do que a satisfazer vaidades mal contidas. E assim estamos, a este estado nos levaram os acontecimentos que uns após outros tem vindo agravar a turva situação. Atterra a indiferença manifestada por toda a parte. Falseado nos seus mais fervorosos appellos, illudido na sua boa fé, e escarnecidas as crenças mais arreigadas, o povo vê sem interesse as urnas abertas para receberem a sua opinião, a qual nem acha passado que a baseie, nem presente que a abone, nem futuro d’onde lhe venham esperanças. Daqui nasce a influencia dos que ainda merecem, talvez por não provados, algum conceito; ou daquelles que despidos d’escrupulos especulam com este lamentavel estado para se elevarem até onde mora o alvo das suas ambições.

Barrancos, 11 de maio de 1869

ExércitoMunicípio e administracção localReligiãoMovimentos de tropas
Barrancos · Torrão · Portugal Interpretacção incerta

Sr. redactor.—Se a sociedade assenta as suas bases na boa harmonia entre os homens, pela sua dependência; e se a religião faz conhecer a existencia de Deus, dos seus preceitos e da sua bondade; porque não havemos de amar a Deus e aos homens? Nos povos mais selvagens, onde a civilisação ainda não chegou; lá n’essas plagas do novo mundo, onde o nosso visinho Colombo foi buscar a immortal fama do seu nome, lá mesmo conhecem a existencia d’um deus a quem adoram, e lá mesmo vivem em sociedade; mas como não se acham civilisados, faltando-lhes o complexo de todos os conhecimentos adquiridos pelo uso da razão e os verdadeiros principios da religião, não estranham o homicidio; e aquelle que não tem coragem para praticar semelhante malvadez, é desprezado por todos os indigenas! Mas cá no nosso Portugal, onde todas as nações conhecem o muito progresso que tem havido, depois que somos livres, aqui estranha-se já muito, tão horroroso attentado. E ainda ha povos n’este nosso abençoado torrão, que não tem sido possível domesal-os? e um d’elles é bem conhecido!... Parece impossível! Tem continuado inalteravel o socego publico n’esta villa, podendo asseverar que a crise passou (?) e que infundados foram os receios que tivemos. Pede a justiça que n’este logar tributemos ao sr. tenente Fialho, commandante do destacamento, todo o louvor, pelas acertadas providencias, que d’accordo com o sr. administrador do concelho teem tomado para garantir a inviolabilidade do cidadão e da propriedade: o destacamento do seu commando é modelo d’ordem e disciplina, e o seu comportamento está superior a todo o elogio; com prazer registamos estes factos, porque é realmente um cavalheiro, que alli a fina educação, o perfeito conhecimento dos seus deveres, e isto não é commum e portanto com orgulho diremos que um official com qualidades semelhantes nobilita o exercito portuguez, e tomando-se distincto com facilidade adquire a estima publica. * *

Brinches, 4 de maio de 1869

ReligiãoFestas religiosasProcissões
Igreja · Interpretacção incerta

Sr. redactor.—Nem só as acções heroicas devem ser applaudidas. As acções beneficas e edificantes tambem tem egual estima e valor. Não quero tecer elogios ao christão, que cumpre o seu dever, quero sim prestar pleito á dedicação, e zelo espontaneo, que inspira a um joven brinchense á religião do martyr do Golgolha, pelos actos religiosos. Teve este anno aqui logar no dia 11 de abril a festividade annual da Senhora da Consolação. Foi uma festividade pomposa, e que jamais pode ser aqui excedida. A concurrencia tanto na vespera como no dia foi grande. Parece que todos os habitantes d’esta aldea, e seus arredores, se regosijavam de ver, como ainda hoje, se festeja com tanta devoção um acto quanto os nossos antepassados, e nos devemos á protecção da virgem. A procissão sahio com toda a pompa e acceio: acompanhavam a imagem alguns anjinhos ricamente ornados e chorando o pranto; a philarmonica d’esta aldea. Foram oradores o parocho encommendado, o sr. fr. José Francisco da Lança que apesar dos seus 78 annos nada deixou a desejar. Honra pois ao sr. Manoel d’Ascenção, a cuja iniciativa se deve tudo isto. Honra pois ao christão, que sem fanatismo é o primeiro a concorrer, para que os actos religiosos sejam sempre feitos com toda a pompa. Desculpe-nos o sr. Manoel d’Ascenção, se offendemos a sua modestia, actos porem como estes devem ser registados, não só para sua gloria, mas tambem para que sirvam d’estimulo aos que professam a religião do crucificado. * * *

Serpa, 13 de maio de 1869

Economia e comércio
Serpa · Portugal

Serpa é a terra dos desmazelos. Projectou-se augmentar o capital do Banco Rural com o producto dos bens da misericordia. Em um bello pensamento, mas o que se tem feito? Nada. Succedeu o mesmo que á eschola do Conde Ferreira, que por desmazelo se perdeu. Z

Theatro

Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoEconomia e comércioDescobertas e achadosExposiçõesFeirasTeatro
Interpretacção incerta

Assistimos ás representações dadas pela companhia dramatica portuguesa nas noites de domingo a quinta feira. Na primeira noite foi á scena o drama do sr. Avelar Machado—Homens do Povo—e duas comedias; na segunda—A Novella em acção—do sr. Santos, e uma comedia. Na nossa opinião o actor, que mais se distinguiu no desempenho dos Homens do Povo, foi o sr. Silva (Manuel) no pequeno papel de Francisco. Foi o verdadeiro artista, trabalhando com vontade e alegria, e guardando no coração os mais bellos sentimentos. No primeiro acto foi admiravel de naturalidade, e no segundo quando quer demonstrar a innocencia do seu mestre (Pedro) foi felicíssimo na exposição e gesto fazendo estremecer a platea pelo sentimento, com que matisou as suas palavras. Silva Junior no papel de Pedro mostrou desejos de sahir bem da difficil empresa, de que se encarregou, e se lhe falta corpo e voz para um galan dramatico, mostrou intelligencia e boa vontade, mas se o esforço é sempre louvavel n’um actor quando se não mede pelos recursos, de que dispõe, o typo, que quer apresentar, apparece sempre affectado e mal colorido. O José Bento do Segredo d’uma familia vestia mal o jalouse do Pedro dos Homens do Povo. A sua vocação mais caracteristica é a comedia. O sr. Mendonça agradou-nos mais nos Homens do Povo. Aquelle velho artista cheio d’amor pelo trabalho, de sollicitude pelos seus camaradas; aquelle coração sincero e singelo, cheio de ternura pela familia e de zelo pelo cumprimento dos seus deveres foi muito regularmente comprehendido pelo sr. Mendonça. Foi mais natural e verdadeiro, que o visconde de S. Pedro. O sr. Sá disse o seu pequeno e ingrato papel. O sr. Soares foi um bello operario no primeiro acto: no segundo pareceu-nos desigual, e a scena da embriaguez exagerou-a um pouco, parecia receiar que o publico o não comprehendesse: a scena foi muito precipitada. A sr.ª D. Maria José apesar de esconder a sua figura elegante, e a sua presença sympathica na arremessada atouce do aprendiz de serralheiro, não pôde esconder-nos o seu talento, que no segundo acto fez sentir ao publico, quanto valia aquelle coração. A sr.ª D. Mathilde esqueceu-se por vezes do papel, que representava. Está ainda acanhada e incorrecta, o que é desculpavel para a sua edade e pouca pratica que parece ter. Na Novella em acção appareceu-nos a sr.ª D. Candida, que foi quem mereceu, a nosso ver, as honras da noite—Que bello typo! Que bom desempenho! Era justo, que no terceiro acto d’uma comedia cujo merecimento é tão problematico, e cujo interesse não interessa ninguem, era justo, repetimos, que houvesse um actor e um typo, que nos despertasse tão agradavelmente a attenção. A tia Angelica do O não encontra facilmente interpretação mais cabal nem mais engraçada. No resto do desempenho notámos alguns ditos com propriedade e chiste pela sr.ª D. Maria José e o sr. Silva Junior. O mais não merece mencionar-se. A Costureira, comedia n’um acto, foi uma infeliz lembrança do sr. director da companhia. Não devia expor-se e aos seus collegas a soffrer uma manifestação de desagrado d’um publico, que tanto empenho tem sempre em os applaudir. Concluímos com um conselho: a companhia deve retirar do seu reportorio a Costureira.

Audiências

Justiça e ordem públicaFurtos e roubosHomicídiosJulgamentosPrisões

Começaram hontem as audiências geraes. Foi julgado um reo accusado de crime de furto e foi condemnado em dois annos de prisão. Hoje foi julgado um reo de crime de homicidio e condemnado em 15 annos de degredo.

Mercê

Geral

Foi agraciado com a commenda da Conceição, o nosso amigo o sr. Manoel Eleutherio de Castro Ribeiro.

Ordem

Exército

Com o habito de Aviz foi agraciado o sr. capitão do regimento 17 de infantaria Antonio José Osorio.

Eleição

Município e administracção localPolítica e administracção do EstadoEleições

A camara elegeu no domingo um procurador á junta geral. Foi unanimemente votado o ex.mo sr. visconde da Boavista.

Medalhas

Arqueologia e patrimónioReligiãoTransportes e comunicaçõesEstradasFestas religiosasNumismáticaObras de infraestruturaRestauro e conservacção
Interpretacção incerta · Romano

No desaferro que anda a fazer-se na estrada de Santa Victoria, tem continuado a apparecer muitas medalhas romanas e portuguezas. As de D. Duarte, de prata, estão perfeitamente conservadas.

Festividade

Acidentes e sinistrosArqueologia e patrimónioExércitoReligiãoBanda militarCulto e cerimóniasDescobertas e achadosFestas religiosasIncêndios
Igreja

No domingo, celebrou-se a solemne festividade da Cruz. Pela manhã houve missa cantada e á tarde ladainha e sermão. Orou o reverendo padre Alexandre Ramos Cid. A sua oração foi brilhante. Na noite de sabado, a fachada da egreja foi illuminada e houve um bonito fogo de artificio. Tocou a banda do regimento 17 de infanteria.

Destacamento

Economia e comércioExércitoFeirasMovimentos de tropasQuartéis
Évora · Portugal

Na segunda feira, regressou ao seu quartel, o destacamento do 17 de infantaria que estava em Evora.

Para a historia

Arqueologia e patrimónioCultura e espectáculoReligiãoSociedade e vida quotidianaDescobertas e achadosEpigrafiaFalecimentosLivros e publicações
Lisboa · Porto · Portugal Igreja

Na casa, á rua Ancha, onde está o estabelecimento lithographico e typographico dos srs. Sousa Porto & Vaz, nasceu o padre José Agostinho de Macedo. O actual proprietário do prédio, o sr. Antonio Ignacio de Sousa Porto a quem o districto deve a fundação d’um estabelecimento typographico e a creação d’um jornal—O Bejense—segundo nos disse collocará, no domingo proximo, na frontaria do prédio as inscripções seguintes. Na fachada do edificio para a rua Ancha: GUTTEMBERG—1460; ABRIL DE 1860—POR A. I. DE SOUZA PORTO. A inscripção do lado esquerdo tem, onde collocámos a vinheta, um prelo aberto e refere-se á creação da typographia; a do lado direito á sua fundação n’esta cidade. Na parede que diz para a rua da Capellinha, por cima da antiga porta do predio, á pouco descoberta, collocar-se-ha a inscripção seguinte: NASCEU NESTA CASA E FOI BAPTISADO NA IGREJA DO SALVADOR EM 18 DE SETEMBRO DE 1761 O P.e JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO NOTÁVEL ORADOR E ESCRIPTOR PUBLICO FALLECIDO EM PEDROIÇOS (LISBOA) A 2 DE OUTUBRO DE 1831 EM MEMÓRIA SE COLLOCOU ESTA LAPIDE EM 1869.

Concurso

Educacção e instruçãoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localNomeações
Baleizão · Portugal

Pelo ministerio do reino, mandou-se abrir concurso para o provimento da cadeira de ensino primario da freguezia de Baleizão, d’este concelho. O concurso é por tempo de noventa dias, os quaes começaram a decorrer desde 12 do corrente mez.

Lavadouro

Economia e comércioMunicípio e administracção localAbastecimento de águaFontes e chafarizesImpostos e finançasObras municipais

Logo que seja approvado o orçamento municipal, a camara dará principio á construcção de um lavadouro, junto ao chafariz da Suratesta.

Exequias

Município e administracção local
Ourique · Portugal

No dia 26 do mez ultimo celebraram-se em Ourique solemnes exequias pelo eterno repouso do sr. conde de Cabral. As exequias assistiram as autoridades e as pessoas mais abastadas do concelho.

Transferencia

ExércitoNomeaçõesTransferências

Foi transferido para o regimento 17 de infanteria o sr. tenente Alfredo Oscar de Azevedo May. Continua porem na commissão em que se acha.

Proclamas

Geral

No dia 9 de maio proclamaram-se nas freguezias da cidade: José Pereira da Silva, solteiro, com Maria do Carmo, viuva.

Entrada

Transportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestrutura
Cuba · Portugal

Mandou-se continuar a construcção do lanço da estrada districtal n.º 108, entre villa de Frades e Cuba.

Exoneração

Educacção e instruçãoMunicípio e administracção localProfessores
Beringel · Portugal

Pelo requerer foi exonerado do cargo de professor vitalicio da cadeira de ensino primario de Beringel, d’este concelho, o sr. João Baptista Pereira.

Vaccina

Saúde e higiene públicaHospitaisvacinação
Hospital

No domingo ás 9 horas da manhã ha de ter logar, no hospital civil desta cidade, a vaccinação de todas as crianças que ali forem apresentadas. Lembramos aos chefes da familia a conveniencia de mandarem vaccinar seus filhos.

Edito

Economia e comércioMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoComércio localDecretos e portariasIndústriaObras municipais
Beja · Ourique · Portugal

Havendo José Pellon y Villaldea pedido a concessão provisoria da mina de manganez das Pedras do Montinho, na freguezia da Conceição, concelho de Ourique, districto de Beja, da qual foi declarado descobridor legal, em portaria de 13 de abril ultimo, convidam-se todas as pessoas a quem a pedida concessão possa prejudicar a apresentarem as suas reclamações no ministerio das obras publicas, commercio e industria, dentro do prefixo praso de sessenta dias, contados da publicação d’este edito no Diario do governo, em 8 de maio corrente.