Senhor dos Passos
Cultura e espectáculoExércitoReligiãoIrmandades e confrariasProcissões
No domingo sahio d’igreja de S. Thiago em procissão a venerável imagem do S. Jesus dos Passos da Graça. O préstito ia pouco numeroso apesar de o compor as irmandades do Pé da Cruz, Passos da Graça, Dores e ordem 3.ª do Carmo, fechava-o uma guarda do regimento d’infanteria 17 com a sua musica. Nas ruas do transito a concorrência de povo era grande. Ao recolher a procissão orou o revd.º Alexandre Ramos Cid. A sua oração agradou muito.
Pedimos providencias
Economia e comércioMunicípio e administracção localFeirasMercados e feiras
Ao sr. administrador d’este concelho pedimos que se digne providenciar a fim de que sejam severamente punidos os indivíduos que no largo do duque de Beja quebraram duas arvores. Parece-nos que não ha de ser difficil apanhal-os porque na tarde de terça feira estavam os arboricidas com todo o descaro, jogando a barra n’aquelle sitio.
Acaba-se
Economia e comércioExércitoMunicípio e administracção localAgricultura
O exm.º coronel commandante do regimento de infanteria n.º 17 e a camara municipal d’esta cidade, vão concluir o Campo de Oliva. Dizem-nos que a camara tenciona plantar em volta do Campo algumas ordens de arvores, arborisar o espaço que ha entre o Campo e o Arrabaldinho. Como ainda parte do Campo está por aterrar lembramos á camara que desse as suas ordens a fim de que todos os entulhos fossem conduzidos para alli.
E’ urgente
ExércitoMunicípio e administracção localEstradas e calçadasQuartéis
Pedimos á camara municipal que mande colocar mais alguns candieiros na cidade pois ha sitios que estão completamente ás escuras. Taes como por exemplo rua da Moeda, o intervallo entre os dois arcos das portas de Mertola, largo do quartel, Arrabalde da Graça, largo de S. Catharina etc. etc.
Importante
Economia e comércioComércio local
O governo seguindo a opinião do conselho do commercio determinou não abrir os portos aos cereaes estrangeiros.
Expediente
Recebemos de Faro um manuscripto intitulado—Carta de Manoel Lourenço de Faro ao seu compadre Matheus da Costa da cidade de Silves;—manuscripto que não publicamos por envolver responsabilidade e não estar reconhecido.
Transferencia
Justiça e ordem públicaPolítica e administracção do EstadoCrimesDecretos e portarias
Por decreto de 10 do corrente mez foi transferido desta comarca para a de Penalva, o exm.º sr. juiz de direito Francisco Germano Leite.
Pharol do Alemtejo
Cultura e espectáculoLivros e publicações
Este jornal que se publicava em Evora mudou de titulo e chama-se hoje Gazeta do Meio Dia. É seu proprietário o sr. Alvares.
Correio para Ervidel
Acidentes e sinistrosEconomia e comércioTransportes e comunicaçõesCorreioIncêndiosIndústria
A aldeia de Ervidel é uma povoação importante, não só pela industria agricola que alli é exercida em grande ponto, mas pelo numero de fogos de que se compõe. A correspondência que é dirigida para Ervidel vae para Aljustrel e alli é entregue a quem de Ervidel a vae procurar, mas como nem sempre haja portador causa grave transtorno aos habitantes d’aquella povoação o não receberem a sua correspondência regularmente; ora como o correio desta cidade para Aljustrel passa a 3 kilometros de distancia de Ervidel, não seria muito dispendioso haver mala para aquella aldeia, mesmo porque o correio de Aljustrel podia fazer caminho por Ervidel sem o prolongar e ser o conductor da mesma mala. Pedimos e confiamos que o sr. administrador do correio desta cidade, tomando em consideração o que deixamos exposto, não hesitará em propor que, para aquella localidade haja mala tres vezes por semana como actualmente tem Aljustrel e Messejana, visto que a conducção póde ser feita sem augmento de despesa.
Theatro
Cultura e espectáculoEconomia e comércioFeirasTeatro
A companhia dramatica Viuva Lopes, deu-nos na noute de terça feira o excellente drama de Ernesto Biester—Fortuna e Trabalho, cujo desempenho foi bom. As actrizes Maria Luiza (Magdalena) Rosa (viscondessa) e Viuva Lopes (Genoveva) comprehenderam e desempenharam os seus papeis perfeitamente. Maria Luiza nos 2.º e 4.º actos teve lances felicíssimos assim como tambem a sr.ª viu- va Lopes, quando no 4.º acto é reconhecida por Pedro Miranda (Castello Branco). Os actores Julio (Antonio Vieira) Pinto Noves (Matheus) José Gomes (Estevão Miranda) Castello Branco, e Freitas (Francisco) tambem nada deixaram a desejar, merecendo especial menção os srs. Julio e Freitas. O sr. Carlos (Anselmo) pareceu-nos algum tanto exagerado. Os demais actores satisfizeram. Deu fim ao espectaculo uma scena comica que tambem agradou muito. No sabbado vae novamente á scena a Fortuna e Trabalho, e contamos que o publico não deixará de concorrer.
Attenção
Economia e comércioAgricultura
Por execução do celeiro commum, foram á praça para venda no domingo 13 do corrente mez de março uma vinha no sitio da Carrascosa, um olival no Val d’Agriadro, e uma morada de casas na rua das Pedras, cujos bens eram do executado Joaquim Rodrigues Pinto, sendo vendida a vinha e olival. Pergunto a quem competir porque não se mandou annunciar no Bejense a venda destas propriedades como manda a N. Reforma artigo 600 § ? Quem é prejudicado com esta falta? e quem é que interessa com ella? * * *
Posse
Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localReligiãoCrimesCulto e cerimóniasNomeações eclesiásticas
De Almodovar dizem-nos o seguinte: «Chegou hontem, 10 do corrente, a esta villa o novo juiz de direito desta comarca o illm.º sr. dr. João Gomes Relego Arrouca, e hoje ao meio dia teve lugar a posse com as formalidades legaes praticadas em taes actos. Assistiram a esta solemnidade todos os empregados do juizo, os da administração do concelho e algumas pessoas particulares, tendo lugar afinal o costumado discurso pelo illm.º juiz que sendo breve demonstrou não só o fim da sua alta missão, senão fez observar ao auditorio que em vista da boa senda que sempre trilhou como delegado assim continuaria como juiz; tratou a todos os espectadores com summa benevolencia demonstrando no seu trato que teremos durante os 4 annos por juiz um homem affavel, probo e intelligente. Todavia é certo que este povo tudo merece pela sua bondade, sensatez e respeito ás auctoridades. Venha em boa hora o nosso digno juiz, e Deus o conserve e o inspire para bem administrar justiça como aos povos é mister.» * * *
Associação para casamentos
Sociedade e vida quotidianaAssociaçõesBeneficênciaCasamentos
Organisou-se ha pouco em França uma associação com o seguinte fim: «Duzentas pessoas das differentes classes da sociedade formaram uma associação de soccorros mutuos de donzellas privadas dos meios de fortuna. Esta sociedade, a que se podia chamar de casamentos mutuos, é dividida em 30 secções. Cada membro contribue mensalmente com uma quota de 10 francos que são entregues á thesouraria. Estas coligações formam um capital actual de 24 mil francos. Alem disto ha duas loterias todos os seis mezes, cujos premios, são muitas vezes de grande valor, confeccionados, ou offerecidos pelos associados. No fim do anno póde a sociedade dispor de 37 a 40 mil francos destinados a dotar duas ou tres raparigas escolhidas á sorte. Se estas não conseguem casar-se no decurso do anno, a somma não empregada reverte a beneficio do fundo commum, e serve para dotar uma ou duas raparigas mais no anno seguinte. Depois do casamento, os membros desta associação continuam a contribuir com a mesma quota, pelo espaço de dez annos, e devem empregar toda a sua influencia a fim de facilitar o estabelecimento das suas antigas associadas. Todas as associadas, sejam ou não casadas teem por obrigação fazer valer o merecimento das aspirantes ao patrimonio, devendo-se alem disto, reciprocamente, protecção e auxilio em todas as circumstancias da vida. Pegará a moda?»