Mesa eleitoral
Na primeira assembléa (cidade) preside no domingo á eleição geral n sr. dr.Castro Lança, na segunda assembléa (Quintos) o sr. Francisco Ferreira e na terceira (Beringel) o sr. José Penedo de Castro e Sousa.
Na primeira assembléa (cidade) preside no domingo á eleição geral n sr. dr.Castro Lança, na segunda assembléa (Quintos) o sr. Francisco Ferreira e na terceira (Beringel) o sr. José Penedo de Castro e Sousa.
Fui cheio para os padres,, musicas c fogueteiros o dia de domingo. Houve festividade em Beringel, Ferreira, Cuba, Santa Victoria, e não nos lembra em quantas d’estas terras.
Hoje ha espectáculo no theatro do sr. Sousa Porto. Debilta a sociedade Thalia.
Na terra feira foi esmagado pelo comboyo da linha ferrea de Caxevel um pobre pedreiro que cahiu de um dos carros que servem para a construcção de balastro,
A postura municipal prohibe escavações nos rocios e que d’elle* se tire terra. Na parle do rocio de Santa Calharina; comprehendida entre a estrada de Santa Victoria e o seu ramal anda-se a tirar terra. Bom será que se olhe para isso porque não só se faz observar a postura senão que o prohibir-se a escavação é de vantagem para a camara visto que projecta fazer * obra da alameda e melhoramento de fôsso.
Pelo governo civil deste districto, foram enviadas em frascos, para o ministro do reino, as farinhas que em diversos lugares d’elle se fabricam de alfarroba e bolota. Muito approvamos e applaudi mos essa providencia. Mandaram-se farinhas de Serpa e de Mértola.
É immensaa quantidade de en tulho que vae por essas ruas. Não seria para es tranhar que a houvesse se certas obra» continuas sem, mas tendo parado umas e estando outras concliiidaS, não ba ratão que justifique a permanên cia dos entulhos. Façam pois cumprir a postura.
Parlio para a capital com licença o digno commandanle do regimento 17 de iifanteria, o sr. coronel Correia.
Pedem-nos os moradores das ruas de Lisboa, Manual Homem e Carmo Velho, que sejam cvllacad is caudieirus nas ruas citadas. 0 pedido é justíssimo porque em nenhuma d’ellãs ha Inz. Nós jantamos » noso pedido ao d’aquelles cidadãos e esperámos que seremos atlendidoa porque o sr. Correia Mendes de certo não desconhece que ba necessidade de atleiiderau que fica exposto.
Comctteu se na quinta feira um grande crime n'c la cidade. Foi roubada uma mulher muito conhecida. A obrigação e in. parece que fora comlicida. (O sr. dr. secretario geral, juiz ind* 3 para se procedera um inquérito, e estamos em vésperas de saber o que se passa.
Deploramos hoje a perda de um ami go. Faileceu no sabado nas Caldas da Rainha o tr. Francisco Antonio da Costa. Era um benemérito empregado e um homem de bem. Serviu durante longos annos o logar de escrivão da fazenda na administração do concelho de Vidigueira, em cujas forças estava era tratamento. Sóbe-se que o seu cadáver foi trasladado para a Vidigueira.
0 primeiro das portas de Mertola, vindo de S. Francisco, ameaça ruína. No outro dia um sujeito escapou milagrosamente de ser sepultado pelas pedras, que se deslizaram dos alicerces c que cahiram quasi sobre elle. 0 arco está suspenso e receberá um reparo necessario. Muito nos alegramos.
Foi nomeado administrador do ccncelho de Barrancos, o sr. André Maria Ferreira Valente.
No mez findo falleceram na freguezia de Santa Victoria, n’e>le concelho es seguintes indivíduos: Antonio Paula, casado. Anna Joaquina, casada. Fernando, solteiro. Jeronyma, solteira. Joaquina Maria, viuva. Total 5.
Foram já vistoriados pela camara na forma do que dispõem as instruções deste gdverno civil, os terrenos que o sr. Ronre, Chil ra e Paula Soares requereram de aforamento pa ra eonstrucções.
Foi declarado sem effeito e a pedido do agraciado, o decreto pelo qual n sr. dr. Emygdio Duarte Ferreira, foi feito cavalleiro da torre e espada.
Para desempenho de missão agrícola, n’esta província, foi nomeada o sr. José Maria Dantas Pimenta.
No dia 11 de setembro proclamaram-se nas freguerias da cidade. Francisco Antonio, com Maria Antonia, solteirn*. Francisco d’Assis, com Maria Jnlh, solteiros. José Patilinu, com Barbara Ilenriqueta, sol teiros. 0 João Antonio, com Füipp» Thereza. solteiros. Francisco da Palma, com ConsUnça Maria sol teiro*.
Conta semanal da receita do caminho de ferro de sueste Semana finda em 25 de julho de 1870. Designa ção Num/ Peso Importância 7 r ' ii Passageiros:,-ot fi -, y'’U 1/ classe.. 55 — fi9,J980 2.' diln... 431 "* *— 4315140 3.* dila... Grande velocidade: Bagagens e 1:388 872.5710 mercadoria* Currnagens 39:043 805848 e gado.... Baldeação — -5registo.... - " —»- 22^992 Diversos.;. Pequ^M velocidade: ■ *v __ ------- 0 Meicudorias Carruagens a gado.... Baldeação e 970:739 • 2:3575;20 285,5240 registo....—2 *8 /00;0 Total 4 5315^90 Numero de kilometros abertos â exploração....................... Media por kilometro aberto á exploração. reis........................ 215376
Nos dias 10 e 11 do corrente festejou-se, com lodo o splendor e brilhantismo na villi de Ferreira, a venerável imagem de Nossa Senhora da Conceição. Nada faltou para que a sohruni hde correspondesse ao* bons dese jos dos seus festeiros. No dia 10 úe tarde tese lugar uma brilhante c fun ta procissão pelas principaes ruas. Esta procissão compunha-se de irmandades, e va rias pessoas da nobreza da terra. Eslava lindamente adornada a imagem de Nossa Senhora. A’ noit» leve lugar esplendida illuminação. A musica vocal e instrumental de Beja, dirigid* pelo sr. A. II. Vital, o professor de musica que ali tem estado, e cujo talento c competência são conhecidos, execulou um lindo oratorio na egreja. Não podem is deixar do mencionar a musical vocal e instrumental de Beja, que— como sempre—bem se houve. A forma como se desempenhou tudo merece os nossos louvores. No dia seguinte pela manhã houve na egreja matriz, missa solemne por musica vocal e instrumental, e sermão. Cantou-se a missa do sr. Al quim. A’ orcheslra de Beja, bem como á musieM vocal vinda da mesma cidade coube o mesmo desempenho, que foi excellente. Especiaiisaremos porem o solo de clarinete executado com toda a pericia pelo sr. Leocadio Sanches, bem como os solos da missa, que furam cantados magistralmenle. Em seguida osr. A. H. Vital tocou uras fantasia de Qaiila; a execução, primor e bom gosto com que s. s.* se soube haver, deixou completamente maravilhados todos quantos o ouviraTn. Orou o reverendo padre Alexandre Ramos Cid, notável orador da cidade de Beja. S. *.* mais urna vez mostrou os seus dotes oraiorios, elevando-se á altura de sua missão. Ao Onalirar a festa sahio a procissão, que percorreu a* principie* ru»* d* villa. Fechava o pres tilo que Tá esplendido e numerosos, a philurmu nica do Torrão. A’ tarde houve ladainha por musica vocal e instrumental finda a qual, o sr. E. J. Baptiila, ; toeou no bombardino um lindo jogo de variações com lodo o esmero apuro e maestria, pelo que foi repetidas vezes abraçado. A' noite teve tugir em casa dos ex.BM srs. Vi Ihenas uma brilhante reunião, á qual assistiram osphilarmoniêosfie Beja. Aliosr. A.J. Trinda j de executou ao piano, instrumento etn que s. s,‘ é insigne, diversa* peça» concertanles. Também fui desempenhado pelos srs. padres AlTonso, Trin dade e Vital um terceto de flauta, violino e pia no «obre os motives da opera Moisés no Egyplo, que muito agradou. Deus disto execiitirin-se ainda mais alguns trecho* musicaes, terminando • reunião com um lindo quartello de flauta, violino, violoncello « piano, executado pelos srs. dr. Sobral, Trindade, padre Àmmbó e Vital.
EXTERIOR A guerra Os 20:000 francos do coronel Von Holstein—A residência de Napoleão—Batalha Beaumont—Paris ao saber da catastrophe de Sedan—Terrível proménor do combate de Jatimont—A circular de Julio Favre—Asfortificações de Paris— Últimos telegrammas. Os 30:000 francos do coronel Von llolstciu O snr, Girardin recebeu uma interessante comunicação de b rlim: «0 coronel prussiano Von llolstein apostara com o jornal cotlnservador Kreuz Zeitung, de Berlim, que n invn-irio francez era ollicr.vomcnle todo de lorçados calras, e que a França não tinha a mais pequena bygotn. O jornal collocou s d momento mil francos em deposito, enquanto o coronel ncccitou u desafio. A maior parte dos soldados do exercito de Bazaine tem bygoto, e o apostador prussiano, interpretando ffe um modo restrictivo o sentido de sua aposta, foi claro cm sua demanda. Procurou provar que por involuntária ignorância, ou por malicia, não haviam submetlido á vista do júry senão soldados que tinham bygoto, e apresentou catras que, segundo elle, eram officiaes do exercito francez. O júry, assim esclarecido, deu sentença a favor do coronel. 0 jornal teve que pagar 20:000 francos.» O ar. Girardin pede que os soldados, que tenham bygotn, que rira ou não rira a de Tissem os fundos do d r. Seabra, para salvar d’esta maneira a dignidade franceza a tignn, mas succede que o sr. Girardin não se lembrou de pedir que o coronel Von Holstein trouxesse para o campo de batalha os 20:000 francos, para poderem ser apanhados, o que era o melhor meio de o castigara sua impudência. Que coisa mais insignificante deve ser a attracção de 20:000 francos, quando comparada com a de 200:000.000 do indemnisação e qne tantos francezes teem — como a imperatriz Eugenia—ajudado a ganhar aos vencedores. O sr. Girardin conta que uma vez estando na S. Carlos, com o marechal Magnan, este levantou-se bruscamente, dizendo ter visto um homem sem bigodes. Era o velho marechal Bugeaud. Indignado, Magnan estava disposto a expulsal-o do theatro. E o sr. Girardin acrescenta: é para se ver o que eramos sob o império. Hoje que a França está invadida, o sr. Girardin quer lhe caudiel.
As fortificações de Paris (Continuada do numero antecedente) Em 1840 Thiers voltou ao poder. Perante a crise da oriente e o aliiamento de Inglaterra, a França tinha a maxima necessidade de defender com cuidado a sua capital. Para isto se tratou de levantar cm lodo o contorno de Paris um muro contínuo, de modo a abranger as villas diversas que rodeiam a capital. 0 muro devia de ser sustentado por fossos, estacada» e baluarte» e bem assim por »4 fortificações externas, elevadas nos differentes pontos de observação. Segundo Thiers, era esta a melhor garantia da integridade do território contra os ataques bruscos e rápidos. Segundo o ministro da guerra, o marechal Soult. «Lyon era a chave de França, mas Paris constituía o cofre forte.» A ideia foi sustentada contra aquelles que a combatiam. Os espíritos mais sérios temiam que estas fortificações pudessem servir um dia á tyranuia. Mas na assembléa a maioria reconheceu qne estas fortificações eram necessárias á defeza da França e approvou o projecto. Em 1841 começou a execução das obras. Custaram 140 milhões. Segundo o decreto dc 20 de outubro de 1841, as fortificações deviam constar de um recinto continuo e de destacamentos afastados. 0 muro de circumvallação tem uma distanciade 33 kilometros. Nos pontos militares importantes as eortinas foram sustentadas por 92 baluartes e 12 bastiões. De permeio existem 4 pontes d’água, 12 portas e 30 postigos. O muro tem 30 metros de espessura na base e uma corôa de 15 a 16 metros. É sustentado por fossos, que teem d 18 a 25 metros de largura e 7 de profundidade. Atraz dos fossos ha uma estrada coberta dc 15 a 18 metros de largura e um parapeito de protecção. As 16 fbi tas exteriores são unidas ao muro continuo por 40 obras avançadas. Estas fortificações são construidas segundo o systema do general Haxo. Contam-se entre ellas 5 fortes, 6 redutos e 5 semi-redutos. Este systema foi adoptado por se ter reconhecido que Paris não podia ser defendida por construções como as de Cormontaigne, Vauban e Fagon. O sistema Haxo, que consiste em fortes polygonaes, com bastiões salientes e reentrantes, é applicavel a circumvallação das cidades e dá solidez e facilidade de execução, e facilita a guarnição. As baterias estão cobertas a maior parte. Os bastiões eram primitivamente formados de terra, mas hoje consistem em casamatas cobertas de alvenaria. 0 desenvolvimento externo de todos os fortes e redutos, reunidos, é de 10 kilometros. A distancia média das fortificações externas á cortina é de 1 1/2 a 3 1/2 kilometros. 0 comando de todo este systema de defeza, que se estende a uma vastidão de 100 a 120 kilometros quadrados, é confiado a um governador militar. Actualmente este logar está confiado ao general Trochu. É licito dar uma ideia do desenvolvimento e construção de cada uma das fortificações externas. O forte de Aulier» fica ao sul. Tem a forma de um pentágono irregular, o seu desenvolvimento é de 510 metros. Construido sobre um planalto, domina uma extensa vista. A guarnição de cobertura constaria de 74 canhões. O forte pode receber 1:200 homens. 0 edifício principal está construído em muralha. A seu lado está um reduto; tem 350 metros de desenvolvimento. Pode ser guarnecido por 46 canhões e receber 800 homens. A sudoeste, sobre uma collina, fica o forte de Ivry, cujo desenvolvimento é de 630 metros. Poderia conter 1:500 homens e 104 canhões. A oeste fica o semi-reduto de Vitry. Tem a forma de um semicírculo; o seu desenvolvimento é de 140 metros. Podia ser defendido por 26 canhões. Ao lado está o reduto de Haulray, cujo desenvolvimento é de 310 metros. No planalto de Romainville está o forte de Bicêtre; tem 300 metros de desenvolvimento. A seu lado está o reduto de Moulin-Sacquel. Tem 330 metros de desenvolvimento. Póde ser guarnecido por 26 canhões. Pode conter 1:300 homens e tem 54 canhões. O forte de Ivry tem a forma de um pentágono irregular. Este recinto domina as estradas de Orléans e de Choisy. Pode ter uma guarnição de 2:000 homens e 100 canhões. Ao lado fica um reduto. Tem 340 metros de desenvolvimento. Dominando o sul, fica o forte de Montrouge. É um quadrilátero irregular; tem 690 metros de desenvolvimento e domina os caminhos de Orleans e Chartres. Póde conter 2:200 homens e 104 canhões. Ao lado está o reduto de Vannes. Tem 500 metros de desenvolvimento. Pode ser defendido por 46 canhões. Póde receber 1:100 homens. O forte Issy está construído sobre as alturas. Tem a forma de um quadrilátero irregular. Tem 740 metros de desenvolvimento. Pode conter 2:000 homens e 120 canhões. O forte Vanves estende-se no planalto do mesmo nome. Tem 500 metros de desenvolvimento e pode receber 1:500 homens. Tem 66 canhões. Ao sul está o forte de Charenton. Tem 510 metros de desenvolvimento e pode ser defendido por 74 canhões. Abrange uma guarnição de 1:000 homens. 0 reduto de Gravelle está no planalto do mesmo nome. Tem 350 metros de desenvolvimento e pode ser guarnecido por 46 canhões. Póde receber 800 homens. Ao sul está o forte Romainville. Tem 570 metros de desenvolvimento. Póde ter 1:200 homens e 84 canhões. O forte de Rosny está no mesmo planalto. Tem 550 metros. Póde ter 1:500 homens e 92 canhões. Ao lado está o reduto de Noisy-le-Sec. Tem a forma de um triângulo. Pode ter 600 homens e é guarnecido por 46 canhões. O forte do Noix está nas alturas. Póde ter 1:500 homens e 100 canhões. O forte de Nogent é um quadrilátero de 500 metros de desenvolvimento. Pode ter 1:600 homens e 84 canhões. Ao lado está o reduto de la Faisanderie. Tem 270 metros de desenvolvimento. Pode ser defendido por 46 canhões. Pode ter 600 homens. Ao norte está o forte Aubervilliers, numa colline. Tem 520 metros de desenvolvimento. Pode ter 1:200 homens e 74 canhões. O forte de Pantin está numa eminência. Tem 530 metros. Pode ter 1:200 homens e 100 canhões. O forte de la Briche está no planalto do mesmo nome. Tem 580 metros de desenvolvimento. Póde ser defendido por 84 canhões e receber 1:200 homens. Tem ao lado o reduto de Stains. Tem 380 metros. Póde ter 900 homens e 54 canhões. 0 forte de Dunves é construido sobre um platô. Tem 600 metros. Pode ter 1:800 homens e 104 canhões. O forte de Clichy está junto ao Sena. Tem 780 metros de desenvolvimento. 0 forte de Mont-Valérien está sobre a altura do mesmo nome. É um pentágono irregular. Tem 670 metros. Pode ter 4:000 homens e 170 canhões. 0 forte de la Bergerie é um quadrilátero irregular de 510 metros. Pode ter 1:800 homens e 92 canhões. 0 forte St.-Denis é um quadrilátero irregular de 780 metros de desenvolvimento. Póde ter 2:200 homens e 120 canhões. Como se vê, as fortificações podem ter uma guarnição de mais de 1:000 homens e 50 a 100 canhões. O conjunto destas obras forma uma circumvallação d’um desenvolvimento de 51 kilometros e é guarnecida por 47:000 homens.
A residência de Napoleão Na residencia de Napoleão. O castello de Wilhelmshôhe, em Cassel, onde se estabeleceu o rei de Prússia, foi destinado para a residencia de Napoleão. Sem duvida foi a duqueza de Cambridge, irmã do rei de Prússia, que teve a delicadeza de indicar esta residencia. A residência c muito bonita e é sobretudo notável pelos seus jardins, que são summamente belios. Napoleão ali fica com o seu creado e com um official a escoltal-o. Escreverá no castello a sua capitulação.
Batalha de Beaumont 0 combate de Beaumont A batalha de Beaumont foi um desastre, cujas conse quencias conduziram inevitavelmente ao triste epilogo de Sedan. 0 marechal de Mac-Mahon tinha começado bem, saindo de Châlons para Reims e d’ali para as margens do Aisne, levando na sua marcha a companhia do imperador e do príncipe imperial. Mas este movimento lhe tirou tempo e devia ser executado com presteza para realizar o intuito do marechal, que era aproximar-se do marechal Bazaine. Também o general Ducrot, intervindo no conselho de guerra, insistia para que se renunciasse a este intento e se recuasse para o sul. Os acontecimentos fizeram acreditar a Mac-Mahon que devia insistir na sua primeira combinação. 0 corpo de exercito do general de Failly havia soffrido a 29 de agosto um desastre diante de Nouart, e Failly recuou para Beaumont, entre Mouzon e Stenay, lugar onde se juntou ao marechal. 0 general achava-se ao abrigo, e a marcha do exercito continuou. Mas a 30 de agosto de manhã, o inimigo, isto é, o quarto corpo de exercito prussiano, que tinha á sua testa o principe real da Saxonia, caiu sobre o acampamento francez. Os officiaes e soldados estavam tranquillos, e muitos tinham tirado os uniformes. A discussão fez-se em plena desordem. Failly foi completamente surprehen dido. O inimigo atacou-o pelas batteries, sem dar tempo para se collocar em defeza. O general tinha 33:000 homens e 120 peças; em frente tinha 70:000 homens e 300 peças. A luta foi rápida e decisiva. Failly fez o que pôde para conter o inimigo e para reunir os seus soldados dispersos. Mas a desordem era extrema. As batteries francesas, não podendo manobrar, foram esmagadas. O general teve que recuar para Mouzon com o seu corpo de exercito, abandonando 40 peças. Do lado francez, havendo falta de munições, a resistencia foi curta. A cavalaria franceza foi obrigada a abrir caminho a sabre. A infanteria, atacada pela artilheria, foi obrigada a abandonar o campo. De Failly, desesperado, só pôde reunir 8:000 homens. Os outros dispersaram-se em todas as direcções. A derrota fez o exercito recuar para Sedan, e a concentração tornou-se fatal. A batalha custou aos francezes 5:000 prisioneiros, 40 peças e muitos mortos e feridos. O desastroso resultado deste combate contribuiu para a derrota final.
A batalha de Sedan A batalha de Sedan 0 Paris-Journal diz: «O exercito de Châlons, protegido á retaguarda pelas fortalezas, tinha recuado para Sedan, e ali contava encontrar-se em segurança, e no dia seguinte continuar a marcha para Mézières. Mas foi cercado. A batalha de Sedan foi uma d’aquellas lutas terríveis em que o valor individual se perde no meio do desastre. O general de Mac-Mahon, ferido logo no começo, foi substituido pelo general Ducrot e por Wimpffen, que se disputaram o commando. O exercito francez achou-se numa posição desastrosa, com o inimigo nas alturas, dominando-o. O combate durou de manhã até á noite. As divisões francezas combateram com coragem. A infanteria prussiana, avançando com rapidez, tomou as posições. A artilheria prussiana fazia um fogo terrível. A cavalaria franceza fez cargas desesperadas. O general Margueritte foi morto. A derrota foi completa. O imperador, presente no campo de batalha, viu-se obrigado a render-se com 83:000 homens, 39 generaes e 2:000 officiaes. Foi capturada toda a artilheria, 6:000 cavallos, e uma grande quantidade de material. A capitulação foi assinada em Donchery. O imperador foi levado para Wilhelmshôhe. A noticia produziu em Paris uma impressão indescriptivel.
A Gazela Ofrcial, do Florença diz que as tropns italianas <>ccuparam Vilerbo, sem resistência. O «Sl<r.- da;t» de Vienna, noticia que em consequência do ajuste com a Pruria a occupação de Roma pelas tropas italianas principiou no dia 12. A Itaha gaiante a segurança pessoal do papa, dos cardeuts o du clero. As mais potências não querem intervir.
Dizem de Ber imn i «Ti- mes» que a Prússia estabelecerá um parlamento composto de membros do toda a Allemanha pura o bem ceinmum. Formidável arlilheria de sitio mandada para Toul e para P.iris. Os navios entram no Oder e nn Elba. Parece ter cessado o bloquei». Os correspondentes na província da França duvidam que o governo acirrai possa concluir uma paz honrosa para a Fian çn.
Huje, Tiochu mandou que 70:000 horn ns laçam o exercicio da» arma* e preparou 47:000 homens para a defeza de Paris. A aviação de víveres ó difícil. Continua o movimento do pânico. As estações estão entupidas por pe-soas e bagagens. 500,000 indivíduos já deixaram Paris.
As potências ncutraes continuam as negociações pura o armistício. O resultado continua e ser ince* lo. Os repru- sentantes de Inglaterra, llespanhn, Áustria e Hollanda mandaram carias muito instantes ao ministro de negócios estrangeiros da França. Este respondeu que Pariz não cederia uma polegada do seu território nem uma pedra das suas fortalezas.
Terrível proménor da batalha de Jaumont Terrível pormenor da batalha de Jaumont (Perto de Metz.) O telegraphista do «Echo de l’etpoca» narra um facto que parece incrível, a respeito da batalha travada diante de Metz. Diz elle: «Os soldados francezes achavam-se em posição de resistirem efficazmente; mas a sua artilheria, collocada sobre uma altura, não podia fazer fogo porque tinha á sua frente um grupo de soldados prussianos que se tinham entrincheirado n’umas pedreiras. Não havia meio de os desalojar. A noite veiu e o inimigo continuava entrincheirado. Então alguns soldados francezes propuzeram a Bazaine ir explorar a posição. Desceram das trincheiras, chegaram ao pé das pedreiras, e fingindo ser desertores, entraram nos subterrâneos. Ali viram com espanto que os prussianos tinham cavado galerias subterrâneas em diversos andares, sustentadas por pilares de pedra. A escuridão da noite tinha impedido os francezes de ver estas galerias. Os francezes, fingindo confraternizar com os prussianos, mostraram-se muito contentes e embriagaram-nos com aguardente. Depois, sem serem percebidos, saíram das galerias, e, de repente, empurraram os prussianos de guias até o alto do precipício e depois foram correndo avisar os francezes da terrível catastrophe que tinham preparado ao inimigo commum.»
se tão claramente pela lógica inexorável dos factos os últimos acontecimentos de Paris que é inútil insidir mais detida mente Acerca da sua significação e dos seus resultados. A liberdade, por tanto tempo comprimida, cessou de existir, porque era invencível. A França é de novo a França. Respira com confiança e sente que se reergue. O governo da defeza nacional é um governo de guerra, e tem por missão continuar a lucta até que se obtenha uma paz honrosa. A circular de Julio Favre, ministro dos negócios estrangeiros, dirigida aos representantes da França no estrangeiro, está redigida nestes termos: «Paris, 7 de setembro de 1870. Sr. ministro. — Depois das tristes noticias que vos annunciavam a capitulação de Sedan, e a prisão do imperador, a cidade de Paris, reunida espontaneamente, proclamou a Republica. Os representantes do povo tomaram posse do poder em nome da defeza nacional. Nós não aceitamos o poder com differentes propositos, nem o conservaremos se não virmos a população de Paris e a França inteira decididas a aceitar as nossas resoluções. Compendial-as-hei em uma unica phrase: deante de Deus que nos ouve e da posteridade que nos hade julgar, declaramos que a nossa aspiração é a paz, mas se continuar a guerra funesta que condemnamos, cumpriremos o nosso dever até o fim. Tenho a mais intima confiança em que hade triumpher a nossa causa, que é a do direito e da justiça. Encarrego o sr. ministro de explicar neste sentido a situação ao governo junto da qual estais acreditado e ao qual deixareis copia deste documento. Paris, 7 de setembro, de 1870. Favre.»
EDITAL 1) dr. Manoel Martins Sant’Anna, presidente da rumara municipal desta cidade de Beja etc. Faço saber que, na casa da camara, se aeha patente, por espaço de dez dias, a coutar da data do presente edital, o orçamento municipal para o corrente segundo semestre do anno de 1870; por isso convido a todos os cidadãos interessados, a irem ver e examinar o referido orçamento, e a apresdntaiem-me dentro daquelle praso, qnaesquer réclamações que tiverem por conveniente fazer, para que tenham o destino conveniente. E para que chegue ao conhecimento de todos, mandei passar o presente, e outros dVgual lheor, que seiâu devidamente a (lixados nos logares do costume. Paços do concelho em Beja 16 de setembro de 1870. O presidente Manoel M. SanPAnna.