Está em venda o edifício denominado Pelame. Porque não aproveita a camara esta occasião para o adquirir a fim de ali se estabelecer o matadouro? Não desconhecemos os encargos que pesam sobre o município, mas é certo que ha occasiões que se não podem perder. O Pelame, alem de se poder accommodar, com pouca despeza, para um excellente matadouro, tem bom espaço para um viveiro d’arvores, d’onde se arborizem mais rapida, e sobretudo mais economicamente, as nossas estradas, tem casas para arrecadação de muitos pertences municipaes, que actualmente estão em sítios arrendados, e tem sobretudo um poço abundantissimo de excellente agua e que sem prejuizo dos novos serviços a que vae ser destinado, pode ser entregue ao consumo publico. Só esta ultima vantagem, que nos pode livrar das faltas occasionaes pelas frequentes estiagens, deve já animar a camara a fazer uma acquisição que é de utilidade para todos nós. Se a camara poder adquirir o edifício só e pelo seu justo valor, não perca a occasião de o comprar, praticando assim um bom acto de administração municipal que todos applaudirão.
Na camara hereditária, o sr. Vaz Preto pediu uma nota de todas as gratificações e ajudas de custo, que tem sido dadas sem lei que as auctorise, e solicitou a remessa de vários documentos relativos ao procedimento do governo com a junta geral de Castello Branco por causa da eleição do conselho de districto.
Os srs. ministro da fazenda a leu e mandou para a mesa as seguintes propostas de lei: 1.ª Estabelecendo a creação de um visitador fiscal das contribuições directas em cada districto administrativo, e marcando as attribuições que lhe competem. 2.ª Abolindo a contribuição predial extraordinária, devendo os contingentes da contribuição predial ordinaria comprehender o augmento de 20 0/0 em que importava aquella contribuição. 3.ª Substituindo por outros os direitos sobre o tabaco. 4.ª Declarando livre a industria e commercio da polvora. 5.ª Authorisando o governo a proceder á liquidação do debito em que se encontra para com a extincta junta do deposito publico de Lisboa. 6.ª Authorisando o governo a crear até 2:000 contos de moeda de bronze, para substituir as moedas de cobre e bronze que existem na circulação. 7.ª Abolindo a contribuição sumptuaria.
O sr. Emygdio Navarro apresentou um projecto de lei supprimindo desde já, e independentemente da revisão ulterior do codigo administrativo, a dotação das commissões districtaes e vencimentos dos membros do conselho de districto, a que se referem os artigos 83.º e 234.º do mesmo codigo.
O governo pede a este districto apenas uns vinte e sete contos de réis mais, na contribuição predial. Não é mau, mas ha melhor.
A contribuição sumptuaria é extincta e incorporada na de renda de casas. Quer dizer que os pobres terão de pagar agora o seu quinhão pelas carruagens, que servem ao regalo e luxo dos ricos. Toda a gente paga renda de casas, mas muito pouca tem carruagem. Pois o imposto sumptuario das carruagens passará para o de renda de casas, que é de todos os contribuintes! E’ uma gatinha que se espoja.
O sr. Dias Ferreira na casa electiva mandou para a mesa uma representação da camara municipal de Castro Verde, pedindo á camara que dê as providencias necessárias para que a cobrança voluntária dos impostos seja espaçada até ao fim do corrente anno economico.
A camara dos deputados, que levou um mez a approvar, prepara-se para consumir outro em eleger commissões. O sr. visconde de Moreira de Rey fez uma proposta, tendente a aproveitar utilmente o tempo — que a mesa nomeasse as commissões — mas a maioria não a approvou porque a considera a negação do direito de escolher! O sr. Carlos Bento fez idêntica proposta na camara alta. Escusado é dizer que foi regeitada! Temos pois na camara dos deputados eleitas as commissões de resposta ao discurso da coroa, administrativa, de fazenda, de legislação civil, de legislação penal, instrucção publica, administração, negocios externos, obras publicas, recrutamento, guerra e marinha; e na camara dos pares a de legislação, negocios externos, guerra, marinha e fazenda. Convém notar que não obstante serem chamados os ministros que são pares do reino, o gabinete ganhou a eleição da commissão de marinha por 2 votos, o que quer dizer que a perdeu por 3, porque ha 5 ministros que são pares do reino: os srs. Fontes, Sampaio, Corvo, Serpa e Couto Monteiro.
O sr. Lucianno de Castro annunciou que desejava interpellar o governo acerca do decreto sobre a consulta do conselho de estado, que julgou bons os contractos celebrados entre João Burnay e a direcção da penitenciaria. E a proposito vem reproduzir uma noticia do Diario popular. Diz o collega que, dias depois de julgados bons os contractos, o fiador do sr. Burnay, o mano Henrique, deu um jantar ao sr. presidente do conselho.
Reunio a commissão de inquérito á penitenciaria, tomando conta de novos e diversos documentos e informações. O sr. Costa e Silva e Bivar, governamentaes, resolveram não continuar a fazer parte d’esta commissão. Então já? Boie ainda a procissão não vae na praça.
Consta
nos que pedio a demissão do lugar de director e cirurgião do hospital civil desta cidade o nosso particular amigo o sr. dr. José Maria Ganso d’Almeida. A causa da demissão foi o ter-se aggravado o padecimento que ha muito afflige o amigo. Sentimol-o profundamente. O sr. Ganso d’Almeida é um cavalheiro digno da maior sympathia e da mais alta consideração; é tambem uma das nossas notabilidades medicas. O hospital perdeu com a saída do nosso amigo um dos seus mais zelosos empregados, e a administração actual, um auxiliar dedicado e, até certo ponto, insubstituivel.
Á ultima hora. Cahio Mac
Mahon, o clerical. A camara dos deputados elegeu presidente da republica Jules Grévy. A liberdade alcançou mais uma victoria.
Uma camara municipal deste districto pedio auctorisação para derramar cinco contos de réis. Até aqui não ha que estranhar, o que se torna porem reparavel é que, precisando a municipalidade de cinco contos, fosse lançar, só a um morador do concelho, sete! Cá e lá, mais fiadas ha.
Os garraios celebraram conferencia, em casa do seu chefe o sr. Barjona de Freitas. Chegou a haver proposta para o grupo passar para a opposição, mas votou-se pela neutralidade armada. Nem guerreiar o governo, nem quebrar lanças por elle. Percebe-se.
[Lisboa] Lisboa
28-1-79. Meu charo redactor:—A immoralidade vampeia infrene no centro da representação nacional. As discussões são acaloradas em ambas as camaras, mas infelizmente inúteis; o paiz nada tem lucrado, e segundo os symptomas que apresentam os srs. legisladores, pouco hade lucrar, porque, veja-se, no corrente mez de janeiro, tem-se discutido, como dissemos, no nosso numero passado, se a legislatura pertence aos representantes do povo ou se aos do governo regenerador! Os grandes trabalhos da camara alta, meu amigo, encerram-se em dois requerimentos de pouca importância, no grande tiroteio ácerca da escandalosa concessão da Zambezia, e n’uma pergunta ignorante do sr. Costa Lobo. Teve este sr. a stulta lembrança de perguntar se era verdade estar um navio hespanhol fazendo a policia da pesca nas aguas do Algarve; isto é que é um par que devia ser nunes, pois se nem ao menos sabe que nas aguas do Algarve anda um navio costeiro para fazer a policia, assim como nas aguas de Hespanha anda um navio d’esse paiz. Emfim intelligencias como estas ha muitas no parlamento graças ao sr. Fontes! Podemos certificar os nossos concidadãos que o parlamento hade encerrar-se e o paiz ficará como d’antes, com o mesmo deficit; os mesmos desperdícios; o mesmo governo com os seus esbanjamentos, com as suas concessões, com as suas penitenciarias, com os seus afilhados; e só teremos mais divida consolidada, mais tributos, e mais immoralidade! O povo que vá colhendo os fructos das arvores que plantou n’aquelle paraizo chamado representação nacional.
[Lisboa] Parece que sempre se realisa no dia 7 do proximo mez de fevereiro a entrevista dos reis de Portugal e Hespanha. O pavilhão que hade receber as magestades importou na bagatella de 5.000$000 de réis! Para um paiz que está nadando em mize... não digo bem, em fartura, não é nada, para dois monarchas apertarem as mãos um ao outro e trocarem algumas palavras pelo espaço de hora e meia ou duas horas. E’ uma bagatella, especialmente para o Zé pagante!
[Lisboa] Chegou-se dia 27 do corrente a corveta Duque da Terceira com destino a Cacheu (Guiné) onde se deve encontrar com as canhoneiras Rio Lima e Tamega, que vão destinadas a castigar os indígenas que ultrajaram a nossa bandeira e massacraram cerca de 50 subditos portuguezes. A bordo da corveta vão mais de 200 armas de carregar pela culatra, e uma metralhadora com as competentes munições de guerra. Trata-se de fretar um rebocador para coadjuvar as canhoneiras e a corveta. E o Pimpão, a apodrecer no Tejo sem mostrar as suas habilidades guerreiras!
[Lisboa] Já foi publicado o Regulamento do centro republicano em Lisboa, e nós publical-o-hemos pouco a pouco, se bem que tenha uns dois artigos bem irregulares, comtudo não é defeito que mereça censura. A assembléa geral d’este centro reune na segunda feira 3 de fevereiro para tratar da eleição dos corpos gerentes e da propaganda.
[Lisboa] Chegou a este porto, no dia 27 do corrente, vindo a bordo do paquete Mondego, o príncipe Gleichen, almirante da marinha real ingleza e sobrinho da rainha Victoria. Escusado será dizer que foi recebido com todas as honras.
[Lisboa] Rendimento da alfandega de Lisboa no corrente mez até ao dia 27: 452:207$617. M. Bruno.
Portaria designando a letra M para servir durante o corrente anno nos aferimentos de todas as medidas e instrumentos de pesar e medir.
A carne de porco regulou de 2:800 réis a 3:000 cada quinze kilogrammas, no mercado de domingo.
Foi declarado sem effeito o decreto que apresentava na parochial egreja de S. João de Negrilhos o presbytero, o sr. Francisco Aurélio Dias.
O sr. Francisco Aurélio Dias, presbytero, foi apresentado na parochial egreja de Santa Victoria, nesta diocese.
Veio nova remessa de cantaria para os paços do concelho.
Publicou
se a 17.ª caderneta da Mulher do Saltimbanco e a 4.ª dos Ladroes e Beatos.
[Serpa] Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro vão á praça differentes bens nacionaes no concelho de Serpa.
O sr. Pedro Augusto Franco presenteou
nos com um opúsculo que tem por titulo As eleições municipaes, districtal e de deputados no concelho e circulo de Beja. Agradecemos a offerta.
Foi nomeado escripturario da repartição de tracção e conservação do caminho de ferro de sueste, o sr. Augusto Antonio de Barros.
Na noite de 26 repetio
se a scena cômica Pomada, as arias Ti perdono e o Voto de gratidão, que tiveram o êxito da vez primeira em que foram ouvidas, e tivemos mais as comedias As coincidencias e O Que par! que agradaram, e cantou as arias Alta noite e a Serenata a sr.ª D. Carolina alcançando muitos e justissimos applausos, e teve-os, tambem, na scena cômica, Vantajas de Planta, a sr.ª D. Julia.
Hontem foi o benefício da família Riosa. Casa regular, e espectaculo escolhido. Constou da comedia em um acto Discórdias e concórdias, romanza de tiple da zarzuela Jogar com fogo, um O Sonho, scena e tango de O Rei morto, o trovador italiano No me amava, a scena cômica Todos bebem e a comedia Amar por Anexins. Foi casa cheia.
Amanhã tem revista passada pelo physico d’esta divisão, o regimento 17 de infanteria.
Publicou
se o 12.º fasciculo do Universo illustrado, com que completa o 2.º volume d’este semanario, contendo 416 paginas de variada e instructiva leitura e enriquecido de 104 excellentes gravuras. Preço: avulso, cada volume brochado 1$800 réis.
[Portalegre] Para Portalegre partiu, terça feira 14, uma força do regimento 17 de infanteria. Vão render uma outra que ali está, do mesmo regimento.
Occorrencias policiaes
Dia 25—Nada.
Occorrencias policiaes
Dia 26—Por embriaguez esteve detido um indivíduo.
Occorrencias policiaes
Dia 27—Nada.
Occorrencias policiaes
Dia 28—Por embriaguez esteve detido um indivíduo.
Occorrencias policiaes
Dia 29—Por ferimentos foi remettido ao ex.mo juiz de direito um indivíduo e por suspeita esteve detido um outro.
Tribunal correccional
Presidência—Ex.mo juiz de direito. Accusação—Ministerio publico. Escrivão—Guedes. Defensor—Fareita. Réo—Francisco Simões, de Beringel, accusado de contrabando, condemnado em 20 dias de prisão.
Tribunal correccional
Audiencia de 30. Escrivão—Carvalho. Defensor—Esteves. Réo—Manoel José Parrana, de Ervidel, accusado de ferimentos em Francisco Martins. Condemnado em 3 dias de prisão e custas.
Recebemos e agradecemos o Brinde do Diario de noticias.
O jury commercial é assim composto: Effectivos
José Nunes de [ilegível], Flamínio José Baptista, Antonio Joaquim Pereira Duarte e Joaquim Antonio Trindade. Substitutos — José Joaquim [ilegível] e Manoel Joaquim Ribeiro.
[Beringel] Os dignos mesarios da mesa da misericordia d’esta villa, scientes, seguramente, do mau uso que o parocho desta freguezia fazia da auctoridade para validar, com a sua assignatura, as receitas do nosso medico, para os pobres enfermos, no caso de receberem soccorros pela misericordia, deliberou seja o presidente da junta de parochia quem haja de validar as receitas com a assignatura. Foi uma deliberação, que muito agradou, porque é em tudo e por tudo justa. Ganham os pobres enfermos, ganha a misericordia e ganha o parocho. Ganham os pobres porque receberá soccorro quem esteja no caso de ser soccorrido; ganha a misericordia porque o sr. presidente da junta de parochia tem a seriedade que falta ao parocho, e é incapaz de commetter abusos; ganha o parocho porque não podia continuar, por muito tempo, flagellando impunemente os desgraçados a quem negava o que de direito lhes pertence.
[Beringel] Um pobre homem d’esta villa foi ao mato, á serra, proximo d’aqui no caminho de Ferreira, e quando estava ajuntando a lenha que havia colhido appareceu-lhe um maltez que se offereceu para ajudar a reunir a lenha, e assim esteve por algum tempo, até que vendo o dono da lenha curvado sobre um feixe que apertava, lhe descarrega sobre a cabeça muitas pancadas com um pau, ao que parece com o intento de o matar, o que haveria conseguido se não fosse um pequeno cão que vendo bater no dono se atira ás pernas do maltez mordendo-as; foi assim que o desgraçado ferido se poude arrastar até junto á estrada por onde caminhava um homem que o trouxe a cavallo para aqui. O desgraçado tem muitos e grandes ferimentos na cabeça e na cara e muitas contusões. O seu estado é serio. Vagueia por aqui muito maltez, homens validos, e não nos surprehenderá que casos destes se repitam, que haja roubos e assassinios. Emquanto junto á capital do districto está-nos sem segurança, destaca a policia para os extremos do mesmo! Sem que sejamos adversos á instituição da policia, parece-nos que como está organizada, não preenche o fim para que foi creada, e não vale o sacrificio que fazemos para lhe pagar.
Concedeu
se á junta geral d’este districto o subsidio de 906$636 réis para construcção do lanço da estrada districtal de Cuba a Evora e Reguengos, comprehendido entre a estação da Cuba e o Rocio de S. Vicente; o de 905$598 réis para a construcção da estrada districtal de Portel ao Torrão, na parte comprehendida entre a estação de Villa Nova da Baronia e o perfil n.º 603 do lanço d’aquella estação ao Torrão; e o de 1:172$940 réis para construcção do lanço da estrada districtal de Castro Verde a Faro, situado entre Eirinhas e a Courella da Pederneira.
[Aldeia Nova] Aldeia Nova 12 de janeiro de 1879. Sr. redactor:—Quem bem ama mais castiga; são palavras textuaes do ex.mo ministro do reino o sr. Sampaio, a quem por ultimo recorremos, requerendo-lhe o justo e devido castigo para o incorrigível delinquente professor de instrucção primaria — Antonio Rodrigues Rogado — por antonomasia o mestre [ilegível], que bem anomalo tem arredado de si o pudor e a honestidade, deixando-se apoderar inteiramente do vicio e do crime, irresistível tentação, que os seus precedentes somente afagam, e os seus hábitos bafejam sobre a constituição d’este bem intencionado povo d’Aldeia Nova do S. Bento, de dia para dia mais esteril de educação moral e civil, attentas os péssimos, corruptos e depravados exemplos, que este sr. professor lhe arremessa impudentemente, malbaratando a missão de que se acha investido. Custa dizer-se; porem é de todo o ponto verdadeiro que desappareceu, fugio, escapou d’este sr. professor o amor do ensino, o respeito social, a moralidade. Depois que o sr. Rogado vio os seus actos expostos á expectação publica, é quando então requinta seus costumados escandalos, frequentando a taberna, o jogo de parada, entregue sómente ao culto do seu deus Bacho, e descurando com toda a indifferença o magisterio a seu cargo, demonstração inconcussa de que não ha pena que o contenha dentro da meta da decencia. Nem a competente auctoridade administrativa, nem o respectivo ex.mo commissario dos estudos teem podido ouvir nossos rogos contra o procedimento indigno, quanto immoral, d’este sr. professor bacchista, que tem levado a sua impudência até ao ponto de se impor devidamente como auctoridade para com alguns forasteiros, trazeuntes, aos quaes tem enxovalhado despoticamente, prendendo ora uns ora outros, e isto só pelo simples facto de exercer o cargo de escrivão do regedor, cargo sobremaneira incompatível com o exercício do professorado. Repugnam sem duvida por extremamente nauseabundos os actos não interruptos d’este sr. Rogado, mais proprio para quadrilheiro pelo seu caracter fementido, do que para preceptor de creanças, que carecem de se instruir e educar para columnas da sociedade. Não pode, não deve continuar na qualidade de preceptor dos infantes, filhos d’Aldeia Nova, este sr. Rogado, porque, olvidando os deveres sociaes, bem como as obrigações que lhe impõe o magisterio a seu cargo, prosterga e degrada com o mais atrevido cynismo a sublime missão do ensino, trocando-a por tuna Bacchante, para entornar no estomago alguns litros do embriagante licor do seu divino Bacho, e por uma Baldomera, sarrapinhando alguns cobres, que para maior vergonha e condemnação sua, não tem ainda logrado embolsar. (Continua.)