Arquivo
O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 975
35 notícias

Realisou

Cultura e espectáculoEconomia e comércioSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaFeirasFestas civis e popularesHospitaisPobres e esmolasTeatro
Hospital

se, terça feira, no theatro provisorio, o beneficio do hospital civil, e ao appello feito por mr. Joseph Dallot, correspondeu o publico bizarramente. Nunca o theatro provisorio teve a sua salla tão frequentada. Camarotes, superior, geral, orchestra, tudo a regorgitar de espectadores. Bem hajam os que concorreram á festa. A mr. Joseph Dallot foi a mesa da misericordia, antes de começar o espectaculo, agradecer o beneficio, e o publico, no final do 2.º acto, chamou-o fóra e saudou-o com enthusiasmo. Nas palmas e bravos recebidos tem o sr. Dallot a paga do serviço que prestou aos desgraçados. Significaram muito aquelles applausos; eram os amigos dos pobres a saudar o seu benfeitor. Gostámos da manifestação. O espectaculo constou do drama Olho de Raça, da scena comica A Morte do Pechelim e da comedia O Diabo atraz da porta. Todos os actores foram muito bem, com especialidade o sr. Ferreira a quem coube o difficil papel do José. Teve tres chamadas especiaes, e foi justiceiro o publico. Na Morte do Pechelim, o sr. Osorio conservou a platéa em completa hilaridade e escusado é dizer que recebeu muitos applausos. Era el-rei Abraçada braço que estava em scena e tanto bastou para um bom acolhimento. O espectaculo deixou as melhores impressões.

Conta da recita em beneficio do hospital, dada por mr. Joseph Dallot: Receita

Economia e comércioEstatísticasSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaHospitaisPobres e esmolas
Hospital

Camarotes de 1.ª ordem 27$950; camarotes de 2.ª ordem 15$750; platéa superior 42$560; platéa inferior 24$210; total 109$600. Despeza — Documento n.º 1, 2$300; n.º 2, 1$120; n.º 3, 3$800; n.º 4, 5$460; total 12$680. A abater 500 réis que o bilheteiro, o ill.mo sr. João de Sant’Anna, deu de esmola, ficam 12$080. Liquido 97$520.

Arrematou

Geral

se domingo a lama e lixo da cidade. Rendeu 88$250 réis.

Economia e comércioJustiça e ordem públicaTransportes e comunicaçõesCrimesDiligênciasFeiras
Moura · Portugal

Para policiar a feira de Moura sahiu uma diligencia do 17 de infanteria e outra de guardas civis.

Justiça e ordem públicaCrimes

Sahiu para Rilhafolles hontem acompanhado por quatro policias civis, o parricida Lopes.

Meteorologia e fenómenos naturaisSecas
Almodôvar · Beja · Castro Verde · Cuba · Portugal

Pela reforma ultimamente decretada no serviço da fiscalisação, Beja e Almodovar ficam sedes de secção. A secção de Almodovar compõe-se de S. Martinho e Castro Verde com 6 guardas a cavallo e 1 a pé, Almodovar com 7 a cavallo e 1 a pé, e Casevel com 4 guardas a pé. A secção de Beja tem 1 fiscal, 9 guardas a cavallo e 10 a pé, e Cuba, 6 a cavallo e 6 a pé.

Município e administracção local
Câmara Municipal

Veio nova remessa de cantaria para os paços do concelho.

Publicou

Religião

se a 25.ª caderneta dos Padres e Beatas e a 4.ª dos Conspiradores.

Geral

Está com licença o recebedor desta comarca.

Município e administracção localNomeações e cargos

Foi aposentado o amanuense da administração do concelho, o sr. Ignacio Joaquim Penedo, e nomeado o sr. João Guilherme Ramos Junior.

Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisAgriculturaTrovoadas

Houve nos primeiros dias da semana trovoadas acompanhadas de chuva. Causaram prejuizos, ao que ouvimos, nos trigos em debulha.

Educacção e instruçãoReligiãoConcursos e provisõesFestas religiosas
Almodôvar · Ficalho · Odemira · Ourique · Pedrógão · Póvoa · Vila Nova · Portugal

Estão a concurso as seguintes cadeiras de ensino primario para o sexo masculino: Santa Cruz, Almodovar, Graça, Villa Nova da Baronia, Quintos, S. Miguel do Pinheiro, Santo Aleixo, S. Miguel da Povoa, S. Theotonio, Milfontes, Conceição, Ourique, Sant’Anna da Serra, Ficalho, Pedrogão, Selmes; e a do sexo feminino de Odemira.

Geral

Teem licença para se tratar os seguintes srs. officiaes do 17 de infanteria: Francisco Antonio Baptista, 30 dias; João Xavier de Athayde e Oliveira, 60 dias; e João Chrysostomo Pereira Franco, 40 dias.

Economia e comércioAgricultura

O trigo regula de 440 a 620 réis o alqueire.

Geral

Recebemos O Direito, A Voz do Povo e o Transmontano. Agradecemos.

A camara municipal de Setúbal brindou

Município e administracção local
Setúbal · Portugal Câmara Municipal

nos com a Memoria sobre a Historia e Administração do seu municipio, escripta a expensas do cofre do concelho, pelo sr. Alberto Pimentel. Agradecemos.

Educacção e instruçãoExércitoEscolasPrémios e distinções escolares

Obteve um prémio, na escola do exercito, o habil sargento aspirante de infantaria 17, o sr. João de Sousa Tavares.

Publicou

Geral

se o n.º 17 da Moda illustrada.

Economia e comércio

Foi nomeado guarda a cavallo da alfandega de Safára, o sr. Antonio Baptista; para a mesma alfandega foi transferido o guarda do 4.º districto, o sr. Atilio Cochi, e para o 4.º districto o sr. Manoel Candido da Silva.

MERTOLA

Mértola · Portugal Geral

Tem licença por 90 dias o recebedor da comarca de Mertola, o sr. dr. José Vicente Boavida.

ODEMIRA / S. THEOTONIO

Odemira · Portugal Geral

Reina a mania dos suicidios na freguezia de S. Theotonio: já este anno lá vão 3. Maria Guerreira, viuva, e que vivia na companhia de 2 filhos, no sitio do Oleiro, foi encontrada morta, por estrangulação, n’um pereiro silvestre, no dia 25 de agosto ultimo. Ignoram-se, por emquanto, os motivos que levaram a infeliz a suicidar-se.

ODEMIRA

ReligiãoFestas religiosas
Moura · Odemira · Portugal

O ex.mo dr. Francisco José de Moura, digno provedor da santa casa da misericordia d’esta villa, acompanhado d’alguns irmãos da mesa, deu, domingo ultimo, principio á tarefa de solicitar prendas para o bazar projectado. Os resultados obtidos foram auspiciosos. Folgámos de o registar.

ODEMIRA

Algarve · Odemira · Portugal Geral

Continua a exportar-se fructa verde, pela barra do nosso rio, para os portos do Algarve.

ODEMIRA

Estatísticas
Alentejo · Beja · Braga · Bragança · Coimbra · Évora · Faro · Leiria · Lisboa · Odemira · Portalegre · Porto · Vila Real · Portugal

Pelo censo de 1878, vê-se contar o continente do nosso paiz 4:348:551 habitantes, cabendo ao districto do Porto 202,2 por kilometro quadrado; ao de Braga 120,1; ao de Vianna 94,9; ao de Aveiro 92,0; ao de Coimbra 79,5; ao de Vizeu 78,8; ao de Lisboa 68,1; ao de Leiria 57,2; ao de Villa Real 52,8; ao da Guarda 42,8; ao de Faro 42,4; ao de Santarem 33,2; ao de Castello Branco 27,1; ao de Bragança 26,3; ao de Portalegre 16,7; ao de Evora 16,1; e ao de Beja 14,4 por kilometro quadrado. Se a população fosse, em todo o paiz, tão densa como nos tres districtos de Entre-Douro e Minho, teria Portugal o respeitavel numero d’almas de 12:456:120. Se, pelo contrario, houvesse no reino todo a minguada população dos tres districtos do Alemtejo — Portalegre, Evora e Beja — o nosso paiz só apresentaria a população de 1:375:005 habitantes.

PORTO

Porto · Portugal Geral

28-8-79. Tem causado desagradavel impressão a grande mortandade de creanças, devida, na sua maior parte, ás condições anti-hygienicas das casas. Revela isto muita incúria da parte de quem compete examinar as construcções.

PORTO

Política e administracção do EstadoTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroDebates políticos
Porto · Póvoa · Portugal Caminho de ferro

28-8-79. Com respeito a trabalhos eleitoraes, reuniu no dia 17 a assembleia geral do partido socialista para a escolha e approvação dos candidatos a deputados; foram approvados pelo circulo n.º 38 (Porto Oriental) o companheiro Alfredo Cesar da Silva, cesteireiro; pelo circulo n.º 39 (Porto Central) o companheiro Eudoxio Cesar Aredo Gonço, gravador; pelo circulo n.º 40 (Porto Occidental) ainda não está definitivamente resolvido o candidato, mas corre que será o companheiro J. P. de Oliveira Martins, engenheiro do caminho de ferro da Povoa. Por Lima apresenta tambem o partido socialista candidatos, e pelo circulo n.º 98 o correlegionario dr. Anthero do Quental.

PORTO

Porto · Portugal Geral

28-8-79. Esteve de passagem n’esta cidade o orador sagrado dr. Antonio Candido; s. ex.ª partiu em direcção a Amarante, por onde dizem que o propõem deputado governamental.

PORTO

Braga · Porto · Portugal Geral

28-8-79. Ouvi dizer que em Braga os regeneradores se unem aos reaccionarios para guerrearem a candidatura governamental, e que propõem o dr. Luiz Maria da Silva Ramos, presidente do centro miguelista d’aquella cidade. Era o que faltava para a historia regeneradora.

PORTO

Porto · Portugal Geral

28-8-79. Emquanto á questão de trabalho, a commissão que os tecelões nomearam para se entender com os patrões encontrou o que eu tinha previsto: já se dirigiu a alguns que responderam não estar nada nas mãos d’elles; veja a classe operaria o caso que fazem d’ella os seus exploradores. Emquanto se não unirem, os operarios nunca passarão de escravos… brancos. Estejam certos d’isso.

PORTO

Cultura e espectáculoLivros e publicações
Porto · Portugal

28-8-79. Publicou-se um novo jornal intitulado A Imprensa; destina-se a advogar os interesses da classe typographica.

PORTO

Religião
Porto · Portugal

28-8-79. A commissão dos tecelões convida os seus companheiros de trabalho a reunirem-se no dia 31 do corrente no Salão da Laboriosa, á rua do Gonçalo Christovão. Do que houver darei parte. Bruno Carvalho.

ALJUSTREL

Saúde e higiene públicaTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroCorreio
Aljustrel · Portugal Caminho de ferro

1 de setembro. Cá está o homem cuja apparição foi recebida com foguetes e palmas porque todos julgavam que o sr. Rodrigues de Figueiredo tinha morrido das febres que o sr. Metello e o sr. Carriote lhe podiam impingir pela ambulancia do caminho de ferro, visto não terem confiança no director do correio d’esta villa, que, apezar de homem, é muito mais digno do que os tres e o celebre Teixeira na classe do empregado publico. São todos uns alhos e penna a [ilegível], os nobres e ricos intelligentes de Aljustrel.

ALJUSTREL

ExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoTransportes e comunicaçõesCorreioGoverno civilMovimentos de tropasObras de infraestruturaObras municipaisRepartições públicas
Aljustrel · Portugal Correspondência · Governo Civil · Interpretacção incerta

25 de agosto. Continuando na questão do director do correio d’esta villa diremos que a maledicencia occupou o logar que a ordem das cousas lhe destinou e é por isso mesmo que ha já bastante tempo se tem feito uma guerra infame a este empregado só porque tem a fortuna de voltar a costas a tudo quanto é infame e vil, como são os seus inimigos. Um dia appareceu uma queixa dada na administração do concelho, no ministerio das obras publicas, para onde foi remettida com a maxima brevidade pelo então governador civil visconde da Boa-Vista, contra o director do correio, dizendo que elle no dia 16 de outubro de 1877 não estava na repartição e que o queixoso sofrera prejuizo em não remetter nesse dia um vale de correio; veio a queixa para se lhe responder e prova-se que no dia 16 de outubro passou um vale a favor do queixoso. Mais tarde appareceu outra e uma syndicancia á direcção do correio e prova-se ainda que a calumnia não desamparou a victima. Agora prepara-se novo drama e, apesar dos muitos ensaios que teve, os auctores vão caindo no ridiculo de um máu desempenho. O carteiro, fazendo a distribuição da correspondencia, entregou á creada do sr. Cardote uma carta; ella recebeu-a e quando o empregado ia já a alguma distancia começou a gritar que a carta estava aberta. Mas quem lh’a viu abrir? E quem prova que foi o director do correio? Não temos tempo para mais e nos tribunaes ajustaremos as contas. A respeito do sigillo da correspondencia, que é outro ponto da accusação, falaremos no proximo n.º, e o publico vá tomando nota de tudo isto para ajuizar as considerações que havemos de fazer.

ALJUSTREL

Cultura e espectáculoTransportes e comunicaçõesCorreioLivros e publicações
Aljustrel · Portugal Correspondência

31 de agosto. Em uma correspondencia datada de Queirella, de 23 de agosto de 1879, diz que se quizer necessario o convenientе, se occupará d’elle, não com vagas declarações, nem com attestados de carteiro, mas com documentos. Ora em vista do que se lê, eu que não quero, na qualidade de empregado, comparar-me com o sr. Rodrigues de Figueiredo, emprazo-o a publicar esses documentos até ao dia 13 de setembro, n’este mesmo jornal, para não ir ao longe a minha fama, afim de que o publico e com especialidade o ex.mo director geral dos correios, tenham conhecimento d’elles e o sr. Figueiredo não fique tido e havido como uma canalha vil e infame. Antonio Joaquim Inglez.

PALHARES

Religião
Moura · Portugal Interpretacção incerta

3 de septiembre de 1879. Muy señor mio: Sírvase dar cabida, en su apreciable periódico, a las siguientes lineas, que circunstancias especiales me hacen interesar en su publicidad. En 1858 desposeí a D. Antonio Orta de la Dehesa de Palhares, por falta de cumplimiento en sus pagos, al contrato que celebrara con mi difunto suegro, el señor D. Toribio Silvera, do cuyo rescendimiento otorgaron escritura publica, en la que me obligué a restituir a Orta en un tiempo determinado todas las cantidades que por cuenta de la Dehesa acreditase haber entregado a mi citado suegro y a sus albaceas testamentarios, abonándome además el rédito o juro del diez o doce por ciento anual de las cantidades que dejase de satisfacer en los plazos marcados. Felizmente pagué al sr. Orta el capital que tenia entregado, exceptuado el rédito, que se hizo demorado en su liquidación. Aunque la escritura puso el dos por ciento, resultando a mi favor utilidades que pudiera embolsarme, respeté siempre la validez y esencia del contrato. El sr. Antonio Orta tuvo que devolverme cantidades sobre cincuenta mil reales con más el rédito correspondiente; acepté letras por esas quantías y fuí pagando religiosamente en Aldeanova el dia de su vencimiento, hasta el 30 de agosto del año actual, dia del vencimiento del ultimo plazo. En 24 de agosto escribí a D. Antonio Orta recordándole que habia de cumplir; no recibiendo respuesta, monté a caballo provisto de los 15,120 reales por si fuese necesario pagar la letra. En casa del sr. Orta, ante testigos, conté los 15,120 reales; pero se me quiso hacer cargo de gastos de protesto, que rehusé, dejando aun así depositados en Aldeanova dichos 15,120 reales con persona de mi confianza para pagarse la letra si el sr. Orta, revocando su proceder, la aceptaba. Declaro que todas las letras fueron entendidas sin condición expresa de pagarse en Moura y que todas fueron satisfechas en Aldeanova. Si en el centro de las letras no existe condición alguna de ser pagaderas en Moura, ni fuera de ellas, debajo del nombre de la dirección del aceptante, aparece solo un renglón que dice “Pagadera en Moura”, ello no basta para alterar lo convenido. Es indispensable que el sr. Orta dé al publico las razones que alega para adquirir el derecho de protestar. Soy de v. m. s. s. q. b. s. m. Juan Caballero Romero.