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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 19
8 notícias

Chegada,

Município e administracção localChegadas

Chegou hontem 6, a esta cidade S.Er .* o Sr. Deputado Marianno Joaquim do Souza Feio. Esperam-se esta noite S. Ex.“ os Srs. José Carlos Infante Passanha, e Fortunato Frederico de Mello, deputados também por este districto.

Bazar

Economia e comércioSociedade e vida quotidianaAssociaçõesBeneficênciaFeiras

Vai ter lugar nos dias da feira d’esta cidade, que já estão proximos, um bazar cujo producto reverterá em beneficio da associação de soccorros mutuos dos artistas Bejenses. O fim, altamente humanitário. d’este acto, e o merecimento da classe que compõe a associação, são títulos mais que sufficientes para recommendar a sua concorrência. Acham-se já alguns prémios em poder da commissão, e esperamos que muitos concorrerão n’estes últimos dias.

Mais uma féra ua Jaula

Economia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localTransportes e comunicaçõesAgriculturaCapturasDiligênciasHomicídiosPrisõesTreinos e manobras
Beja · Serpa · Portugal

Temos nas cadeias de Beja mais uma féra. É o celebre assassino José Francisco Mourinha, sobrinho de José Felix Mourinha, cuja captura já noticiámos. Aquelle malvado havia-se evadido, na noite de 22 de maio do anno passado, do castelio d’esta cidade, onde se achava preso e sentcnceado á morte, c andava, ultimamente, errante pelas proximidades do Guadianna, no concelho de Serpa, sustentando-se da caça, a cujo exercicio se entregava durante o dia. Foi preso por uma força de Caçadores 8, que sahira d’esta cidade no dia 31 dejulho, composta de 20 praças, commandadas pelo sr. tenente Mendes, c do official da administração d’este concelho, o sr. Antonio Manoel dos Santos, que, de proposito, se dirigiram para aquelles sitios, para effectuar a captura do criminoso. Pela uma hora da noite, pouco mais ou menos, cercava a força a horta denominada da Provencia, onde o Mourinha tinha’ido pernoitar. Apenas os cães sentiram a approximação da tropa, começaram a ladrar, e o assassino, que se achava dentro da casa da horta, despertado pelo ruido dos cães, lançando mão da espingarda, e chegando á porta, disparou um tiro contra um sargento, que o commandante da força havia feito collocar n’aquelle ponto. Felizmente o tiro não acertou, e, cerrando mais o cerco ao toque de corneta, o criminoso sahio de casa, e foi esconder-se dentro de uma porção de milho, que está na dita horta, continuándo d’ahi a fazer tiros sobre a força. Perseguido, por todos os lados, pela tropa teve, a final, de entregar-se á prisão, depois de ter recebido tres feridas de bayoneta, leves. Temos a louvar o procedimento da força nesta diligencia, e com mais especialidade a generosidade, e prudência do seu bravo commandante. Não era para admirar que os ânimos dos soldados, irritados por uma resistência tão forte c tão duradoura, tentassem, por uma justa defeza, pôr-lhe um termo prompto c decisivo, Obdientes, porem, ás ordens do seu tenente effectuáram a prisão, poupando a vida do assassino, c ás 11 horas do dia 1 de Agosto descia as escadas da enxovia este terrivel criminoso, que, dentro em pouco tsmpo, será enviado ao triste destino a que o levou a sua indolc perversa c sanguinaria.

Jnnta Geral «lo Districto

Geral

Teve logar no dia 2 do corrente a sessão de abertura da junta geral d’este districto.

Musicas

Cultura e espectáculoExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoBanda militarGoverno civilQuartéis
Correspondência · Governo Civil

Na madrugada de 31 de julho findo, a musica de Caçadores n.° 8 foi tocar a alvorada na praça d’esta cidade, e na noite d’esse dia, anniversario do juramento da Carta, tocou ás 9 horas no mesmo sitio, recolhendo em seguida para o quartel. A banda de musica dos artistas tocou também n’essa noite na praça, e d'ahi dirigio-se a tocar defronte das janellas de S. Ex.* o Sr. Governador civil, indo depois também tocar á porta do Sr. Administrador do concelho, recolhendo em seguida para a casa da sua sociedade.

Tentativa de roubo

Acidentes e sinistrosJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localAbastecimento de águaEstradas e calçadasFurtos e roubosIncêndios

Na noite de 2 para 3 do corrente, fez-se uma tentativa de roubo na loja do sr* Manoel de Castro e Brito, negociante d’esta cidade, e morador na rua de Aljustrcl. Os ladrões tentaram entrar pela porta da loja, á qual quiseram faser fogo, accendendo sobre o portal uma porção dej cavacas de madeira. A porta era revestida por uma chapa de ferro no seu terço inferior, c suppõe-se que os ladrões pertendiam fazer ardel-a fazendo subir as chamas á porção da porta que não eslava chapeada. Encontrou-se um cantaro com agua junto da porta, que provavelmente era destinado para extinguir ò incêndio quando elle tivesse aberto o espaço sufileiente para a entrada. O sr. Administrador do concelho procede a minuciosas investigações sobre o facto. Daremos conta do resultado.

Ontra

Justiça e ordem públicaReligiãoFestas religiosasFurtos e roubos

Consta-nos que na noite de 5 para ti do corrente, algumas horas antes de ter chcgdo a esta cidade o Ex.^Sr. Muriannu Joaquim de Souza Feio, se tivera feito uma tentativa de roubo na caza da quinta de Santa Clara, onde habita a família de S. Kx.'. Não sabemos por emquanto os prumenores deste acontecimento; no n.° seguinte seremos mais cxplicitos a tal respeito.

O seu a acu dono

Economia e comércioJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroCrimesEstacçõesNomeações e cargos
Moura · Portugal

Quando do n.‘ 15 desta folha, dissemos que os guardas do contracto do tabaco, estacionados em Moura, haviam prestado serviços á auctoridade administrativa d’aquclle concelho escrevemos uma verdade, que ninguém nos póde contestar , mas o que também é certo, e o que os principios de justiça nos obrigam a declarar é : que os empregados da alfandega d’aquella villa muito tem sambem coadjuvado a auctori dade, e lhe tem prestado relevantes serviços no desempenho das funeções policiacs a seu cargo.