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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 356
32 notícias

Lyceu de Beja

Economia e comércioEducacção e instruçãoEstatísticasEscolasPrémios e distinções escolares
Beja · Portugal

É a seguinte a frequência do lyceu desta cidade, e maior será, se a absurda e iníqua distinção dos lyceus em 1.ª e 2.ª classe, não obrigasse os chefes de família d’este districto a mandarem os filhos para os de 1.ª, fazendo muitas vezes despezas superiores ás suas forças. Portuguez 1.º anno 14; Dito 2.º dito 7; Dito 3.º dito 4; Francez 22; Inglez 6; Latim 16; Latinidade 3; Logica 4; Rhetorica 9; Desenho 1.º anno 13; Dito 2.º anno 7; Dito 3.º anno 3; Mathematica elementar 7; Arithmetica e geometria 10; Ouvintes em differentes aulas 10. Total 133.

Curso ecclesiastico

Economia e comércioEducacção e instruçãoFeiras

Na quinta feira abriram-se as aulas do curso ecclesiastico d’esta diocese. Frequentam-nas este anno apenas 12 alumnos, sendo: No primeiro anno (Theologia dogmatica e moral e historia sagrada ecclesiastica) 3; No segundo (Theologia dogmatica especial, Theologia moral e sacramental) 3; No terceiro (Theologia pastoral, ecloga, e direito canonico) 6.

Licença

Educacção e instruçãoSaúde e higiene públicaEscolasMédicos e cirurgiõesProfessores

Foi concedida licença por um anno a um dos distinctos professores do lyceu d’esta cidade, o sr. José Maria Ganso de Almeida, para se ir doutorar em medicina. O sr. Ganso como estudante foi um dos primeiros no seu curso, e como professor gosa dos melhores creditos. É de esperar que depois d’esta habilitação secundaria, passe á superior.

Substituto

Saúde e higiene pública

Diz-se que foi substituido na delegação de saude o sr. Ganso, pelo digno commissario dos estudos o sr. José Ferreira Lima. A escolha não póde ser melhor, e affirmam-nos que s. ex.ª ha de desempenhar aquelle encargo com todo o zelo e proficuidade.

Occuparam

Educacção e instruçãoEscolas

As cadeiras que o sr. Ganso regia no lyceu, uma foi occupada interinamente pelo sr. Lima, e outra pelo sr. José Candido.

Partida

Cultura e espectáculoExércitoMunicípio e administracção localTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroMovimentos de tropasPartidas
Lisboa · Portugal

Sahiram hoje no comboio da manhã para Lisboa as 230 praças do 1 de infantaria que aqui estiveram fazendo serviço em quanto a força do 17 esteve em Tancos. A musica do 17 acompanhou a força até á gare.

Chuvas

Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisFeiras

Na segunda feira choveu copiosa e consecutivamente desde as quatro horas da tarde até pela manhã de terça feira.

Trovoada

Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisFeirasTrovoadas

Na segunda feira de tarde houve uma pequena trovoada. Não nos consta, nem nos sitios onde ella carregou, que houvesse prejuizos. Pelas duas horas da noute repetiu mas mais forte.

Tremor

Economia e comércioFeiras

Na noute de segunda feira, pelas dez e meia horas da noute, sentiu-se n’esta cidade um forte abalo de terra.

Destacamento

Economia e comércioExércitoMunicípio e administracção localChegadasFeirasMovimentos de tropas
Barrancos · Portugal

O do 1 de infantaria que estava em Barrancos chegou na terça feira de tarde a esta cidade.

Anniversario

Cultura e espectáculoExércitoMunicípio e administracção localBanda militarFestas civis e popularesiluminação públicaParadas e cerimóniasQuartéis

O de s. m. a rainha festejou-se n’esta cidade tocando á alvorada, na praça, a banda do 17, repicando os sinos e subindo ao ar alguns foguetes durante o dia. Á noute illuminaram-se os edificios publicos e alguns particulares; tocou na praça e na parada do quartel a musica do 17 e da casa da camara; ao recolher, subiu ao ar uma girandola de foguetes. A guarnição foi feita de grande gala e nas repartições publicas houve feriado.

Ponte

Transportes e comunicaçõesCaminho de ferroObras de infraestruturaPontesTrânsito e circulacção
Vendas Novas · Portugal

A da Torre do Pinto, que fica na via ferrea d’esta cidade a Vendas Novas, abriu algumas fendas. Estão-se reparando, mas apesar disso o transito dos comboios não tem sido interrompido.

Chegada

Economia e comércioMunicípio e administracção localChegadasFeiras

Na quinta feira chegou a esta cidade o digno delegado do procurador regio o sr. dr. Costa e Almeida.

Esmola

Saúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaHospitaisPobres e esmolas
Hospital

Os ex.mos srs. Marianno de Sousa Frevo e Antonio Eleutherio de Castro Ribeiro deixam o subsidio que venceram na qualidade de procuradores á junta geral d’este districto, de esmola ao hospital d’esta cidade.

Restello

Geral

Em alguns olivaes, em consequencia da muita azeitona que tem cabido, já se anda restellando.

Revista

Cultura e espectáculoExército

Hontem ás duas horas da tarde fez-se revista á força do 1 de infantaria e ás cinco tambem a teve o regimento 17.

Tribunal de contas

Justiça e ordem públicaTransportes e comunicaçõesCorreioJulgamentos
Vidigueira · Portugal

Por accordam d’este tribunal foi julgado quite para com a fazenda publica pela sua gerencia desde 1 de julho de 1865 até 30 de junho de 1866, o sr. Joaquim Augusto da Rosa Figueira, director do correio de Vidigueira, n’este districto.

Mais

Justiça e ordem públicaTransportes e comunicaçõesCorreioJulgamentos
Aljustrel · Portugal

Tambem por accordam do mesmo tribunal foi julgado quite para com a fazenda publica, pela sua gerencia desde 1 de julho de 1865 até 30 de junho de 1866, o sr. Antonio Lobo Camacho junior, director do correio de Aljustrel, n’este districto.

Proclamas

Geral

No domingo proclamaram-se nas freguezias da cidade: José Manuel Porta-Nova, com Maria Isabel, solteiros. José Maria Trindade, e Roza Joaquina, viuva. José Nunes, com Custodia Augusta, solteiros. José Ignacio, com Vicencia Rita, solteiros. Antonio Loução, com Marianna Rita, solteiros.

Noticias de Barrancos

Economia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoAgriculturaCulto e cerimóniasGoverno civilJulgamentosMovimentos de tropasNomeaçõesNomeações eclesiásticasPecuáriaSegurança pública
Barrancos · Moura · Portugal Câmara Municipal · Correspondência · Governo Civil · Interpretacção incerta

Em data de 15 diz-nos o nosso correspondente: «No dia 9 do corrente chegou a esta villa um destacamento, commandado por um official inferior, e no dia 12 chegou uma força, commandada por dois officiaes a qual veio render a que aqui se achava que sahio nü dia 12. Estamos aqui esperando o dia 16 para vermos o povo tomar posse das partes que lhes tocou pela divisão do logradouro commum, não approvada por s. ex.ª o governador civil. Já appareceu um pasquim na porta de um cidadão, que é de opinião Contraria á maior parte do vulgo o qual o ameaçava com a morte e a todos os da mesma opinião que se movessem Contra elles!! O primeiro substituto do administrador está ausente d'esta villa, o Segundo substituto que Se acha presente» já lhe destroçaram um olival, e julga-se a sua vida em perigo ’ Omito aqui algumas cousas, para ver se conservo intacta a minha dignidade, mostrando-me por isso imparcial if estas questões. Chegada —No dia 14 chegou, eram duas horas da tarde, a esta vilh acompanhado» do iH.^’ sr, João Pedro dií Mendonça digníssima admitiislrador de Moura, e diurna força do 5 de Cavallariaj commandada pôr uni oíUcial inferior o ex.®* governador Civil. Todos ficamos surprehendidos com a inopinada vinda do nosso affavel governador, á excepção do sr. presidente da camara municipal, que me parece, tinha já recebido uma confidencial segundo ouvi. O sr. governador veio aqui afim de restabelecer a ordem publica, como mui claramente demonstrou na sala das sessões camararias, na presença da camara e do povo, e de pôr as cousas no seu antigo estado. Eu tambem tive a honra de presenciar este acto e ouvir o discurso de s. ex.ª, que era, pouco mais ou menos, contido n’estes termos: «Ha pouco mais d’um anno que aqui estive pela primeira vez, recebendo de todos as maiores demonstrações de amisade... N’esse tempo era outro o meu fim... Hoje venho cumprir uma missão differente, que me cumpre desempenhar. O fim que me traz aqui, povo de Barrancos, é tirar-vos da idéa essa illusão de que vos achais preocupados!... Esse campo de Gamos que vos pertence, não está dividido conforme a lei; mas acreditae o que vos diz o vosso governador, que são puramente verdades, que nem eu nem o governo de s. m. vos quer tirar a vossa propriedade, como vós e alguns mais elevados entre si o pensaveis... Não senhores, não é essa a minha intenção; desfructai-o — mas nós tambem d’ahi... «O povo de Barrancos quiz dividir o seu campo e a s.ª camara cumpriu com o seu dever: tractou da divisão; formou o processo; mas não os processos de cada um d’os agraciados; pouco esse processo foi approvado pelo conselho de districto e por mim, como a lei exige. Passou-se o tempo que a lei marca e veio outra lei: por isso deve considerar-se tudo nullo, e deve ser reduzido ao seu antigo estado. Se o quizerdes dividir novamente eu desde já me constituo procurador á vossa causa e serei igualmente vosso protector. «Amanhã espero ter, na praça d’esta villa, o gado que ha de entrar no montado, e depois de amanhã iremos arrancar as balizas da divisão do terreno. Mandando eu, ha de cumprir-se» S. ex.ª proferiu, além d’isto, muitas outras coisas, que a plebe pouco ou nada intendeu; porque apenas findoü este acto, começaram homens, mulheres e rapazes a gritar na praça: — Queremos a chourella! queremos a rovella! Beato.—Ouvi dizer que ficava aqui o sr. Men* Joaquim «administrando este concelho até janeiro futuro: se assim for pôde ser que • povts aocn^ gue í ainda que elle está a‘uma crise péssima.»

Noticias de Mertola

Economia e comércioJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoTransportes e comunicaçõesAgriculturaDebates políticosDecretos e portariasEstradasEstradas e calçadasFestas religiosasGoverno civilJulgamentosMercados e feirasObras de infraestruturaObras municipaisObras religiosasTrânsito e circulacção
Algarve · Beja · Cambas · Coimbra · Mértola · Serpa · Portugal Correspondência · Governo Civil · Igreja · Interpretacção incerta

O nosso assiduo Correspondente dá-nos as seguintes: Divisão administrativa.—Não possd deíflf de começar pelo assumpto de maior gravidado para Mertola na crise que actuàlmente nos rodea vMd qüe os homens d’esla localidade que abri gam no peito o nobre sentimento do amor local não podem deixar de estremecer-lhe o coração nem olvidar-se um só momento da divisão admínls* Irativa. O resultado dos altos círculos espera-se Com ansiedade e impaciência, como o innocente prelo em ferros espera a liberdade pela sentetiça. Gozaremos dá alforria, ou seremos escritos, Como nos sentenciou o nosso illustre governador civil? Mertola não pode sei* de nenhum outro conce lho;—edificou-se neste loca! para ser livre a de si mesma. D'esto verdade se não compenetrou o cl*m* governador Civil quando lhe decretou a dilaceração. A esta hora deve estar lavrada a sentença: será Comarca, ou terá que continuar a viver martyr d’uma longínqua distancia de 30 a 40 kilometros de maus caminhos e caudalosas ribeiras? Uma reforma não deve ser obra de partidos, de paixões, e nem de patronatos.—Os erros e as paixões matam uns e dão vida a outros, quando ás reformas não prezide a sanclldade da consciência e imparcialidade; e matar moralmente é um crime de lesa humanidade. E tem consciência quem pretenda dilacerar um município como o de Mertola com a sede n’um local que as mais próximas villas distam lhe 35 kilometros em cujas distancias nenhuma outra villa se appresenta no districto e talvez poucas no reino? Pois estas verdades serão escurecidas, e as nossas vozes serão entoadas no deserto? Cremos que não. A nossa justiça deve ser attendida, e a nossa posição respeitada pelas supremas capacidades a quem incumbe o ultimatum da obra. Ladrões.—Espalhou-se no Algarve a noticia de que a estrada de Mertola a Beja estava enfri la de ladrões, e desde então tem cessado assim dizer o transito daquella província por esta villa. O rebate foi falso, porque a estrada tem estado sempre limpa e nenhum facto, absolutamente se tem dado n’este transito—Convem pois desmentir falsidades, para utilidade de quem transita e de todos em geral. Fiscalisação.—Sobre fiscalisação aduaneira, caminham mal as cousas por cá: não sei se devido aos empregados pela má interpretação que dão á lei, se pelos defeitos da mesma lei, que precisam corrigidos. Os casos são muitos, mas vamos trazer para exemplo um só:—O creado do sr. Francisco Geraldo da aldeia de Sant’Anna de Cambas comprou em Serpa vinte tantos alqueires de azeite que conduzio para casa de seu amo. No dia seguinte caminhou para Mertola a vendel-o, mas ou lhe esqueceu a guia em casa ou a perdeu, e perguntado por ella mette a mão á algibeira e não a achando ficou surprehendido. Pedio 5 a 6 horas de espera para a apresentar e não lhe foram concedidas!—Perdida a carga foi acto continuo remettida a S. Domingos, e ali, depois do apprehendido apresentar as mais claras provas de que o azeite era nacional, comprado em Serpa; documento de quem lh’o vendeu, e, creio que, documento da mesma alfandega em Serpa, de que ali o havia manifestado, assim mesmo lhe foi imposta a multa de 20$000 reis pela sra. tara—Isto é duro, e até barbaro. Pois não se deverá attender á nacionalidade comprovada, e ao documento passado por quem vendeu o genero? Pois a consciência não dirá ao empregado que só os generos estrangeiros infiltrados aos direitos devem ser perdidos, e que apenas uma leve multa, pela imposta transgressão, lhe poderá ser imposta? Parece que deve:—pelo menos certos logares deverão ser somente confiados a homens de inteira consciência, e o julgador devia ser sempre gratuito. Ha mais casos de que tractaremos d’outra vez. Estudantes.—Foi estudar para Coimbra o sr. Medeiros, prior do Espirito Santo, deixando em seu logar um reverendo, do Algarve, que estava coadjutor em Martin-lungo. O logar é lotado em 600$000 reis—o sr. Medeiros dá 100$000 reis a quem o substitue, e receberá 500$000 reis. Ainda não temos nem sabemos o nome do recemchegado ecclesiastico. Mina.—A de S. Domingos tem despedido muita gente—calcula-se de 400 a 500 pessoas. Faz falta no anno máo que ahi temos. Correm versões sobre este acontecimento, mas será facil ninguém attingir ainda a verdadeira causa; que uns dizem ser a baixa dos mineraes nos mercados inglezes; outros a affluencia daquelle genero da mina de Tarsys nos mesmos mercados; alguns attribuem a desgostos da empreza sobre os tributos lançados e ao embaraço do nosso governo em levar avante a egreja já construída, com altares, santos, sinos e relogio, tudo prompto e no valor de muitos contos de reis. Mas nós inclinamu-nos a que seja ao corte que se anda fazendo para pôr a mina a céo aberto. Até á semana seguinte. 5. do G.

Mais noticias de Mertola

Meteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localReligiãoSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaEstradas e calçadasFestas religiosasMédicos e cirurgiõesObras municipais
Mértola · Vila Real · Portugal Correspondência · Interpretacção incerta

Em data de 11 de outubro diz-nos um oníro correspondente o seguinte: Regresso—Regressou, ha dias, de Villa Real de Santo Antonio onde foi passar algum tempo o nosso sympalhíco medico, o sr. dr. Ferreira Gaspar. Por ahi o vemos já no exercício da sua es pecialidade, que em Mertola. on pelo muito nu mero de doentes» ou pela extensão do concelho, ou por influencia atmospherica, é um logar assás trabalhoso—e conseguintemente de muito lucro. Aqui lerá o joven medico um estudo pratico que lhe poderá fornecer algumas observações que talvez o estudo Lhcorico não possa ensinar. Ao sr. dr. Gaspar prognosticamos um futuro brilhante, cheio de prazer. S. s? tem uma alma bemrazeja, um coração magnanimo, que junto ás maneiras afaveis com que tambem trata a todos o fazem querido por todos. A caridade tambem muito o predomina. Esta é a verdade, que talvez não agrade a s. s.ª;—n’este caso esperamos ser desculpado. Calçadas.—Recomeçou com mais vigor a feitura das calçadas nas ruas d’esta villa. Já se haviam composto, embellezado e bem assim afformoseado, após o novo largo do arrabalde, as muralhas que ficaram junto á porta que foi desfeita; agora os beneficios estenderam-se até mais abaixo. Tem calçado o largo da Misericordia, vão tomando a direcção da praça, e a nosso ver proseguirão até ao fim da rua do Muro. Ha no interior da povoação sitios que reclamam instantaneos reparos. Falhamos de alguns lugares que seria superfluo enumerar porque são sabidos por todos. Para com estes é que deve haver uma seria attenção, pois da maneira como elles hoje estão e como se tem conservado ha tantos annos, se não são uns verdadeiros precipicios ao menos são de uma repugnante transição. Felizmente na actualidade vamos vendo motivo de se beneficiar o que estiver em deteriorado estado. Assim seja. Assim deve ser. Reclama-o o bem de todos. Reclama-o o... estado de civilisação para que todos os povos se vão encaminhando. Operarios.—O elevado numero de operarios que tem sido despedidos dos trabalhos da mina de S. Domingos, onde, valha a verdade, todos os empregados, qualquer que seja a ordem ou cathegoria a que pertencem, auferem uma remuneração não muito commum, vão achando trabalhos, já nos que o governo tem proporcionado, já n’outras pequenas minas. Até á semana. d. F. B. Bravo.

Portimão—Em data de 11 diz nos o nosso correspondente: Contradanças

Economia e comércioSociedade e vida quotidianaContrabandoPobres e esmolas
Portimão · Portugal Correspondência

Acham-se em contínuas contradanças os pobres guardas da alfandega, por que o digno chefe não os deixa socegar. Quer por força fazer d'elles uns judeos errantes. Tal medida é por aqui geralmente censurada, porque não tendo aquelles desgraçados meios para se transportarem, veem-sc obrigados a recorrer a subscripçôes para o fazerem. Se a neces sidade do serviço assim o exige, como julgamos, por serem poucos os guardas, peça mais ao go verno que ha de ser attendido, c esses desgraça dos não suíTrerão tanta. A necessidade é uma inimiga irreconciliável com a virtude, e collocados em taes circunstan cias, não sabemos se terão força fiara cumpri rem a lei, quando algum contrabandista os quizer subornar.

Mina

Arqueologia e patrimónioMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoAbastecimento de águaDecretos e portariasDescobertas e achados

Por decreto de 15 deste mez foi concedida certidão dos direitos de descoberta da mina de manganez situada nas Ferrarias, freguesia e concelho de Almudovar, neste districto, aos srs. Francisco de Almeida Rebello, Pantaleão de Oliveira Sousa da Gama, José de Mello Lacerda de Brederode, Joaquim Maria do Poço e Felisardo Antonio Silverio

Experimentem

Economia e comércioAgricultura

Communica o sr. A. Bronsvíkc ao Bulletin do Journal de l'Agriculture, diz o J. de A. Pratica, ter curado as uvas de uma latada, que estavam atacadas do oidium com o acido phenico, que empregou na razão de 150 gotas por cada litro de agua pura, depois de ter empregado o enxofre e outros remedios sem resultado.

Munich, 9

Alemanha Exterior / internacional · Geral

O principe de Hohenzollern declarou nas camaras que não queria a entrada do sul da Allemanha na confederação do sul isolada, mas sim uma união nacional com os estados da confederação do norte na forma de Estados Unidos.

Madrid, 12

Cultura e espectáculoExércitoLivros e publicações
Madrid · Roma · Espanha · Itália Exterior / internacional

O «Jornal de Roma» de 9 diz que se tem formado diversos ajuntamentos de garibaldinos em vários pontos dos estados pontificios, mas que os combates tem tido pouca importancia; tem marchado contra os garibaldinos numerosas tropas; em Roma reina socego a despeito das excitações da nova junta revolucionaria, mas nas provincias ha muita agitação; assevera-se que Aquapendente foi retomada pelos garibaldinos.

Roma, 11

Roma · Itália Exterior / internacional · Geral

Continua a haver socego em Roma, mas os ânimos estão inquietos; affirma-se que se tem ouvido tiros de peça.

Paris, 14

Cultura e espectáculoSaúde e higiene pública
Paris · França Exterior / internacional

Hontem o imperador e o principe imperial, ambos de perfeita saude, passaram revista á guarnição de Bayonne.

Roma, 13

Roma · Itália Exterior / internacional · Geral

Os bandos de garibaldinos continuam a operar a sua concentração proximo da fronteira. Não houve nenhum novo conflicto no interior dos estados pontificios.

Roma, 14

Roma · Itália Exterior / internacional · Geral

Os garibaldinos tornaram a occupar Nerola e Monte-Libretti. Entre Nerola e Monte-Libretti estão mais de 1:800 com cavallaria. Continua a ser indecisa a attitude dos habitantes.

Paris, 16

Exército
Paris · França Exterior / internacional

Corre o boato de que a França intervirá novamente, mas carece de confirmação. Diminuem os rumores de guerra.